sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Sonhos...

Já todos vós deveis de ter tido um daqueles sonhos!..
Infelizmente, para mim pelo menos, eu sou uma daquelas pessoas que, A) geralmente não sonha, ou B) quando o faz não consegue recordar o que sonhou, apenas conseguindo recordar traços gerais, do tipo se era agradável, desagradável, se acabava bem ou mal coisas desse género, ou pelo menos isso é o que me acontece geralmente, e depois existem aqueles sonhos. Aqueles sonhos! Aqueles sonhos que por mais que tente não consigo esquecer, não que eu queira … Quem quereria, não é?
Por esta altura devem de estar a pensar que sou um porcalhão, se o estão a fazer é porque interpretaram mal as minhas palavras, não, não estou a falar desse tipo de sonhos, muito pelo contrário, desde que me lembro que esses estão incluídos na categoria dos que não me consigo lembrar, a não ser em traços muito gerais, se me consigo lembrar de todo.
Os sonhos a que me quero referir são aqueles a que de um momento para o outro tudo descamba em algo completamente diferente, e digamos que de certa forma perturbadores, creio que seja melhor dar um exemplo:
“Imaginem que estão junto a um lago, a toda a vossa volta conseguem ver um perfeito tapete verde, erva verde resplandecente à chuva miúda que vai caindo sobre o vosso rosto. Sobre a superfície azul calma do lago conseguem ver a lenta reverberação das gotas a caírem, por entre as nuvens pesadas cinzentas, uma ou outra branca passa mais rápida, deixando atrás de si um pequeno rasto de céu azul e um raio de Sol por alguns segundos consegue transpor a muralha que o rodeia e incidir na vossa cara.
Uma enorme sensação de calma preenche-vos, como se tivessem encontrado o vosso lugar no mundo, lentamente caminham em direcção à água do lago, deixando marcadas na terra húmida, por entre os coloridos tufos de pequenas flores, as vossas pegadas. Ao atingirem o lago mergulham calmamente um pé na água sentido um estranho formigueiro, um misto de calor e frio, deixam-se levar e caminham abrindo passagem por entre o azul, à vossa volta um pequeno grupo de patos segue-vos atentamente, a água chega-vos à cintura….”
Até aqui tudo bem, um sonho bizarro, mas sem nada de extraordinário, o problema é que a partir deste momento algo de estranho e inesquécivel acontece…
“Quando a água atinge a vossa cintura mergulham as mãos na água, sentido o toque frio sobre os vossos dedos, lenta e deliberadamente passeiam as mãos no imenso azul, como que fazendo-as dançar com as gotas de água. De repente acomete-vos o desejo de levantar as mãos da água e simplesmente ficar a olhar para elas. O problema é quando o fazem, das vossas mãos em vez de água pinga um líquido viscoso de tonalidade vermelha, no céu as nuvens mudarem de cor para um laranja vivo, como se tivessem incendiado, enquanto isso a chuva tornara-se desagradável quente, a aragem que até à pouco tempo fora refrescante agora fazia-vos soar, queimava-vos a pele, sobressaltados correm a fugir do lago, enquanto o fazem a substância vermelha em que se tornara a água teimava em não se libertar do vosso corpo. O vosso coração palpita acelerado, na vossa mente o medo começa a encontrar o seu caminho, e com isto tudo vindo de trás de vocês começam a ouvir um barulho abominável…”
É nesta altura que acordam ofegantes, com o coração a palpitar tão forte que parece querer sair do vosso peito, um pouco por todo o vosso corpo suor escorre.
Bem, olá a todos ao contrário do que anunciei na semana passada vou continuar a escrever neste blog, parece que só após ter decidido desistir de escrever é que consegui ultrapassar o bloqueio que me tinha afligido.
Uma novidade é que definitivamente deixarei as amarras da quinta-feira e passarei a escrever quando as ideias me vierem à cabeça, acho que podem começar a pensar nos meus posts como bónus.

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