Durante a distribuição tenho oportunidade de observar e vivenciar acontecimentos fantásticos e é por isso que me vejo na obrigação de os partilhar. Começando pelos mais simples além de tudo o mais que já havia mencionado detectei ainda que há pessoas a jogar Travian em pleno trânsito, enquanto que outras aproveitam para limpar os dentes com fio dental. Não tem mal nenhum, aliás é até um hábito muito salutar dado que as escovas de dentes não removem toda a sujidade. Nada como um sorriso fresco pela manhã!!
Creepie situation, estava eu a dar o jornal pelo lado do pendura à senhora que estava conduzir, quando o pendura em si me chamou a atenção. O senhor tinha um olho muito saliente e o mais estranho era que não se via quase nada da íris do olho do senhor. Percebi então que estava perante uma pessoa que tinha um olho de vidro, e durante uns milisegundos perguntei-me que situação originara tal facto. Ora já mesmo quando estou a tirar os olhos (expressão muitíssimo conveniente)do interior do carro e, enquanto vomito o característico “Bom dia!” ou “Obrigado!”, reparo de relance no braço direito do senhor que estava muito rígido. Ao acompanhar o braço do senhor com olhar apercebo-me que a mão estava extremamente brilhante... Era uma mão de procelana... Gelo! Afastei-me perturbado e a pensar que trágico incidente poderia ter provocado tal situação. Não é, de todo o tio de coisas que esperamos encontrar quando olhamos para dentro de um carro.
Para acabar com algo um pouco mais engraçado... Cumpria eu o dever de um verdadeiro puro sangue lusitano, ou seja, admirava o rabo de uma bela moça que acabara de se levantar para apanhar o autocarro, seguindo o objecto de escrutínio da forma característica que distingue qualquer puro sangue de um reles e velhaco amador: primeiramente com o olhar e, após a passagem pela lateral e, perdido o ângulo de visão, rodando progressivamente o tronco de peito erguido, sem nunca mexer as pernas! Durante este complexo procedimento reparo num daqueles autocarros vermelhos, sem capota que levam os turistas pelas ruas de Lisboa. E qual é o meu espanto quando reparo numa turista a tira-me uma foto. De certo por causa do dispositivo publicitário que tinha às costas, ou então porque viu um verdadeiro exemplo de rebarbadez e não hesitou em capturá-lo para toda a eternidade. O que é certo é que fiquei com um daqueles sorrisos de quem é completamente apanhado de surpresa e não se sente muito confortável. A turista, vendo que me tinha apercebido da foto, alertou outra turista para o facto e desta vez sorri com convicção para a foto das turistas que rapidamente alertaram outras e quando reparei tinha 6 ou 7 máquinas apontadas a mim, à espera que eu fizesse um qualquer disparate. Não desapontei! Fiz uma bela de uma pose para satisfazer as exigências turísticas e fui, imediatamente cravejado por diversos flash. Lembrem-se Portugal tem uma parte importante da sua economia baseada no turismo é preciso dar o corpo ao manifesto e satisfazer os desejos dos turistas. Pela Nação!
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