quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

A distribuição...

Quantas terão sido as vezes a que assistimos à distribuição de jornais nos semáforos dos mais engarrafados cruzamentos de Lisboa?

Nas palavras de um colega: "Isto é um trabalho porreiro. Dá para lavar as vistas!" Estes nobres e distintos profissionais acumulam conhecimento acerca de toda uma míriade de comportamentos das pessoas no trânsito, os meus favoritos: roer e cortar as unhas, a típica sessão de maquilhagem, o pentear e escovar do cabelo, o tradicional telemóvel, as cigarrilhas às 8:00 da manhã, o espremer as borbulhas ao marido, o pendura a dormir de boca aberta, escarrar, tirar macacos, preenchimento de formulários, contabilidade, trabalhar no portátil, longos beijos de despedida, sair do carro para ir buscar o jornal, o engate às distribuidorAs... Além de todo este fabuloso conhecimento, os distribuidores deparam-se muitas vezes com o agradável, por vezes até desconcertante, encontro com os mais belos decotes enquanto se inclina para a dádiva do jornal, é também digno de mencionar que por uma razão que desconheço os vestidos e saias pelos joelhos das senhoras sobem um pouco mais quando sentadas, revelando pernas magníficas, as mini-saias... não pensemos nisso..., os sorrisos maravilhosos que se abrem em troca de um reles e miserável jornal...

Ninguém imagina tudo o que de bom pode vir com a distribuição de simples jornais, ninguém imagina a sorte destes pobres desgraçados que têm de trabalhar ao frio e à chuva no meio do trânsito. Não, ninguém imagina...

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