segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Concentração de parvoíce

No outro dia passava pela rua quando vi um cartaz anunciando uma concentração de curas e milagres. Giro, uma concentração de curas e milagres, deve ser onde as curas e os milagres se encontram quando já não se vêem há muito tempo. Essas concentrações devem servir para eles compararem histórias de quantas pessoas já salvaram ou de que qual foi o último profeta ou divindade que os usou.Tenho de ver se vou para lá com uma rede para ver se não deixo fugir as curas para a SIDA, o cancro, o Alzheimer, o Parkinson, o mau hálito, a flatulência e a gripe A. É que já estou farto de ouvir falar da gripe A. E depois pego nas curas que sobrarem (as que não tiverem fugido entretanto), ponho-as numa máquina de fazer sumos (se elas não gritarem muito) e faço uma bebida milagrosa à qual vou chamar Tahitian noni. Ou isso ou “Deus na forma líquida”. Tenho de decidir.Já em milagres não estou muito interessado, não há monstros lendários a invadir o país (só alguns corruptos que de lendário não têm nada), caminhar sobre água não me faz muita falta, separar um mar também não. Talvez a multiplicação das moedas. É isso. Isso e a possibilidade de ver através da roupa quando quisesse (não confundir com visão raio-X porque não há nada sexy nas radiografias de uma senhora, por muito gira que seja).A parte chata é que, com tanta coisa boa junta num só sítio, a vida cá fora vai-se tornar num verdadeiro inferno. Ao menos é durante pouco tempo…O quê? Acham que este texto é parvo? É, mas nessa concentração a parvoíce vai ser muito maior. Concentrado da parvoíce… Ora aí está uma coisa boa para vender…

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