Um dia destes encontrava-me a fazer pouco num mini-mercado quando na secção da charcutaria vi um cartaz que anunciava o seguinte "Chouriço corrente sta. Maria" seguido do preço. Chouriço corrente? Como o bacalhau? Bem, deveras estranho. Pergunto-me quem o pescará. Só que como sou deveras informado, encontrei um destes raríssimos pescadores(até inexistentes, alguns diriam) e este decidiu narrar-me algumas das suas arriscadas aventuras em busca do chouriço mais fresco dos mares gelados escaldantes com bolhinhas das serras mais altas dos grandes baixios das grandes planícies dos montes escarpados das estepes do deserto, onde se encontra aloé-vera da floresta a ser comido por ursos da savana polares.
"Eh pá!!! Cum catano!!! GAJA BOA!!!". (Peço desculpa, isto foi quando estavamos para começar a entrevista e ele viu uma pessoa de sexo indefinido - estas são pessoas muito solitárias, há que compreender que são meses só com ornitorrincos vermelhos das neves por perto - que se pescam perto dos chouriços - e a necessidade aperta...).
"Vou-vos contar uma história que se passou um dia destes. Portanto, eu ia para atravessar a rua e aparece um gajo do nada.."
"Peço desculpa, era uma história de pesca de chouriço".
"Ah, com mil raios e coriscos, peço imensa desculpa pela distracção. Pois esta narrativa deu-se há não mais de um ano, em que me encontrava navegando suavemente num pato nos calmos mares gelados escaldantes com bolhinhas das serras mais altas dos grandes baixios das grandes planícies dos montes escarpados das estepes do deserto, onde se encontra aloé-vera da floresta a ser comido por ursos da savana polares. Pois eu preparava uma generosa quantidade de couves portuguesas com menos de três dias após a colheita com vinagreta preparada com vinagre balsâmico e aromatizado com caril - porque os chouriços comem isto quando estão de dieta - quando me deparo com uma autêntica monstruosidade. Épa!!! GAJA BOA!!!".
"Mas aquilo é um caniche...".
"Peço desculpa. Continuando. Aparece-me uma monstruosidade! Um queijo da ilha que eu estimo que teria à volta de 5 metros, e que aparentemente cobiçava o pato em que navegava. Ora perante tal coisa, um queijo de 5 metros (!) não fui possuidor de outra escolha (visto não ter uma côdea de pão à mão), se não utilizar a minha navalhinha num combate de proporções épicas, que durou cerca de meio minuto."
"Como um combate épico de meio minuto?"
"Tudo começou com uma troca de insultos em que o queijo da ilha insultou todas as antepassadas da minha família duvidando publicamente da legalidade da profissão que exerciam, e de seguida cordialmente ripostei, relembrando-o que a progenitora do dito queijo tinha seis mamilos e um par de cornos - resumindo, era uma vaca de grotescas proporções! - algo que o queijo não gostou de ser relembrado. E por isso declarou publicamente que duvidava da minha masculinidade, algo que não tolerei e lancei-me contra o meu colossal adversário. Mantenho sempre a minha navalinha em excelentes condições, e como tal consegui arrancar um bocado de queijo suficientemente grande para alimentar 32 Etíopes durante um ano, o que o levou a desiquilibrar-se. Como observei, eu navegava um pato. Ora eu e o queijo que eu estimo que teria aproximadamente 5 metros degladiavamo-nos em cima do pato, e após conseguir um pouco de vantagem, empurrei o queijo que eu estimo que teria aproximadamente 5 metros do pato abaixo e, como toda a gente sabe, nos mares gelados escaldantes com bolhinhas das serras mais altas dos grandes baixios das grandes planícies dos montes escarpados das estepes do deserto, onde se encontra aloé-vera da floresta a ser comido por ursos da savana polares existem plantas carnívoras de alguns centímetros devoradoras de queijo da ilha".
"Então e como é que uma planta carnívora de apenas alguns centímetros consegue comer um queijo de paí 5 metros?".
"Ela tem uma vida inteira para isso. Desde que o queijo não lhe caia em cima... Bem, após o meu confronto com a morte ao enfrentar o mortífero queijo da ilha que habita os mares gelados escaldantes com bolhinhas das serras mais altas dos grandes baixios das grandes planícies dos montes escarpados das estepes do deserto, onde se encontra aloé-vera da floresta a ser comido por ursos da savana polares, dediquei-me um pouco mais afincadamente à procura de chouriços pescáveis."
"Então e como correu a dita pescaria?".
"Não apanhei nenhum chouriço."
"O que aconteceu?".
"A pescaria de chouriço foi apenas um incidente enquanto me dirigia ao bordel de bois almiscarados das estepes africanas".
"Ah... E há alguma coisa interessante a relatar desse bordel? (perguntei a medo)".
"Nada de especial. Apenas aquilo que se encontra num bordel de bois almiscarados das estepes africanas que fica numa ilha no meio dos mares gelados escaldantes com bolhinhas das serras mais altas dos grandes baixios das grandes planícies dos montes escarpados das estepes do deserto, onde se encontra aloé-vera da floresta a ser comido por ursos da savana polares. Sereias e assim. Agora depende qual das partes é que se quer que seja peixe... Epá!!! GAJA BOA!!!".
"Onde...?".
"Ali!!!".
"Mas aquilo é uma boca de incêndio..."
"E está toda aberta a sorrir pa mim! Com licença que espera-me uma boa pescaria!!! Hehehe!!!"
Ao menos não era um cavalo...
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
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