sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Sonhos...

Já todos vós deveis de ter tido um daqueles sonhos!..
Infelizmente, para mim pelo menos, eu sou uma daquelas pessoas que, A) geralmente não sonha, ou B) quando o faz não consegue recordar o que sonhou, apenas conseguindo recordar traços gerais, do tipo se era agradável, desagradável, se acabava bem ou mal coisas desse género, ou pelo menos isso é o que me acontece geralmente, e depois existem aqueles sonhos. Aqueles sonhos! Aqueles sonhos que por mais que tente não consigo esquecer, não que eu queira … Quem quereria, não é?
Por esta altura devem de estar a pensar que sou um porcalhão, se o estão a fazer é porque interpretaram mal as minhas palavras, não, não estou a falar desse tipo de sonhos, muito pelo contrário, desde que me lembro que esses estão incluídos na categoria dos que não me consigo lembrar, a não ser em traços muito gerais, se me consigo lembrar de todo.
Os sonhos a que me quero referir são aqueles a que de um momento para o outro tudo descamba em algo completamente diferente, e digamos que de certa forma perturbadores, creio que seja melhor dar um exemplo:
“Imaginem que estão junto a um lago, a toda a vossa volta conseguem ver um perfeito tapete verde, erva verde resplandecente à chuva miúda que vai caindo sobre o vosso rosto. Sobre a superfície azul calma do lago conseguem ver a lenta reverberação das gotas a caírem, por entre as nuvens pesadas cinzentas, uma ou outra branca passa mais rápida, deixando atrás de si um pequeno rasto de céu azul e um raio de Sol por alguns segundos consegue transpor a muralha que o rodeia e incidir na vossa cara.
Uma enorme sensação de calma preenche-vos, como se tivessem encontrado o vosso lugar no mundo, lentamente caminham em direcção à água do lago, deixando marcadas na terra húmida, por entre os coloridos tufos de pequenas flores, as vossas pegadas. Ao atingirem o lago mergulham calmamente um pé na água sentido um estranho formigueiro, um misto de calor e frio, deixam-se levar e caminham abrindo passagem por entre o azul, à vossa volta um pequeno grupo de patos segue-vos atentamente, a água chega-vos à cintura….”
Até aqui tudo bem, um sonho bizarro, mas sem nada de extraordinário, o problema é que a partir deste momento algo de estranho e inesquécivel acontece…
“Quando a água atinge a vossa cintura mergulham as mãos na água, sentido o toque frio sobre os vossos dedos, lenta e deliberadamente passeiam as mãos no imenso azul, como que fazendo-as dançar com as gotas de água. De repente acomete-vos o desejo de levantar as mãos da água e simplesmente ficar a olhar para elas. O problema é quando o fazem, das vossas mãos em vez de água pinga um líquido viscoso de tonalidade vermelha, no céu as nuvens mudarem de cor para um laranja vivo, como se tivessem incendiado, enquanto isso a chuva tornara-se desagradável quente, a aragem que até à pouco tempo fora refrescante agora fazia-vos soar, queimava-vos a pele, sobressaltados correm a fugir do lago, enquanto o fazem a substância vermelha em que se tornara a água teimava em não se libertar do vosso corpo. O vosso coração palpita acelerado, na vossa mente o medo começa a encontrar o seu caminho, e com isto tudo vindo de trás de vocês começam a ouvir um barulho abominável…”
É nesta altura que acordam ofegantes, com o coração a palpitar tão forte que parece querer sair do vosso peito, um pouco por todo o vosso corpo suor escorre.
Bem, olá a todos ao contrário do que anunciei na semana passada vou continuar a escrever neste blog, parece que só após ter decidido desistir de escrever é que consegui ultrapassar o bloqueio que me tinha afligido.
Uma novidade é que definitivamente deixarei as amarras da quinta-feira e passarei a escrever quando as ideias me vierem à cabeça, acho que podem começar a pensar nos meus posts como bónus.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Assédio ou coninuação da espécie humana?

Um destes dias ia para casa e passo por um quiosque que tinha os jornais do dia expostos, como é habitual. Eu não reparei que jornal era, mas o cabeçalho era extremamente interessante, ao nível de tablóide rasca. Dizia, e passo a citar, "PADRE FOGE DAS BEATAS", e como subtítulo, e passo a citar, "Assédio sexual era insuportável".
Como seria de esperar de uma mente como a minha, várias questiúnculas vieram-me à cabeça.
Primeiro, como insuportável??? Tão o homem em colhões para a coisa ou não? Gerações e gerações de pobres iniciados eram expulsos de mosteiros por andarem à caça de rabo de saia, e este tem ali tudo à mão de semear, E QUEIXA-SE??!!! Isto quando a fartura é demasiada...
Segundo, isto deixa-me a pensar sobre o verdadeiro sentido de servir um ser divino que está no céu ou assim. Será que servir uma criatura divina que nos criou (em teoria - raios partam o Dariwn e os cientistas com as suas teorias científicas que fazem lógica!) não será garantir que a nossa espécie continue? Um gajo quando tem trabalho gosta que ele se preserve. Já estou a ver a cena. "Então eu dou-me ao trabalho de criar estes gajos, e eles agora estão a desaparecer porque inventaram esta cena da 'castidade' e de irem para mosteiros e não se divertem? Que raio, eu posso engravidar mulheres com o pensamento (não tão divertido como a outra versão), mas eu sou um DEUS!!! Então agora estes gajos não são capazes de dar uma foda???!!!!! QUE CARALHO PÁ!!!!". E isto dá-me a oportunidade perfeita para introduzir à pressão uma mini-posta - se o elixir da vida permite que a vida continue, não seria então este o sémen? (Sim, eu sei que é uma interpretação muuuuuuuito liberal).
Terceiro, como é que nunca ninguém percebeu isto antes? Não sei qual é a passagem, mas há uma passagem na bíblia que diz "crescei e multiplicai-vos". E não é rezando que isto acontece...
Agora dito isto, pensem como seria uma igreja segundo o pensamento "crescei e multiplicái-vos". Talvez continue isto para a semana, mas deixo o mote para que alguém com vontade para isso continue a posta. Afinal, sou apenas um camandro no meio de tantos outros...

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Concentração de parvoíce

No outro dia passava pela rua quando vi um cartaz anunciando uma concentração de curas e milagres. Giro, uma concentração de curas e milagres, deve ser onde as curas e os milagres se encontram quando já não se vêem há muito tempo. Essas concentrações devem servir para eles compararem histórias de quantas pessoas já salvaram ou de que qual foi o último profeta ou divindade que os usou.Tenho de ver se vou para lá com uma rede para ver se não deixo fugir as curas para a SIDA, o cancro, o Alzheimer, o Parkinson, o mau hálito, a flatulência e a gripe A. É que já estou farto de ouvir falar da gripe A. E depois pego nas curas que sobrarem (as que não tiverem fugido entretanto), ponho-as numa máquina de fazer sumos (se elas não gritarem muito) e faço uma bebida milagrosa à qual vou chamar Tahitian noni. Ou isso ou “Deus na forma líquida”. Tenho de decidir.Já em milagres não estou muito interessado, não há monstros lendários a invadir o país (só alguns corruptos que de lendário não têm nada), caminhar sobre água não me faz muita falta, separar um mar também não. Talvez a multiplicação das moedas. É isso. Isso e a possibilidade de ver através da roupa quando quisesse (não confundir com visão raio-X porque não há nada sexy nas radiografias de uma senhora, por muito gira que seja).A parte chata é que, com tanta coisa boa junta num só sítio, a vida cá fora vai-se tornar num verdadeiro inferno. Ao menos é durante pouco tempo…O quê? Acham que este texto é parvo? É, mas nessa concentração a parvoíce vai ser muito maior. Concentrado da parvoíce… Ora aí está uma coisa boa para vender…

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Crescer?!.. O que é isso??..

Aqui à uns tempos atrás fui convidado para participar num blog, tendo em conta que já havia participado em blogs antes e como conhecia como funcionavam as coisas aceitei imediatamente, talvez tenha sido um erro, talvez deve-se de ter pensado um pouco antes de dizer que sim.

Quando aceitei disse a mim próprio que as coisas desta vez iriam ser diferentes, que iria fazer um corte com os alter egos que havia criado anteriormente, que a minha linha edital seria diferente, chegara o fim de Meowth o habitante louco de “a-nossa-casinha”, e de a “Incrivel alface” esse estranho super herói que no InaCumCaralhoCaGandaBlog, e em parceria com o “capitão feijão-frade” e o “vingador beringela” tentavam resgatar um mundo para um novo futuro de deboche, brejeirice, bardajonice, enquanto espalhávamos as nossas “Opiniõesfoleiras”

Pensava eu que tinha crescido e que a parvoíce dos meus dezassete/dezoito anos havia desaparecido e que o chorrilho de asneiras desse blog (InaCum(…)Blog) haviam desaparecido, ou que a loucura do meu primeiro ano de faculdade se havia esfumado, altura em que vivia com mais cinco pessoas, ano esse que foi imortalizado em “Anossacasinha”. Pensava que tinha crescido, estava errado.

Quando é que descobri que estava errado, quando após o meu primeiro post fui incapaz de até hoje voltar a participar, constantemente quando pensava em escrever o passado voltava para me atormentar com ideias vencidas de aventuras terminadas, sempre que ligava o pc e começava a escrever, as mesmas ideias absurdas, que eu julgava há muito mortas, voltavam à tona para me atormentar.

Com isto gostava de me despedir e de pedir desculpa aos restantes membros do blog, prometendo no entanto que sempre que achar oportuno passarei para largar umas palavras, até lá deixo-vos com a imagem daquele que no passado se intitulou por “A Incrível Alface”:

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Querem aventura? Vejam lá...

Num destes dias encontrava-me a fazer compras num supermercado cujo nome começa com um "p" e acaba num "o" e que tem aleatoriamente no meio as letras "doc ingo" (talvez não nesta ordem), quando me apercebo que estou a ouvir uma melodia vinda dos céus. Talvez vinda dos céus da cabeça da pessoa mais rebarbada de sempre, porque tal melodia (e estou a utilizar a palavra melodia num sentido muuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuito alargado) não encaixaria em mais nenhum lado se não na banda sonora... de um filme pornográfico.
Exactamente, leram bem - um filme pornográfico. Eu fiquei a pensar se alguém não se teria enganado no que deveria estar a passar (não sei, talvez haja um assistente a cuidar do som sem mais nada que fazer) porque dali a nada a música muda para um jingle que começa como se esperaria de uma música de fundo de um supermercado. Mas não. Era um som dos infernos. Daqueles mesmo mauzinhos (sim, daqueles em ficamos contentes quando nos enfiam um enorme ananás pelo cú acima - isto é de uma cena de um filme de comédia (JURO)). Pois começo a ouvir uma das piores músicas autopromocionais de sempre. E para que também possam partilhar o meu sofrimento (a música seus rebarbados), esta mesma música passa no anúncio de televisão.
Estava a pensar como havia de estancar a hemorragia nasal e como impedir o meu cérerbro de sair pelas orelhas (encontrava-me na zona das bebidas onde não havia nada utlizável, e se me tentasse mover para a zona dos pensos o meu corpo rebentaria numa linda explosão de entranhas devido ao esforço extra - não cair redondo em convulsões enquanto se ouve tal coisa é difícil), eis se não quando - MILAGRE - aquela epifania à loucura mental e intestinal pára. Aí levanto-me (ainda a medo), olho em volta, peço desculpa por ter pisado os pulmões da senhora ao meu lado, e apercebo-me do silêncio. Doce doce silêncio. Parece que alguém se lembrou que matar os clientes (ou fazê-los fugir enquanto seguram o cérerbro com as mãos) não é bom para o negócio. Ou então decidiram que tortura não é muito divertido. Ou ficaram envergonhados com a enorme cagada de música que passaram nos altifalantes (que eu adorava ver rebentados por c4).
Ainda dizem que aqueles que procuram aventura devem ir para a selva ou para o meio de um grupo de canibais metrossexuais necrófilos com lantejoulas e bastões (que raio...?). Devem é ir a este supermercado, voltarem vivos e capazes de contar a história. Se tiverem colhões para isso...

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Desportos alternativos

Conhecem o curling? Aquele desporto em que um grupo de maduros anda a lançar pedras de granito pelo gelo abaixo com outros maduros a escovar o chão à frente da pedra, geralmente acompanhados por uma generosa dose de berros? Interessante, interessante é descobrir que no Canadá este desporto tem um milhão de praticantes, que tem um canal próprio, que tem comentadores e analistas e que é vivido com a mesma paixão que o futebol pelas lusas terras.
Foi inspirado por este conhecimento que a minha mente deambulou por meandros de outras modalidades (não sei se poderiam ser chamadas de desportos) e imaginei como seria se essas actividades tivessem direito ao mesmo tempo de antena que o futebol.
Imaginem como seriam os relatos dos jogos do torneio de sueca e de bisca lambida do jardim mais próximo de vocês? "E o Gervásio joga 6 de paus, Hermenegildo joga o rei, Franklin joga o ás de paus, prepara-se para levar a vasa e, atenção, Teófilo, para, olha, pensa, EEEEE Teófilo corta a vasa, cortou, VAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAASAAAAAAAAAAAAAAAA É vasa para Teófilo. O teu comentário, Bernardino". " Foi precipitação de Hermenegildo, pois tendo em conta as 2 vasas anteriores era de esperar que Teófilo não tivesse paus e pode ter compremetido as aspirações da sua equipa à sardinhada de amanhã no quartel dos Bombeiros Voluntários".
Ou então aqueles programas tipo Dia Seguinte ou Trio de Ataque mas dedicados aos matraquilhos? "Eu acho que tecnicamente a equipa do Sporting esteve melhor no aproveitar dos erros da defesa adversária", "Pois, pois, mas aquilo que aquilo que o senhor não viu foi aquela roleta dos defesas. Nem você nem o árbitro. E todos nós sabemos que roletas dos defesas vai contra as leis do jogo", "Então e aquelas duas bolas que entraram e sairam?!! É que acabaram por não dar golos a nosso favor e o Porto acabou por depois marcar dois golos com base nisso...".
Ou melhor ainda, os comentários de Luís Freitas Lobo ao Grand Prix Lisboa de Magic da Gathering (eu escrevi mal o nome de propósito por causa dos copyrights) "A introdução de duas cópias de Daunteless Escort no baralho de green-white tokens acabou por se revelar uma escolha desastrosa perante a abundância de baralhos turbofog, pois estes não lidam com criaturas destruindo-as mas sim anulando a sua principal força: o dano de combate. Uma estratégia mais acertada teria sido a introdução de Krosan Grips para lidar com os artefactos problemáticos de turbofog". E teríamos debates destes nos cafés. Seria bastante diferente, não acham?

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Salve-se quem puder - ou praxe...

Se andam ou andaram na universidade, é provável que tenham passado pela praxe. Se não passaram, de certeza que sabem o que é. A caloirada junta-se, faz palhaçadas debaixo das ordens e supervisão de uns quantos gajos, e há uns quantos caloiros que têm frases que gritam de vez em quando.
E as pessoas olham para a praxe e pensam "ah, são só uns miúdos a divertirem-se (isto na praxe que não é exagerada), quando crescerem tomam juízo".
Agora passando para outra coisa. De certeza que já ouviram falar daquele progama em que dizem "soltem a parede". E agora vocês perguntam qual é a ligação.
Pois aqui está. Nesse programa, estão uns quantos gajos a fazerem figuras tristes (tanto os que participam como os que assistem - vá lá, aquilo é tão emocionante como ver a vossa avó a fazer tricôt), tão dois ursos a liderar (o Marco Horácio é um bom comediante, mas tá a fazer um enorme frete a apresentar aquele progama e a Diana Chaves, para além de ter uma lindíssima voz para escrever à máquina, não tem jeito para apresentar - e agora a sério, qual é a cena da flor? Para isso metem uma couve - fica mais dentro do espírito de palhaçada), e sem haver ligação nenhuma ao programa, há um calimero que grita barbaridades (fora os outros tansos todos...).
O que era verdadeiramente interessante era durante um directo haver uma invasão. Entrarem por ali a dentro uma carrada de avacalhos a gritarem a plenos pulmões "e esta merda é toda nossa olé, olé, e esta merda é toda nossa olé, olé", com um boneco amarelo a dizer "sois uns bonecos" (que o meu pai modificaria para "sindes uns bardamerdas" - LINDO!!!), isso sim, dava vida ao programa.
Será que eu sou suspeito por andar a ser praxado e adorar invadir faculdades e fazer merda? Naaaa...
Isto são apenas pérolas de alguém que se intitula "o homem dos mil camandros", e que vos deixa esta posta com uma vénia.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Mitologia grega versão 4-7 anos

Hoje em dia passamos por uma fase em que culturalmente temos uma tendência para suavizar muitíssimo as coisas para crianças. Pergunto-me como seriam os mitos gregos se eles tivessem essa tendência.Cerebero seria um caniche com 3 cabeças que impedia a entrada no Hades por nos lamber e brincar connosco. A quimera era, na verdade, um bicho metade gatinho metade pónei com uma cauda cobra-de-água que gostava de brincar connosco e que um gajo mauzão se lembrou de matar. O minotauro tinha uma paixão por resolver labirintos nas horas vagas. O Ícaro quando caiu foi viver para o fundo do mar com o Sponge Bob e a pequena Sereia. A medusa jogava ao macaquinho do chinês com as visitas. A hidra era na verdade feita de chocolate (e era dela que vinha todo o chocolate do mundo). A esfinge era a prof chata que faz perguntas às quais ninguém sabe responder e que, como castigo, nos mandava trabalhos de casa. E o Hades na verdade era um castigo para os meninos maus que não faziam os trabalhos de casa e não comiam a sopa, mas do qual se saía ao fim de 1 hora (e era preciso ter dito uma palavra feia aos pais para lá ficar tanto tempo).Enfim poderia continuar durante horas… Felizmente os gregos não pesavam assim…

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

O Matrix

De certo que conhecem teorias da conspiração, (rumores) de que existe um céu (de acesso estemamente restrito - só entra lá quem agradar a certos padres) e um inferno (onde certamente todos nós vamos parar - e ainda mais certamente aqueles que escrevem neste blog) ou até outras espécies de vidas eternas noutros planos de existência. Mas no fundo no fundo, caguem nisso, nós estamos no Matrix.
Esta segunda feira, encontrava-me nos jardins da Fundação Calouste Gulbenkian, enquanto esperava com o meu irmão por outros amigos, e deparo-me com uma sequência bastante estranha de acontecimentos (estes acontecimentos não foram avistados por esta ordem, mas vou apresentá-los assim).
No caso de alguém não conhecer Lisboa, Lisboa foi bastante remodelada com o passar do tempo, e actualmente as obras ainda não cessaram (e quem sabe se alguma vez cessarão). Pois à frente de uma das entradas da Gulbenkian deparo-me com esta sequência de números de porta: começa com o 78, depois o 80, 86, 88, 96, 100, 110, 112. Tendo em conta que obras não faltam em Lisboa, uma certa desorganização numeral não é surpreendente.
Mais tarde, estava sentado nestes mesmos jardins a bater cartas com o meu mano, quando passa por nós um homem a correr. E passa uma segunda vez. E uma terceira. E de todas as vezes pareceu extemamente idêntico. Isto nunca poderia ser alguém a fazer jogging. Depois mudámos de sítio e fomos para o pé da entrada do edifício central. Onde reparamos que o acesso à entrada está diferente. Sem haver sinais de obras. O que é estranho pois nós vamos à Gulbenkian várias vezes e nunca vimos sinais de aquilo estar a ser mexido. Mas pronto, podia ser que tivesse sido uma obra feita muito rápido. De seguida reparo em três pedras de calçada metidas no meio da relva. Num sítio onde NÃO foi mexido. Eu mexi nas pedras, quem sabe, podiam ter ficado esquecidas. Mas estavam enterradas. E bem firme. Eu tentei puxá-las e não se mexeram (e não sou propriamente um lingrinhas). Se isto já não era estranho (quem sabe se aquelas pedras não eram uma entrada para um subterrâneo ultra secreto?), o meu olhar encontra uma câmara de vigilância no cimo do telhado. Virada directamente para o mesmo telhado. A sério, não encontro explicação.
Querem uma prova mais evidente de que naquele sítio o Matrix estava mal carregado? Quer dizer, só faltava o Error 404 e a cruzinha vermelha de imagem não encontrada.
Contudo, não passou a boazona de vestido vermelho (sempre tornava esta patacoada mais visualmente intererresante...).

Impressões da Holanda

Gosto da Holanda. Não só porque é a residência corrente de uma determinada pessoa que me dou ao trabalho de visitar tão frequentemente quanto possível, mas também porque é de certa maneira o oposto de Portugal. Não que não goste de Portugal, mas seria preciso mentir para dizer que não me frustra a verbosidade excessiva da nossa cultura, a tendência para deixar coisas importantes por dizer e cobrir o vazio com floreados de linguagem, a tendência de muita gente para oscilar entre o legalismo burocrático com laivos de absurdo (ainda ontem perdi grande parte do dia para inventariar o conteúdo do meu ex-apartamento com o meu ex-senhorio - não estou a exagerar quando digo que envolveu contar colheres e garfos...) e a amoralidade afável de quem leva o nepotismo ao extremo de arriscar de coração ligeiro as posses e vidas de outros.
Ora a Holanda é o oposto de Portugal em vários aspectos. O terreno é tão plano como o nosso é enrugado. As pessoas tão directas como as nossas são "educadas". Tanto que às vezes é excessivo: posso fartar-me da tortuosidade do terreno e das mentes portuguesas, mas o terreno e mentalidade holandesa é tão direito que pode cortar. Há a vantagem da honestidade, de se poder ter uma conversa com alguém e saber que estão a dizer o que pensam. Há a desvantagem de às vezes a honestidade poder chegar a extremos excessivos. Além disso, em troca de um carácter nacional tão mais sucinto e coerente que o nosso, falta-lhes o cinismo de civilização velha que nós temos, o que explica os laivos de patriotismo (talvez nacionalismo) que são mais evidentes na sociedade holandesa e que nos parecem um pouco ridículos...
Ora, num país tão sério e direito, uma pessoa com um determinado tipo de mente (infantil) acaba por descobrir alguma diversão acidental. Vêm-me à cabeça duas coisas: o rabobank e a sissy-boy.
Rabobank (http://www.rabobank.com/) é o nome de um dos grandes bancos holandeses, e vi-o pela primeira vez quando passeava por Amsterdam. Para descrédito da nossa nação, desatei a rir, tal como os portugueses que estavam comigo... Mais tarde, em conversa com um colega holandês, descobri que era possível pedir um Rabocard - aliás, ele tinha um, por coincidência no bolso traseiro! Confesso que se acendeu em mim a ambição de um dia ser cliente do Rabobank e ter um Rabocard, que transportaria orgulhosamente no bolso traseiro das calças e usaria como desculpa para dizer coisas tão hilariantes como "Pára de me tocar no Rabocard!"...
Sissy-boy (http://www.sissyboy.nl/) é o nome de uma cadeia de lojas holandesa. Uma com muito sucesso... Sim, nesse país altamente anglófono há milhões de homens que dizem orgulhosamente "I shop at Sissy-boy"! Obviamente precisei de ser persuadido (leia-se puxado) para entrar numa destas lojas. Esperava o pior, mas encontrei uma loja com roupa para homem (da normal, não da que se esperaria numa loja chamada "Mariquinhas"), artigos para casa, jornais e livros... Acabei por ficar algo desapontado: desfez-se na minha imaginação a imagem quase mitológica de um sítio em que homens adultos entravam para experimentar roupa de mulher de tamanho 58 e roupa de motoqueiro sem nádegas. Já não posso dizer com tanta convicção "Malucos dos holandeses!"...

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Vendas estranhas

De volta ao meu calendário habitual...
Uma das coisas mais chatas desta sociedade é a quantidade de tretas em que me tentam convencer a gastar dinheiro. Passo a comentar algumas delas:
- cálcio de coral- que por qualquer razão é tão diferente do outro cálcio que posso obter, por exemplo no leite, que até é anti-cancerígeno
- cápsulas de alho concentrado- que, segundo o que diziam no anúncio, possui mais de 90 viatminas e minerais (sim, sim também quero arsénio, chumbo e mercúrio no meu alho se fizer o favor) e que, como tal, fazem bem a uma catrefada de coisas, excepto o mau hálito
- concentrado de vinagre- tão bom tão bom que (dizem eles) os samurais faziam um preparado de vinagre (feito a partir do célebre vinho japonês, famoso pelo mundo fora) pois acreditavam que este lhes dava força (eu prefiro um treino diário de 8 horas desde a infância para me dar força)
-Tahitian nony- a bebida feita a partir deste fruto do Taiti era, segundo o folheto que me deram e que tenho muita pena de ter perdido, bom para (não me lembro ao certo de quais) doenças cardíacas, pulmonares, gastrointestinais; para além de ser anti-cancerígena e anti-oxidante (prevenindo assim doenças como o Alzheimer e Parkinson). Ou seja era Deus na forma líquida
- Nad’s- um produto das Televendas que consistia numa mistura de mel, ervas e outras substâncias naturais. Tão naturais que este creme para depilação era comestível (aliás várias senhoras durante o anúncio a este produto confessavam que era um alívio ter tão à mão de semear um petisco a meio da noite). Ou também se pode pensar nele como uma pasta comestível com a qual se podia arrancar pêlos das pernas. Embora o preço era mais próximo do de um creme depilatório
- aquele afrodisíaco natural que aparece em todos os jornais- porque não só funciona em ambos os sexos como, pasme-se, aumenta a fertilidade
- um forno a vapor- não estou aqui a pô-lo tanto pelo produto em si, mas sim pelo facto de estar a ser anunciado (não só mas também) por Mr. T. Exacto, não o convidaram para fazer publicidade a uma máquina qualquer de fitness, não o convidaram para fazer publicidade a uma qualquer jóia, convidaram-no para fazer publicidade a um item de cozinha! Porque nada diz: “Comprem este forno a vapor ” como ter o Mr. T a fazer trocadilhos com as deixas do Esquadrão classe A.
É por isto que agora sou o alegre possuidor de 4 de cada um destes artigos...

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Acordar de manhã? A sério?

Ontem, como a maior parte dos dias da semana, tenho de me levantar às 6 da manhã (isto a faculdade...). Bem, acordo e a minha gata andava à minha volta. Cheia de energia. E eu a morrer. Fiquei deprimido. Depois o meu irmão levantou-se para ir à casa de banho. Só faltava ter os braços na horizontal e dizer "braaaaaaaaaaaaaaaaaaaains". E fiquei deprimido. Depois saio de casa. Ainda de noite. Vejo imensas estrelas no céu. e nenhuma é o sol. E fico deprimido. Depois chego à estação de combois. E vejo outras pessoas cheias de energia para o trabalho. E vendedores que tinham ar de já estarem ali há um bom bocado (isto eram para aí 7 da manhã). E fiquei deprimido. Depois encontro-me com duas amigas e elas estão na boa a falar animadas. E eu a morrrer. e fiquei deprimido. E depois dizem que levantar cedo faz bem...