quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010
Observando filosofias
Encontrava-me para apanhar o comboio no cacém mas este estava com problemas (o comboio), e aparentemente já se encontrava parado há algum tempo quando cheguei à estação. O que se sucede após alguns momentos de alguns gritos, correrias para tentar ver o que se passava, reclamações de quem estava à espera, uma ou duas bananas e alguns rituais satânicos da senhora estranhamente pálida ao meu lado (em que eu ajudei – vá lá, estava enfastiado com a espera e é sempre agradável usar os intestinos de galinhas vivas para falar com demónios – aquele Baalor de hoje era um ganda maluco) vem um comboio na linha contrária para repôr a circulação. Após alguma confusão para toda a gente trocar (a senhora pálida esfumou-se simplesmente), este novo comboio parte. Chegando à estação seguinte, as pessoas ficam deveras à toa devido à chegada do comboio na linha contrária. O comboio apita para chamar à atenção, e após o fim da sua marcha os futuros passageiros do comboio fora de sentido começam a passar pela linha para apanhá-lo. Eis que durante esta travessia louca alguns com menos testa começam a gritar insultos ao inocente e deveras prestável maquinista que não tinha culpa de nada. Eu prosseguia pela plataforma quase sozinho com apenas uma senhora de idade à minha frente. Esta senhora ao ouvir os insultos começa a falar sozinha, e profere o seguinte: (segundo o que a minha memória me permite) “Estes gajos páqui a gritar, o maquinista não tem culpa de nada. Quem insulta é na verdade o que chama aos outros. Cambada de paneleiros!”
Depois de tal asserção platónica/cartesiana de alto nível e extramente complexa em que resumidamente disse “quem diz é que é”, esta senhora foi cair na esparrela de descer ao nível de quem acabar de corrigir, contrariando o que acabara de dizer!!! Foi magnífico observar isto, pois de seguida desmanchei-me a rir tentando fazer o mínimo barulho possível. Espectacular! Primeiro digo que estas gentes pouco educadas deviam pensar um pouco mais no que dizem e não insultar com tanta facilidade os outros, e depois largo uma bardajonice para a qual aparento (não) ter nível para a dizer e contradigo-me de forma tão espectacular que não há nada que me possa desculpar!
Mas voltemos à asserção platónica/cartesiana. Segundo a sabedoria tão mal consolidada desta senhora, “quem diz é quem é”. Por isso, ela acabou de se chamar lésbica de forma muitíssimo perjorativa.
Apesar de eu pensar que paneleiro se aplica apenas a homens. Mas acho que podemos deixar esse pormenor de género ser levado pelo vento provocado pelo traque mental desta senhora.
Afinal de contas, vamos desculpá-la. Ela disse “calem-se, porque quem diz é quem é.”
“Cambada de paneleiros!”.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Rituais curiosos
Encontrava-me visionando ociosamente televisão há uns dias antes de me ir deitar quando me deparei com um documentário que falava sobre festivais xintuístas que decorrem no Japão.
Um destes festivais incluia um torneio em que crianças com apenas alguns meses de idade (eles ainda nem gatinhavam) se defrontavam umas às outras. Eram colocadas num ringue semelhante ao do sumo, com um árbitro vestido de forma não muito diferente dos árbitros do sumo e em que as crianças se degladiavam. Não, não era no torneio de sumo para crianças dos 6 meses e dos 34 kg. Também não era num torneio de videojogos ou numa guerra com catanas. A ronda era ganha pelo bébé que chorasse primeiro. Isso mesmo, o seu puto reguila que lhe faz a cabeça em água todas as noites poderá tornar-se num vencedor no Japão.
OK é preciso explicar umas coisas. O torneio realizava-se num mosteiro onde se acreditava que o espírito de um monge muito mau que ali tinha vivido há muito tempo (se não estou em erro o festival realiza-se desde há 500 anos) era afastado pelo choro de uma criança. Ok, o choro de uma criança pode não ser a coisa mais melodiosa do mundo, sobretudo se fôr às 4 da manhã após um dia de trabalho extenuante, seguindo-se outro igual na manhã seguinte, mas daí a afastar espíritos... Para além disso eles acreditam que uma criança que chore terá boa sorte (Já viu, essas noites passsadas todas em claro serviram para demonstrar que o seu filho ganhará o euromilhões! Regozije!). Por isso fizeram este torneio.
O engraçado é que, apesar do carácter sagrado da coisa, há mães que fazem batota, puxando o cabelo ou dando beliscões ao filho de forma discreta. Tudo isto para... Confesso que, se eles ganham alguma coisa, para além da boa sorte e de afastarem do espírito do monge (ainda pensei em pôr uma piada em como aqui se via que o espírito não era católico porque se fosse não fugia das crianças, antes pelo contrário, mas achei que era melhor não pôr para não ferir susceptibilidades), eu não ouvi.
Ainda mais interessante (ou não) foi o ritual seguinte que eu não vi até ao fim porque entretanto tive de ir dormir. Como, ainda há mais tempo, houve um padre (não sei o termo correcto para os xintuístas) que, para correr com a má sorte da aldeia onde vivia, a perseguiu pela aldeia todo nu (e o que a má sorte deve ter corrido nesse dia), hoje em dia, na cidade que foi em tempos essa aldeia, escolhem um homem (e ser-se escolhido é uma grande honra), e ele tem de atravessar a cidade todo nu. Para além de ter atravessar a cidade todo nu, 10000 outros homens estarão, envergando um traje semelhante ao dos lutadores de sumo (que mais parece uma fralda) a tentarem tocar-lhe. A pratir daqui não apanhei a totalidade dos pormenores mas parece que tocar no homem nu dá sorte e não há senhoras envolvidas e parece que há ossos partidos e às vezes mortes, um bocado como nas largadas de touros em Espanha.
Sim, isto é o que o povo que mais trabalha no mundo faz nos poucos tempos livres e férias... Pois...
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Serviços
Só espero que tudo o que se passe nestes dois sítios não viole demasiadas leis... Mas quer dizer está um bocadinho escarrapachado demais... "Meus amigos, aqui fazem-se servicinhos. O senhor faça favor de voltar a vestir as calças." É quase tão descarado como massagistas exóticas e refrescantes... Pelo menos os serviços da loja ocorrem num local fechado, agora na plataforma de comboios é um bocadinho exibicionista, e pode tar frio e a chover...
Agora um bocadinho menos a sério, a das estações de comboio é mal encaixada, sobretudo já tarde, de noite quando está escuro, agora a loja é um bocado mau. "Tchau mãe, até logo" "onde vais?" "à loja de serviços" "fazer o quê?" "comprar bicos" "lindo menino, os do fogão estão muito velhos". Oh vá lá, soa mal à brava... Também é uma coisa terrível para dizer a companheiras. "Onde vais?" "vou à loja de serviços, preciso que me façam umas coisas". Agora a imaginação do gajo está a trabalhar quando ela diz "vou contigo, faço-te companhia". Agora se um gajo diz que traalha numa loja de serviços, desconfiem...
Impossível?
Trago hoje dois casos dignos de atenção.
Nunca vão para onde quer que seja na certeza absoluta e inabalável de que poderão regressar. Estava muito bem com a malta no Alentejo nos primeiros dias desta semana, em que voltou a ocorrer novo dilúvio. À entrada da herdade onde nos ancontrávamos, com a nobre missão de trabalhar, existe uma ponte que passa por cima de um pequeno ribeiro. Findas as tarefas árduas a que nos propusémos decidimos sair da herdade... eis senão quando nos deparamos com um cenário típico das Imagens Reais, liguem agora e daqui para a frente a voz do Artur Albarrã na vossa cabeça por favor. O horror, o medo, o pavor daquela gente quando olhou desolada para a ponte que permitia a travessia do ribeiro. A água espraiava-se a a mais de 10 m da ponte para ambos os lados, a corrente, a forte corrente, vejam como fazia vibrar um tronco de uma árvore morta, um barulho ensurdecedor. E esta meus amigos é a pior parte. Eles pensaram em passar por ali de carro... esperaram pelas melhorias no dia seguinte para construir a braços, uma passagem com pedra de forma que os carros não fossem arrastados ribeira abaixo, na Herdade da Ribeira Abaixo. Mas esta aventura tem um final feliz, receando a vida e os pertences materiais utilizaram a OUTRA saída da herdade cujo caminho era mais longo mas que até estava em boas condições...
O segundo caso digno de referência respeita às pessoas que conhecemos, ainda que de forma muito remota. Não duvidem nunca de que as podem encontrar onde quer que seja, porque quando dão por ela encontram pessoas que deviam estar do outro lado do oceano e que nunca na sua vida iriam estar no mesmo lugar onde vocês estão. No fim elas aparecem vindas do nada, sem nada para fazer, mas a milhares de quilómetros do lugar onde deveriam estar. Não se baralha assim a vida das pessoas.
Is to são testemunhos Reais! (desligar a voz do Artur albarrã dentro da vossa cabeça agora).
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
É o tigre dos bosques!
Em pinceladas largas, Tiger Woods, casado com uma ex-modelo (ou se calhar ainda no activo, não me recordo bem) sueca, feia como só as modelos suecas sabem ser, decidiu que que uma companheira, feia como só as modelos suecas sabem ser, não lhe chegava e envolveu-se com mais outras 10 mulheres (tão diversas que vão desde uma modesta professora de 47 anos a uma actriz porno), em simultâneo. E esta história chegou aos ouvidos da imprensa após um acidente de automóvel que Tiger teve em que supostamente estava a discutir com a mulher, e após esse mesmo acidente ela teria tentado agredi-lo com um dos seus tacos de golfe (isto pode dar uma bela posta, pensar em profissões que fornecessem às mulheres objectos curiosos para agredir os maridos se eles fossem infiéis).
A história é, admitamos, rocambolesca. No entanto mais impressionante foi, a meu ver, o circo mediático que se gerou devido a isto. OK, que a empresa para a qual a actriz porno trabalha faça 2 ou 3 filmes com referências pouco disfarçadas ao caso é expectável. Que se entrevistem os amigos e familiares do casal é, e fico deprimido só de admiti-lo, previsível. Agora que Tiger receba solidariedade pública de outras figuras que traíram as suas mulheres é surpreendente. No entanto foi o que Boris Becker fez. Sim, surpreendam-se à vontade, mas a verdade é que ele veio a público solidarizar-se com Tiger Woods e até dizer que invejava Tiger pela sua organização para conseguir ter 10 amantes ao mesmo tempo. (Eu gostaria de poder acrescentar que ele teria pedido a Tiger Woods o número de telemóvel da professora mas, se o fez, não foi publicamente).
Ainda mais surpreendente foi o facto de o ex-jogador da NBA Charles Barkley (um poste grande como só os postes da NBA sabem ser e que ainda por cima ganhou, enquanto jogava, a alcunha de "El gordo") ter vindo a público dizer que já teria tentado mandar vários SMS a dizer-lhe que... Tentem adivinhar... (os leitores habituais já deviam estar a perguntar-se quando é que lhes dizia para tentarem adivinhar algo). OK, eu digo, ele teria tentado dizer que o amava. Vou dar uma notícia ao Charles: se ele era casado com uma modelo sueca e tinha 10 amantes algo me diz que ele NÃO estaria interessado em ti. E ainda por cima se o vieste dizer em público, nesta altura, és capaz de ter arrasado as virtualmente nulas hipóteses que tinhas.
E no meio disto tudo Tiger Woods acabou numa clínica de reablitação para viciados em sexo e perdeu uns quantos patrocínios (algumas marcas acharam que ter a fazer publicidade ao seu produto um homem com toda esta impetuosidade era capaz de não ser viril e másculo o suficiente). Pergunto-me se fosse um Zé-ninguém a fazer isto a coisa não teria acabado de outra forma. Para além do gajo ser desfeito à porrada pela mulher, a coisa era capaz de ficar-se por uma nota de rodapé num jornal com uma secção para coisas bizarras. Não teria gerado tanta agitação mediática nos EUA e não teria sido conhecida por tanta gente. Por isso nada com ganhar mais troféus do que qualquer outra pessoa a meter bolas em buracos (afinal ele jogar golfe já poderia ser uma indicação...) para que nos deêm importância e que queiram saber da nossa vida privada.
Pronto, agora que já fiz a minha purga, peço-vos que me ajudem na minha cruzada para acabar com este tipo de interesse em coisas que não interesam nada a ninguém. Calma, não comecem essa cruzada batendo no autor deste blog que fala de coisas que não interesam nada a ninguém. (o autor está a ser retalhado por balas de AK-47 enquanto tecla estas palavras, talvez seja a última vez que ouvem falar deleeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee. Estas palavras estão a ser escritas por um familar que removeu o cadáver dele de cima do teclado, Peço desculpa pela grande quantidade de ee mas ele ficou pressionar a tecla e enquanto morria).
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
(Não)Rock in Rio
Aparentemente no dia do Rock in Rio em que os metaleiros pesadões todos vão lá estar a mandar aquilo a baixo com os seus sons de adormecer crianças e com os seus casacos da Hello Kitty (todos sabemos que ela é satânica) e motas cor de rosa, Hannah Montana vai actuar, e este concerto vai ser para a família dela.
Espero que a organização do Rock in Rio decida instalar um vidro à prova de bala na frente do palco, porque quando Hannah Montana aparecer a mandar do seu som infernal (acho que infernal aplica-se, pelo menos é a minha opinião - e nunca ouvi a catraia) não vão ser só legumes em mau estado a voar para o palco - sorte a dela se fossem pedras! Não se espantem se virem cadeiras, barreiras, motos velhas, cães a uivar e até a ocasional stripper (não substimem os danos que podem ser causados por uma mama bem rija de tão cheia de silicone). E no limite, até se podem atirar uns aos outros, kamikaze style!!!
Seria tão catita ver Meshuggah seguidos de Hannah Montana. Para encaixar teriam de vir a seguir os Moonspell cantar o abram alas para o noddy versão death metal.
Mas quem é que teve a brilhante ideia de tal barbaridade? Faz tanto sentido como colocarem o rancho folclórico da Morrenhanha com a orquestra filarmónica de Berlim, ou Kalashnikov com bandas Reggae. Imaginem o dia do concerto. De um lado temos pessoal de 12 a 16 anos completamente de cor de rosa e fuchsia, e do outro lado os motoqueiros vestidos de preto, cabelos compridos e aquele ar tão simpático que os caracteriza quando algo está a chateá-los. Como a enchente fãs de Hannah Montan pode ser grande, até se poderia desenrolar uma batalha campal entre estas duas facções tão distintas como um yeti a fumar cachimbo e um atum a passear na praia. Do lado cor de rosa temos posters enrolados e vibradores da Hello Kitty (dos quais até o mais duro metaleiro foge como um queijo da serra foge da navalhinha). Do outro lado temos motas, soqueiras, músculo e muita prática a aviar cartuchos em putos estúpidos a pensarem que fazem moches.
Sou forçado a conceder o primeiro round à Hello Kitty band, porque acabei de ser ameaçado com um vibrador em fúria, e com este tipo de coisas não se brinca.
O segundo round acaba a batalha, visto que os metaleiros arrasam com os oponentes numa chuva de gritos aterradores em que se babam todos, e a Hello Kitty band foge em pânico de tal "nooooooooojo". Felizmente o vibrador encontrou na dona um sítio mais confortável para estar...
A mala dela. Em que estavam a pensar? Aiaiaiai...
Ainda mais assustador do que o vibrador com que acabei de ser ameaçado era se para Hannah Montana não destoar criassem um dia com bandas junto das quais Hannah Montana não destoasse. Isso era mesmo muito triste. Não era suposto ser um festival de rock? Pelo menos é o que o nome dá a entender... Uau, um dia abaixo de morangos com açúcar, um dia canal disney... Pelo menos mantenham os D'zrt fora daquilo (arreeeeepioooo na espinha) e as Just Girls (meeeeeeeeeeeeeedo catano!!! Até me põe a falar mal!!!). A não ser que estivessem a servir de strippers aos metaleiros! E amordaçadas para que não terem tentações de partir vidros ou fazer chover...
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Why you are fat
Antes de mais vou aumentar a cultura geral de muita gente ao informa-lo a si, caro silencioso e anónimo leitor deste blog, que existe um conceito de comida que faz com que uma refeição de rancho, feijoada à transmontana, e ovos moles seja muitíssimo saudável. Abram alas para a pizza de Oreos. (Pausa para evitar que contraiam diabetes ao tomarem conhecimento desta criação demoníaca, só ao alcance de adoradores de demónios como a ganância e a Hello Kitty).
Sim, ó turba caótica que escolhe consumir os memes presentes nesta pequena porção do ciberespaço, alguém nos EUA decidiu que os Oreos não são bons unica e exclusivamente molhados no leite (ou que os adultos eram capazes de os querer regar com qualquer outra coisa), alguém decidiu que pizzas com fruta não eram suficientemente doces e invulgares e decidiu fundir estes dois conceitos e puf! fez-se a pizza de Oreos (mais valia terem-se ficado pelo Chocapic).
A cadeia responsável pelos enfartes de miocárdio causados por esta bomba calórica capaz de calcinar três casas e um estábulo dá pelo nome de "Domino's Pizza". (Pergunto-me qual terá sido a ideia por detrás deste nome. Pizza do dominó? Dominó parece nome de gato e eu não quero imaginar um gato a fazer as minhas pizzas. Pizzas em forma de dominó, será? Os oreos são as pintas? Isso é invulgar mas faz um pouco mais de sentido.). E o seu director é um senhor que dá pelo nome de Richard Branson. E como este senhor já não deve ganhar dinheiro que chegue, ou talvez como uma forma retorcida de homenagem, houve uns senhores que decidiram dar-lhe outro emprego.
E agora, caro consumidor ávido deste gerador de obesidade mental que é este weblog, dou-lhe a hipótese de tentar adivinhar qual a proposta que foi feita a este senhor. Ouço alguém dizer escrever um livro sobre "Como fazer dinheiro: usar a estupidez de papuços para os matar e eles ainda ficarem contentes consigo". Seria uma hipótese razoável. Mas não só este livro não teria sucesso como estamos a falar dos EUA. Este senhor terá de gastar uma boa porção dos lucros que esta pizza gerou para o processo que lhe vai ser movido pelos consumidores (embora se calhar a ideia da pizza de Oreos seja matar os consumidores antes de ficarem obesos e poderem mover o processo. Esperto!). Ouço alguém sugerir um emprego pela farmacêutica que vai fazer ainda mais milhões a vender um produto dietético. A pessoa que o fez deve ser presa porque é tão inteligente e perversa que irá em breve fazer um plano ainda melhor do que este para enriquecer. Não, nada de tão engenhoso poderia cá vir parar. Orgulhamo-nos de este ser um blogue de postas e certificamos que o nosso material é de posta e não de qualidade. Este senhor foi nomeado director do Departamento de Educação Física da Universidade de Michigan. (Pausa para recuperarem da incredulidade causada por esta novidade).
Devo acrescentar que os nomes que estavam antes dele na lista de possibilidades incluiam o Ronald McDonald, o fulano das caixas do KFC, o director da Coca-Cola, a vaca da Milka, o bigodaças das Pringles e a Hello Kitty (é satânica e tem torradeiras). Quano aos outros não sei, mas a Hello Kitty recusou porque estava demasiado ocupada a criar vibradores.
Devo concluir dizendo que as pizzas de Oreos vêm com vales de desconto para este ginásio...
domingo, 7 de fevereiro de 2010
Mais bizarrias da distribuição
Durante a distribuição tenho oportunidade de observar e vivenciar acontecimentos fantásticos e é por isso que me vejo na obrigação de os partilhar. Começando pelos mais simples além de tudo o mais que já havia mencionado detectei ainda que há pessoas a jogar Travian em pleno trânsito, enquanto que outras aproveitam para limpar os dentes com fio dental. Não tem mal nenhum, aliás é até um hábito muito salutar dado que as escovas de dentes não removem toda a sujidade. Nada como um sorriso fresco pela manhã!!
Creepie situation, estava eu a dar o jornal pelo lado do pendura à senhora que estava conduzir, quando o pendura em si me chamou a atenção. O senhor tinha um olho muito saliente e o mais estranho era que não se via quase nada da íris do olho do senhor. Percebi então que estava perante uma pessoa que tinha um olho de vidro, e durante uns milisegundos perguntei-me que situação originara tal facto. Ora já mesmo quando estou a tirar os olhos (expressão muitíssimo conveniente)do interior do carro e, enquanto vomito o característico “Bom dia!” ou “Obrigado!”, reparo de relance no braço direito do senhor que estava muito rígido. Ao acompanhar o braço do senhor com olhar apercebo-me que a mão estava extremamente brilhante... Era uma mão de procelana... Gelo! Afastei-me perturbado e a pensar que trágico incidente poderia ter provocado tal situação. Não é, de todo o tio de coisas que esperamos encontrar quando olhamos para dentro de um carro.
Para acabar com algo um pouco mais engraçado... Cumpria eu o dever de um verdadeiro puro sangue lusitano, ou seja, admirava o rabo de uma bela moça que acabara de se levantar para apanhar o autocarro, seguindo o objecto de escrutínio da forma característica que distingue qualquer puro sangue de um reles e velhaco amador: primeiramente com o olhar e, após a passagem pela lateral e, perdido o ângulo de visão, rodando progressivamente o tronco de peito erguido, sem nunca mexer as pernas! Durante este complexo procedimento reparo num daqueles autocarros vermelhos, sem capota que levam os turistas pelas ruas de Lisboa. E qual é o meu espanto quando reparo numa turista a tira-me uma foto. De certo por causa do dispositivo publicitário que tinha às costas, ou então porque viu um verdadeiro exemplo de rebarbadez e não hesitou em capturá-lo para toda a eternidade. O que é certo é que fiquei com um daqueles sorrisos de quem é completamente apanhado de surpresa e não se sente muito confortável. A turista, vendo que me tinha apercebido da foto, alertou outra turista para o facto e desta vez sorri com convicção para a foto das turistas que rapidamente alertaram outras e quando reparei tinha 6 ou 7 máquinas apontadas a mim, à espera que eu fizesse um qualquer disparate. Não desapontei! Fiz uma bela de uma pose para satisfazer as exigências turísticas e fui, imediatamente cravejado por diversos flash. Lembrem-se Portugal tem uma parte importante da sua economia baseada no turismo é preciso dar o corpo ao manifesto e satisfazer os desejos dos turistas. Pela Nação!
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
Nada de jeito à brava
"Eh pá!!! Cum catano!!! GAJA BOA!!!". (Peço desculpa, isto foi quando estavamos para começar a entrevista e ele viu uma pessoa de sexo indefinido - estas são pessoas muito solitárias, há que compreender que são meses só com ornitorrincos vermelhos das neves por perto - que se pescam perto dos chouriços - e a necessidade aperta...).
"Vou-vos contar uma história que se passou um dia destes. Portanto, eu ia para atravessar a rua e aparece um gajo do nada.."
"Peço desculpa, era uma história de pesca de chouriço".
"Ah, com mil raios e coriscos, peço imensa desculpa pela distracção. Pois esta narrativa deu-se há não mais de um ano, em que me encontrava navegando suavemente num pato nos calmos mares gelados escaldantes com bolhinhas das serras mais altas dos grandes baixios das grandes planícies dos montes escarpados das estepes do deserto, onde se encontra aloé-vera da floresta a ser comido por ursos da savana polares. Pois eu preparava uma generosa quantidade de couves portuguesas com menos de três dias após a colheita com vinagreta preparada com vinagre balsâmico e aromatizado com caril - porque os chouriços comem isto quando estão de dieta - quando me deparo com uma autêntica monstruosidade. Épa!!! GAJA BOA!!!".
"Mas aquilo é um caniche...".
"Peço desculpa. Continuando. Aparece-me uma monstruosidade! Um queijo da ilha que eu estimo que teria à volta de 5 metros, e que aparentemente cobiçava o pato em que navegava. Ora perante tal coisa, um queijo de 5 metros (!) não fui possuidor de outra escolha (visto não ter uma côdea de pão à mão), se não utilizar a minha navalhinha num combate de proporções épicas, que durou cerca de meio minuto."
"Como um combate épico de meio minuto?"
"Tudo começou com uma troca de insultos em que o queijo da ilha insultou todas as antepassadas da minha família duvidando publicamente da legalidade da profissão que exerciam, e de seguida cordialmente ripostei, relembrando-o que a progenitora do dito queijo tinha seis mamilos e um par de cornos - resumindo, era uma vaca de grotescas proporções! - algo que o queijo não gostou de ser relembrado. E por isso declarou publicamente que duvidava da minha masculinidade, algo que não tolerei e lancei-me contra o meu colossal adversário. Mantenho sempre a minha navalinha em excelentes condições, e como tal consegui arrancar um bocado de queijo suficientemente grande para alimentar 32 Etíopes durante um ano, o que o levou a desiquilibrar-se. Como observei, eu navegava um pato. Ora eu e o queijo que eu estimo que teria aproximadamente 5 metros degladiavamo-nos em cima do pato, e após conseguir um pouco de vantagem, empurrei o queijo que eu estimo que teria aproximadamente 5 metros do pato abaixo e, como toda a gente sabe, nos mares gelados escaldantes com bolhinhas das serras mais altas dos grandes baixios das grandes planícies dos montes escarpados das estepes do deserto, onde se encontra aloé-vera da floresta a ser comido por ursos da savana polares existem plantas carnívoras de alguns centímetros devoradoras de queijo da ilha".
"Então e como é que uma planta carnívora de apenas alguns centímetros consegue comer um queijo de paí 5 metros?".
"Ela tem uma vida inteira para isso. Desde que o queijo não lhe caia em cima... Bem, após o meu confronto com a morte ao enfrentar o mortífero queijo da ilha que habita os mares gelados escaldantes com bolhinhas das serras mais altas dos grandes baixios das grandes planícies dos montes escarpados das estepes do deserto, onde se encontra aloé-vera da floresta a ser comido por ursos da savana polares, dediquei-me um pouco mais afincadamente à procura de chouriços pescáveis."
"Então e como correu a dita pescaria?".
"Não apanhei nenhum chouriço."
"O que aconteceu?".
"A pescaria de chouriço foi apenas um incidente enquanto me dirigia ao bordel de bois almiscarados das estepes africanas".
"Ah... E há alguma coisa interessante a relatar desse bordel? (perguntei a medo)".
"Nada de especial. Apenas aquilo que se encontra num bordel de bois almiscarados das estepes africanas que fica numa ilha no meio dos mares gelados escaldantes com bolhinhas das serras mais altas dos grandes baixios das grandes planícies dos montes escarpados das estepes do deserto, onde se encontra aloé-vera da floresta a ser comido por ursos da savana polares. Sereias e assim. Agora depende qual das partes é que se quer que seja peixe... Epá!!! GAJA BOA!!!".
"Onde...?".
"Ali!!!".
"Mas aquilo é uma boca de incêndio..."
"E está toda aberta a sorrir pa mim! Com licença que espera-me uma boa pescaria!!! Hehehe!!!"
Ao menos não era um cavalo...
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
NÃO TE OUÇO POR CAUSA DA PORRA DO SINO!!!
Sim meus senhores estes senhores tementes a Deus não podem ser incomodados pela satânica praga do ruído excessivo cuja função é lembrá-los de que devem ir temer a Deus. "Pera aí ó Deus que eu já te atendo, é que tá aqui uma chinfrineira descomunal por causa de um sino que tá a tocar para eu me preocupar contigo".
Seria de esperar que esta lei possuisse algumas excepções, afinal de contas nem todo o barulho é igual. Pois bem aqui a coisa torna-se ainda mais estranha pois, embora esta lei não tenha excepções para serviços religiosos, ela possui uma excepção para... camionetas de gelados!!! Isso mesmo, camionetas de gelados! Já consigo imaginar os legisladores "Bem, não podemos que o ruído tome níveis intoleráveis. Por isso vamos proibir que o ruído ultrapasse x decibéis" "É isso! Apoiado!" "Mas há certas situações em que teremos de permitir que haja ruído" "É isso! Apoiado!" "Tais como?" "Circos?" "Não!" "Bordéis?" "Não! Elas que usem mordaças, até porque um amigo meu precisa de se ver livre do carregamento, e ele investiu muito dinheiro naquilo." "Concertos de Slipknot?" "Não!" "Ambulâncias?" "Não!" "Fogo-de-artifício?" "Não!" "Igrejas?" "Não! Algo mais importante!" "Que tal as camionetas de gelados? Man temos de deixar que elas façam barulho senão depois como é que sabemos que elas estão a passar? E como é que os cegos as vão distinguir das outras? É que aqui no deserto privar os cegos dos gelados é desumano! ""Aprovado!"
(Numa notícia completamente à parte, no mesmo dia em que a lei foi aprovada, uma tempestade de relâmpagos foi registada em Phoenix, Arizona. Não houve estragos, mas um legislador morreu fulminado por 47 relâmpagos. Não havia registo de uma tempestade de relâmpagos em Phoenix há 75 anos. Testemunhas dizem que o coitado "já estava quase em carvão, mas que estranhamente ainda estava vivo ao quadragésimo sexto relâmpago". Outros dizem ter ouvido vozes a dizerem "Pwned motherf**ker!!! You're going down infidel!!!".(Sim, porque toda a gente sabe que Deus fala inglês). Este último pormenor foi atribuído a um mau carregamento de cerveja, visto que espumava "qualquer coisa vermelha", mas a reacção foi "bah, marcha!").
E para aqueles que são infinitamente curiosos aqui vai uma última coisa. Não sei qual é o valor de x (o nº de decibéis máximo). Mas sei que é menor do que 67. Porque foi registado na propriedade mais próxima da Igeja um ruído causado pelos sinos a 67 decibéis. Se forem demasiado preguiçosos (porque preguiçoso não invalida a curiosidade) para pesquisar se 67 decibéis é muito ou pouco aqui vão algumas referências. Uma pessoa a falar normalmente produz 40 a 50 decibéis. Um grito atinge facilmente 70. Um aspirador produz 90 a 100 (medidos a um metro). Um martelo pneumático 120 a 150. Agora imaginem a quantidade de coisas que vocês não podem fazer em Phoenix sob pena de violarem esta lei. Isto já para não falar nas pantufas que têm de instalar nos carros e motas e yetis. Ou isso ou vão todos conduzir camionetas de gelado.