quarta-feira, 27 de janeiro de 2010
Desportos urbanos
Este panorama deve ser-vos familiar. Estão para apanhar o comboio e este ou vem apinhado ou graças ao maciço de pessoas presentes na mesma estação que vocês, este fica apinhado. Como tal, sugiro que se coloquem no único espaço livre: façam crowd-surfing sobre o maralhal. Contudo neste desporto há algumas coisas a que devem ter atenção. Têm que tentar não ir contra os varões, as pessoas muito altas podem esmagar-vos a cabeça contra o tecto, as pessoas demasiado baixas podem deixar-vos cair.
É com base neste espírito que acho que devemos encarar o dia-a-dia (apesar de achar que fazer crowd-surfing no meio de uma manada também deve ser interessante - desde que sejam animais sem cornos ou chifres, claro). Trânsito? Trial outdoor (sim, ponham o vosso bólide de 1980 a saltar por cima de tudo o resto - cuidado com as girafas que costumam andar pelo meio do tráfego - e não se esqueçam de ir apanhando as peças que caem do motor, se não têm penalizações).
Uma fila interminável? Façam parkour por cima dos outros, ou pelo menos salto de eixo! Sim, mesmo as velhotas! Ponham as ossadas a mexer e não se esqueçam de apanhar as partes do corpo que possam cair no processo - não querem que um zombie vos roube um braço ou um rim, é que depois de mastigados já não têm muita utilidade (e sim, toda a gente sabe que zombies são uma visão comum - pelo menos até às 8 da manhão são, pelo menos o meu irmão parece um quando acorda, o que ele grunhe é que não é braaaaaaains, mas não há de estar muito longe - acho eu... Não falo zombinhardanhês(?)).
Agora que reflito sobre isto, e se ninguém servir de suporte para o crowd-surfing? Pensando bem, sejam prudentes, não façam isto em casa, e comam sempre a sopa toda.
É com base neste espírito que acho que devemos encarar o dia-a-dia (apesar de achar que fazer crowd-surfing no meio de uma manada também deve ser interessante - desde que sejam animais sem cornos ou chifres, claro). Trânsito? Trial outdoor (sim, ponham o vosso bólide de 1980 a saltar por cima de tudo o resto - cuidado com as girafas que costumam andar pelo meio do tráfego - e não se esqueçam de ir apanhando as peças que caem do motor, se não têm penalizações).
Uma fila interminável? Façam parkour por cima dos outros, ou pelo menos salto de eixo! Sim, mesmo as velhotas! Ponham as ossadas a mexer e não se esqueçam de apanhar as partes do corpo que possam cair no processo - não querem que um zombie vos roube um braço ou um rim, é que depois de mastigados já não têm muita utilidade (e sim, toda a gente sabe que zombies são uma visão comum - pelo menos até às 8 da manhão são, pelo menos o meu irmão parece um quando acorda, o que ele grunhe é que não é braaaaaaains, mas não há de estar muito longe - acho eu... Não falo zombinhardanhês(?)).
Agora que reflito sobre isto, e se ninguém servir de suporte para o crowd-surfing? Pensando bem, sejam prudentes, não façam isto em casa, e comam sempre a sopa toda.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
Conversas estranhas
Ás vezes, lidando com pessoas mais normais, é que me apercebo do qual invulgares são as conversas que tenho normalmente.
A conversa que vou reproduzir em seguida (tão fielmente quanto a minha memória mo permita) deu-se hoje de manhã quando cheguei à faculdade e deu-se com uma miúda que não devo tervisto mais de 5 vezes na vida e com a qual não devo ter trocado mais de 10 minutos de conversa antes desta (para não dizerem que só tenho conversas estranhas com os meus amigos) e serviu de exemplo a uma minha colega de trabalho sobre o nível de estranheza que povoa a minha vida..
A miúda tinha deixado cair um pionés. Eu apanhei e dei-lho:
- Obrigado Jesus! (para as outras pessoas em volta) O quê?! Ele parece-se com Jesus, porque é que não lhe hei-de chamar Jesus? (apesar de usar barba o meu cabelo não é comprido)
- De nada.
- Então como estás?
- Ah! Um pouco cansado, hoje não dormi nada.
- Deixa lá! Tu és omnipotente, isso passa!
- Pois... Devo-me ter esquecido de um truque ou dois...
- Diz-me uma coisa, porque é que a minha vida corre mal?
- Deitaste pedras na cruz numa outra vida!
- Ah! Então é isso! Pois, sabes o que é? É que tu disseste "Quem nunca errou que lance a primeira pedra" e eu percebi "Quem ERROU que lance a primeira pedra". Tás a ver?
- Pois tou a ver... (comentário meu do qual não me lembro)
- Deixa lá que tu descansas ao domingo porque Deus descansou no sétimo dia...
- Pois... Embora quem descansou foi o meu Pai... Pois mas como eu sou ele e o Espírito Santo ao mesmo tempo também descansei...
- Herege!! Que raio de religião estúpida é essa?!!!
Foi aí que disse que tinha de ir trabalhar.
A sério, será que eu atraio pessoas assim?
Mas depois há o meu irmão, por isso não ligo muito, talvez seja uma estranha combinação de genes.
A conversa que vou reproduzir em seguida (tão fielmente quanto a minha memória mo permita) deu-se hoje de manhã quando cheguei à faculdade e deu-se com uma miúda que não devo tervisto mais de 5 vezes na vida e com a qual não devo ter trocado mais de 10 minutos de conversa antes desta (para não dizerem que só tenho conversas estranhas com os meus amigos) e serviu de exemplo a uma minha colega de trabalho sobre o nível de estranheza que povoa a minha vida..
A miúda tinha deixado cair um pionés. Eu apanhei e dei-lho:
- Obrigado Jesus! (para as outras pessoas em volta) O quê?! Ele parece-se com Jesus, porque é que não lhe hei-de chamar Jesus? (apesar de usar barba o meu cabelo não é comprido)
- De nada.
- Então como estás?
- Ah! Um pouco cansado, hoje não dormi nada.
- Deixa lá! Tu és omnipotente, isso passa!
- Pois... Devo-me ter esquecido de um truque ou dois...
- Diz-me uma coisa, porque é que a minha vida corre mal?
- Deitaste pedras na cruz numa outra vida!
- Ah! Então é isso! Pois, sabes o que é? É que tu disseste "Quem nunca errou que lance a primeira pedra" e eu percebi "Quem ERROU que lance a primeira pedra". Tás a ver?
- Pois tou a ver... (comentário meu do qual não me lembro)
- Deixa lá que tu descansas ao domingo porque Deus descansou no sétimo dia...
- Pois... Embora quem descansou foi o meu Pai... Pois mas como eu sou ele e o Espírito Santo ao mesmo tempo também descansei...
- Herege!! Que raio de religião estúpida é essa?!!!
Foi aí que disse que tinha de ir trabalhar.
A sério, será que eu atraio pessoas assim?
Mas depois há o meu irmão, por isso não ligo muito, talvez seja uma estranha combinação de genes.
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Conversas estranhas,
pessoas estranhas
"O ritual de acasalamento das lemas-leopardo"
Vem aí o remake d’ “O ritual de acasalamento das lemas leopardo”. Para quem é fâ das danças, rituais e oferendas que muitas vezes estão associadas ao acasalamento das aves; para quem fica impressionado com os rituais dos leões de outros animais ameaçadores, chegou a altura de conhecerem o indescriptível ritual de acasalamento das lesmas-leopardo (Limax maximus, Linnaeus 1758). Ora em vez de maçar os leitores deste magnânimo blog com uma descrição cheia de gosma acerca do ritual, vou fazer algo muito mais produtivo para todos e deixar-vos com O MAIOR, nem mais nem menos que David Attenborough:
http://www.youtube.com/watch?v=4JqYwrHRpZU
Vejam e deliciem-se com as maravilhas que existem nos bosques de todo o mundo e nas quais ninguém repara.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
TVI e coisas do camandro
Mais uma posta trazida pelo meu irmão (a quem agradeço pelas pequenas frases com ideias para postas).
Ele encontrava-se com o meu pai a tomar o pequeno almoço num café, que tinha na altura a televisão na tvi para ver as notícias da manhã e tal. Sim, qualquer coisa de decente na tvi (por muito disparatado que esta afirmação pareça). Contudo, lá por que o programa em questão seja decente, não quer dizer que o anúncios ao resto que passa na tvi seja de nível tão elevado. Nem ninguém no seu perfeito juízo espera que sejam. No caso de acharem que TODOS os conteúdos da tvi são de alto nível cultural e humano, e que devem ser vistos, por favor coloquem fio cortante à volta do pescoço, colem as mãos à cabeça com super cola três e atirem-se de um telhado (prendam o fio cortante à volta da chaminé) com um papel colado ao corpo a dizer "eu gostava da tvi". Assim parece que arrancaram a própria cabeça uma tentativa de evitar que o vosso cérerbro se despeça do horrível trabalho que tem (ver a tvi é pior que os tóquio hotel).
Assim, falo-vos de um anúncio a esse colosso cultural, o programa "você na tv", apresentado por Manuel Luís Goucha e uma gaja que deve ser mais homem que ele (o que também não é difícil). O anúncio começa por dizer que apesar da média portuguesa respeitante ao tamanho do pénis ser de 15 cm (ok, ligeiramente cultural - mas mesmo assim este triste blog consegue estar acima - o que não é muito fácil), também dizia que naquele dia iam esmiuçar a vida de um senhor que tinha um pénis de 34cm.
Porquê?
Porquê?
PORQUÊ????????????
O que é que há de tão interessante no facto daquele gajo ter uma pila maior que muitas réguas? Uau, já tou a ver muitas velhas todas molhadas (que preferia não ter visto), muitos velhadas e outros com inveja, e que mais? Se calhar o homem nem lhe dá o uso que ele queria!!!
-Então diga-nos lá como é ter tal bacamarte nas calças.
-Já estou habituado.
-E em que é que isso influenciou a sua vida?
-Bem, sempre que alguma rapariga via, ficava boquiaberta, umas fugiam, outras ficavam doidas. Os rapazes nunca acreditaram em mim até verem (e ficarem enojados). De resto nada.
(Silêncio... Até se vêem aqulas bolas de esteva do deserto a passar)
-Ah... Pois... Mas a sua vida sexual deve ser extremamente interessante!!!
-Bem, elas queixam-se que aleija um pouco, e tenho que ter imenso cuidado. Além disso, não sei como é metê-la toda, e gostava de saber...
-Ah, então aí sente uma grande diferença!
-Não é diferenca porque não conheço de outra maneira.
-Ah, claro.
(E ficam a olhar uns para os outros).
O que é que eles estão à espera que seja de tão espectacular? O gajo está a ser assaltado e diz "olha, tenho uma pila de 34cm" e os assaltantes fogem, as assaltantes tiram-lhe logo as calças? Ele não anda com dinheiro porque paga tudo com favores sexuais? Teve a vida facilitada porque sempre que havia alguma problema ele dizia "tenho uma pila de 34cm" e tudo se põe cor-de-rosa? Quer dizer, sim, ele é especial. Mas não quer dizer que seja bom. Até é mau. Para já, fisiológicamente deve ter problemas por causa da válvulas, porque são sujeitas a grandes pressões. Fora que não deve dar jeito nenhum ter erecções matinais ou tentar escondê-las em alturas indesejadas. Não tem problemas de mijar para cima dos sapatos, e então? Era ganda barracada eles chegarem ao programa e o homem sofrer de disfunção eréctil grave, e não dar uso ao canhão. Pobre homem, mas muita giro para o programa. Tudo nesse programa giraria obviamente à volta da vida sexual do homem, e depois ela é inexistente.
Outra coisa espectacular era se o homem fosse um ganda trolha, daqueles mesmo bardajões e badalhocos, e se pusesse práli com ganda conversa tipo "sou ganda macho e papo-as todas com o meu zézorro!!! Este barrote já viu todo o tipo de cu (e depois vira-se para a audiência, baixa as calças) quem quer experimentar a minha potência? É 100% aço! Rebento-vos todas!" E não sei se o Goucha resiste a tal coisa...
A Lili Caneças deve requerer os serviços deste senhor. Ele espeta-lhe aquilo, que ela estica-se toda, nem são precisas mais plásticas! (Agradeço a minha namorada por este comentário genial - yep, she's that awesome!!!).
Ele encontrava-se com o meu pai a tomar o pequeno almoço num café, que tinha na altura a televisão na tvi para ver as notícias da manhã e tal. Sim, qualquer coisa de decente na tvi (por muito disparatado que esta afirmação pareça). Contudo, lá por que o programa em questão seja decente, não quer dizer que o anúncios ao resto que passa na tvi seja de nível tão elevado. Nem ninguém no seu perfeito juízo espera que sejam. No caso de acharem que TODOS os conteúdos da tvi são de alto nível cultural e humano, e que devem ser vistos, por favor coloquem fio cortante à volta do pescoço, colem as mãos à cabeça com super cola três e atirem-se de um telhado (prendam o fio cortante à volta da chaminé) com um papel colado ao corpo a dizer "eu gostava da tvi". Assim parece que arrancaram a própria cabeça uma tentativa de evitar que o vosso cérerbro se despeça do horrível trabalho que tem (ver a tvi é pior que os tóquio hotel).
Assim, falo-vos de um anúncio a esse colosso cultural, o programa "você na tv", apresentado por Manuel Luís Goucha e uma gaja que deve ser mais homem que ele (o que também não é difícil). O anúncio começa por dizer que apesar da média portuguesa respeitante ao tamanho do pénis ser de 15 cm (ok, ligeiramente cultural - mas mesmo assim este triste blog consegue estar acima - o que não é muito fácil), também dizia que naquele dia iam esmiuçar a vida de um senhor que tinha um pénis de 34cm.
Porquê?
Porquê?
PORQUÊ????????????
O que é que há de tão interessante no facto daquele gajo ter uma pila maior que muitas réguas? Uau, já tou a ver muitas velhas todas molhadas (que preferia não ter visto), muitos velhadas e outros com inveja, e que mais? Se calhar o homem nem lhe dá o uso que ele queria!!!
-Então diga-nos lá como é ter tal bacamarte nas calças.
-Já estou habituado.
-E em que é que isso influenciou a sua vida?
-Bem, sempre que alguma rapariga via, ficava boquiaberta, umas fugiam, outras ficavam doidas. Os rapazes nunca acreditaram em mim até verem (e ficarem enojados). De resto nada.
(Silêncio... Até se vêem aqulas bolas de esteva do deserto a passar)
-Ah... Pois... Mas a sua vida sexual deve ser extremamente interessante!!!
-Bem, elas queixam-se que aleija um pouco, e tenho que ter imenso cuidado. Além disso, não sei como é metê-la toda, e gostava de saber...
-Ah, então aí sente uma grande diferença!
-Não é diferenca porque não conheço de outra maneira.
-Ah, claro.
(E ficam a olhar uns para os outros).
O que é que eles estão à espera que seja de tão espectacular? O gajo está a ser assaltado e diz "olha, tenho uma pila de 34cm" e os assaltantes fogem, as assaltantes tiram-lhe logo as calças? Ele não anda com dinheiro porque paga tudo com favores sexuais? Teve a vida facilitada porque sempre que havia alguma problema ele dizia "tenho uma pila de 34cm" e tudo se põe cor-de-rosa? Quer dizer, sim, ele é especial. Mas não quer dizer que seja bom. Até é mau. Para já, fisiológicamente deve ter problemas por causa da válvulas, porque são sujeitas a grandes pressões. Fora que não deve dar jeito nenhum ter erecções matinais ou tentar escondê-las em alturas indesejadas. Não tem problemas de mijar para cima dos sapatos, e então? Era ganda barracada eles chegarem ao programa e o homem sofrer de disfunção eréctil grave, e não dar uso ao canhão. Pobre homem, mas muita giro para o programa. Tudo nesse programa giraria obviamente à volta da vida sexual do homem, e depois ela é inexistente.
Outra coisa espectacular era se o homem fosse um ganda trolha, daqueles mesmo bardajões e badalhocos, e se pusesse práli com ganda conversa tipo "sou ganda macho e papo-as todas com o meu zézorro!!! Este barrote já viu todo o tipo de cu (e depois vira-se para a audiência, baixa as calças) quem quer experimentar a minha potência? É 100% aço! Rebento-vos todas!" E não sei se o Goucha resiste a tal coisa...
A Lili Caneças deve requerer os serviços deste senhor. Ele espeta-lhe aquilo, que ela estica-se toda, nem são precisas mais plásticas! (Agradeço a minha namorada por este comentário genial - yep, she's that awesome!!!).
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
O jornal santo
Vi ontem o filme Avatar. Mais do que fazer uma crítica ao filme (já ouve quem a tenha feito) vou falar de uma crítica feita por outrem. E sobre o alarido que causou.
Esta crítica foi feita pelo especializadíssimo jornal "L' Osservatore Romano". Para aqueles que não sabem este é o jornal oficial do Vaticano. Sim, o Vaticano tem um jornal oficial e este jornal também faz críticas de cinema. Afinal de conta é preciso distrair os cerca de 7 leitores após todas as notícias referentes às várias ordens religiosas e sobre todos os debates teológicos tão necessários ao decurso da Humanidade.
Esta crítica começa por referir algo que acho óbvio (para quem viu o filme): os efeitos especiais são muito bons, o filme é visualmente muito bonito, mas a história deixa muito a desejar quando comparada com outros clássicos da ficção científica (é o problema de já ter visto esta história em qualquer lado). E depois descamba. Porque começa a dizer que, embora a mensagem de ambientalismo e de preservação do planeta seja boa, devemos ter cuidado porque senão podemos começar a olhar para a Natureza como algo que seja reverenciável ou como uma divindade e cair numa espécie de culto neo-pagão. "E isso é algo perigoso", dizem eles.
OK, primeiro que tudo, as pessoas que viram o filme estarão neste momento a deitar as mãos à cabeça. O termo divindade é usado num sentido muito largo. Mais largo que uma auto-estrada de 4 faixas. Os azulões são xamanísticos. Acreditam que os seres vivos estão todos ligados. Agora dizer que a entidade daí resultante é uma divindade é muito boa vontade.
Segundo perigoso???!!!! Já ouvi chamar a neo-pagãos muitas coisas (entre as quais uns quantos insultos) agora, de todas as religiões, o neo-paganismo é das que menos vejo possibilidades de lançar uma cruzada. Ou uma guerra santa (a não ser, é óbvio, que lhes tirem a possibilidade de fumar "ervas sagradas"). Será que eles querem dizer perigoso porque nos rouba fiéis? Isso é o mesmo que dois gajos criarem um MMORPG (se tal é possível de ser feito no tempo de uma vida) e a Bllizzard vir anunciar que tem medo que estes dois gajos lhe vão roubar quota de mercado... A sério estão assim com tanto medo?
Mas mais ainda, o que me custa a acreditar é que uma Igreja seja tão literal. Quem viu o filme admitirá que as personagens são tão estereotípicas e unidimensionais que não são credíveis como representação da realidade. E as histórias que utilizam este tipo de personagens são as histórias com uma moral por trás. Tipo parábolas. E elas costumam ser usadas naquela coisa que é utilizada para transmitir mensagens. Como é que se chama... Telemóvel... Não também é para transmitir valores... Correio... Não também não é isto... AAAHHHH religião. Pois. E os gajos religiosos não detectam uma parábola à frente dos olhos e a dar-lhes umas valentes trincas. Ou então têm medo que lhes roubem o exclusivo das parábolas. É quase tão ridículo como os gajos que dizem que o filme incentiva ao tabagismo porque a personagem da Sigourney Weaver fuma compulsivamente (porque também existem, meus amigos).
E aquilo que me deixa mais surpreendido é que ainda lhes dão tanta importância. Ao menos dêem-lhes importância quando fazem algo bem. É assim que se ensina os meninos não é? As recompensas são para quando se portam bem, não para as asneiras.
Uma dica para os gajos do Vaticano: é este tipo de imbecilidades que faz com que vocês percam quota de mercado. Isto e terem membros vossos com os membros dentro de meninos de coro. Ups se calhar não os devia ter lembrado disto. Ou das guerras santas. É que eles ficam chateados quando os lembram que eles são humanos e cometem erros.
Esta crítica foi feita pelo especializadíssimo jornal "L' Osservatore Romano". Para aqueles que não sabem este é o jornal oficial do Vaticano. Sim, o Vaticano tem um jornal oficial e este jornal também faz críticas de cinema. Afinal de conta é preciso distrair os cerca de 7 leitores após todas as notícias referentes às várias ordens religiosas e sobre todos os debates teológicos tão necessários ao decurso da Humanidade.
Esta crítica começa por referir algo que acho óbvio (para quem viu o filme): os efeitos especiais são muito bons, o filme é visualmente muito bonito, mas a história deixa muito a desejar quando comparada com outros clássicos da ficção científica (é o problema de já ter visto esta história em qualquer lado). E depois descamba. Porque começa a dizer que, embora a mensagem de ambientalismo e de preservação do planeta seja boa, devemos ter cuidado porque senão podemos começar a olhar para a Natureza como algo que seja reverenciável ou como uma divindade e cair numa espécie de culto neo-pagão. "E isso é algo perigoso", dizem eles.
OK, primeiro que tudo, as pessoas que viram o filme estarão neste momento a deitar as mãos à cabeça. O termo divindade é usado num sentido muito largo. Mais largo que uma auto-estrada de 4 faixas. Os azulões são xamanísticos. Acreditam que os seres vivos estão todos ligados. Agora dizer que a entidade daí resultante é uma divindade é muito boa vontade.
Segundo perigoso???!!!! Já ouvi chamar a neo-pagãos muitas coisas (entre as quais uns quantos insultos) agora, de todas as religiões, o neo-paganismo é das que menos vejo possibilidades de lançar uma cruzada. Ou uma guerra santa (a não ser, é óbvio, que lhes tirem a possibilidade de fumar "ervas sagradas"). Será que eles querem dizer perigoso porque nos rouba fiéis? Isso é o mesmo que dois gajos criarem um MMORPG (se tal é possível de ser feito no tempo de uma vida) e a Bllizzard vir anunciar que tem medo que estes dois gajos lhe vão roubar quota de mercado... A sério estão assim com tanto medo?
Mas mais ainda, o que me custa a acreditar é que uma Igreja seja tão literal. Quem viu o filme admitirá que as personagens são tão estereotípicas e unidimensionais que não são credíveis como representação da realidade. E as histórias que utilizam este tipo de personagens são as histórias com uma moral por trás. Tipo parábolas. E elas costumam ser usadas naquela coisa que é utilizada para transmitir mensagens. Como é que se chama... Telemóvel... Não também é para transmitir valores... Correio... Não também não é isto... AAAHHHH religião. Pois. E os gajos religiosos não detectam uma parábola à frente dos olhos e a dar-lhes umas valentes trincas. Ou então têm medo que lhes roubem o exclusivo das parábolas. É quase tão ridículo como os gajos que dizem que o filme incentiva ao tabagismo porque a personagem da Sigourney Weaver fuma compulsivamente (porque também existem, meus amigos).
E aquilo que me deixa mais surpreendido é que ainda lhes dão tanta importância. Ao menos dêem-lhes importância quando fazem algo bem. É assim que se ensina os meninos não é? As recompensas são para quando se portam bem, não para as asneiras.
Uma dica para os gajos do Vaticano: é este tipo de imbecilidades que faz com que vocês percam quota de mercado. Isto e terem membros vossos com os membros dentro de meninos de coro. Ups se calhar não os devia ter lembrado disto. Ou das guerras santas. É que eles ficam chateados quando os lembram que eles são humanos e cometem erros.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
A distribuição...
Quantas terão sido as vezes a que assistimos à distribuição de jornais nos semáforos dos mais engarrafados cruzamentos de Lisboa?
Nas palavras de um colega: "Isto é um trabalho porreiro. Dá para lavar as vistas!" Estes nobres e distintos profissionais acumulam conhecimento acerca de toda uma míriade de comportamentos das pessoas no trânsito, os meus favoritos: roer e cortar as unhas, a típica sessão de maquilhagem, o pentear e escovar do cabelo, o tradicional telemóvel, as cigarrilhas às 8:00 da manhã, o espremer as borbulhas ao marido, o pendura a dormir de boca aberta, escarrar, tirar macacos, preenchimento de formulários, contabilidade, trabalhar no portátil, longos beijos de despedida, sair do carro para ir buscar o jornal, o engate às distribuidorAs... Além de todo este fabuloso conhecimento, os distribuidores deparam-se muitas vezes com o agradável, por vezes até desconcertante, encontro com os mais belos decotes enquanto se inclina para a dádiva do jornal, é também digno de mencionar que por uma razão que desconheço os vestidos e saias pelos joelhos das senhoras sobem um pouco mais quando sentadas, revelando pernas magníficas, as mini-saias... não pensemos nisso..., os sorrisos maravilhosos que se abrem em troca de um reles e miserável jornal...
Ninguém imagina tudo o que de bom pode vir com a distribuição de simples jornais, ninguém imagina a sorte destes pobres desgraçados que têm de trabalhar ao frio e à chuva no meio do trânsito. Não, ninguém imagina...
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Ah ganda tuga!
Desde os tempos mais antigos, em que nos reconhecemos como tugas, que temos o espírito de "poucos mas bons". Nós, às meias dúzias de cinco explorámos o caminho marítimo para a Índia. Os nossos antepassados batiam-se com mouros às centenas com cerca de meia dúzia de homens. Há vários relatos sobre façanhas tugas em terras do Oriente. Com meio barco enfrentávamos armadas do camandro e desafiavamos tudo. Nas nossas fortalezas encontravam-se três ou quatro bacanos que defendiam aquilo. No Brasil eram 100 gajos e três esquilos a defender as feitorias. Tudo feito com o nobre espírito do desenrasca e do "vamos lá, depois logo se vê se houver merda. Há de se arranjar qualquer coisa".
Foi com a continuação deste nobre espírito que me deparei um dia no comboio. Entram 3 senhoras, dos seus quarente e tal anos (talvez, não sei dizer bem), a conversar animadamente sobre coiso e tal (da conversa depreendo que tinha falta de coiso - if you get my drift). Na estação seguinte entra um velhadas, com cara de sessentas e tais e que já devia ter idade para ter juízo, meio careca (daquele careca mesmo feio, meia dúzia de cabelos com o aspecto de terem sido lambidos por um camelo raivoso), observa as suas paragens, tal explorador armado com uma faca ferrugenta à procura de uma tribo de nativos hóstis para "passar o tempo", observa os três espécimens sentados, e nada de modéstias! Vai-se logo atirar a elas! Começa com uma conversa que não ouvi (para grande pena minha), elas pareceram interessadas, e aquilo vai, e vai... Observo isto tudo com grande interesse, tal e qual uma representação do canal de história "e neste momento, o explorador tenta comunicar com as nativas. Ah, esperem, já saltou à espinha de uma delas". É claramente o espírito "vamos a ver com o que me safo daqui, pode ser que ainda me toque qualquer coisinha - if you get my drift (hehe)". Contudo, ainda se tornou mais curioso quando duas delas perderam completamente o interesse, e ele continuou! Tal madraço tuga a matar mouros às pazadas como se nada fosse! E teve sucesso na sua demanda, porque dali a pouco, elas voltaram a ganhar o interesse no garanhão de peles flácidas (terrível imagem).
Mais tarde, enquanto me deliciava com tal acontecência (parace que mais ninguém reparou na cruzada para obter a santa orgia), duas das senhoras encaminham-se para a saída. Eu fico em choque! Então o garanhão, tal Zézé Camarinha, não teve sucesso?! Eles encaminham-se os quatro, e duas saiem. Uma fica...
Éh lá!!! Uma ficou! Lá se foi o ménage à quatre, mas inda pode ser que ele tenha sorte...
Não sei exactamente como esta brilhante saga acabou. Não sei se ele foi desbravar uma certa selva (hehe). Não sei esta história teve um final feliz (happy ending - if you get my drift...). Não sei se este colosso do engatatanço se safou. Aqui fica a minha história.
Mas lá que sairam juntos, lá isso saíram... (hehe - ganda maluco!)
Foi com a continuação deste nobre espírito que me deparei um dia no comboio. Entram 3 senhoras, dos seus quarente e tal anos (talvez, não sei dizer bem), a conversar animadamente sobre coiso e tal (da conversa depreendo que tinha falta de coiso - if you get my drift). Na estação seguinte entra um velhadas, com cara de sessentas e tais e que já devia ter idade para ter juízo, meio careca (daquele careca mesmo feio, meia dúzia de cabelos com o aspecto de terem sido lambidos por um camelo raivoso), observa as suas paragens, tal explorador armado com uma faca ferrugenta à procura de uma tribo de nativos hóstis para "passar o tempo", observa os três espécimens sentados, e nada de modéstias! Vai-se logo atirar a elas! Começa com uma conversa que não ouvi (para grande pena minha), elas pareceram interessadas, e aquilo vai, e vai... Observo isto tudo com grande interesse, tal e qual uma representação do canal de história "e neste momento, o explorador tenta comunicar com as nativas. Ah, esperem, já saltou à espinha de uma delas". É claramente o espírito "vamos a ver com o que me safo daqui, pode ser que ainda me toque qualquer coisinha - if you get my drift (hehe)". Contudo, ainda se tornou mais curioso quando duas delas perderam completamente o interesse, e ele continuou! Tal madraço tuga a matar mouros às pazadas como se nada fosse! E teve sucesso na sua demanda, porque dali a pouco, elas voltaram a ganhar o interesse no garanhão de peles flácidas (terrível imagem).
Mais tarde, enquanto me deliciava com tal acontecência (parace que mais ninguém reparou na cruzada para obter a santa orgia), duas das senhoras encaminham-se para a saída. Eu fico em choque! Então o garanhão, tal Zézé Camarinha, não teve sucesso?! Eles encaminham-se os quatro, e duas saiem. Uma fica...
Éh lá!!! Uma ficou! Lá se foi o ménage à quatre, mas inda pode ser que ele tenha sorte...
Não sei exactamente como esta brilhante saga acabou. Não sei se ele foi desbravar uma certa selva (hehe). Não sei esta história teve um final feliz (happy ending - if you get my drift...). Não sei se este colosso do engatatanço se safou. Aqui fica a minha história.
Mas lá que sairam juntos, lá isso saíram... (hehe - ganda maluco!)
Ovos moles
Encontrava-me eu procurando algo de interessante para ver na TV na tarde de sábado (um exercício difícil) quando me deparo com um programa (o nome é irrelevante para o caso) onde estão a entrevistar indivíduos que vestem uma indumentária boa para uma encenação da época Renascentista - amarela com chapéus e cordões castanhos. Estes senhores pertenciam (e pertencem) à confraria dos ovos moles.
Sim eu também fiquei surpreendido com a noção de que se podia fazer confrarias de doces (só conhecia as de vinhos e a da sopa). Mas mais do que assinalar este (des)interesante facto, vou acrescentar mais algumas informações que estes senhores divulgaram.
Antes de mais, apesar desta confraria ainda não ter completado um ano, já conseguiram que Portugal possa dizer à boca cheia que possui mais um "primeiro...". Neste caso o primeiro doce a nível europeu com uma denominação de origem protegida. Isso mesmo os ovos moles vêm da região de Aveiro e quem disser o contrário pode ser julgado (OK vender não dizer). Ora se estes senhores conseguiram isto em menos de um ano, e ainda dizem que pretendem fazer mais iniciativas de divulgação, ficarei muito surpreendido se este senhores não elevarem os ovos moles a Património Gastronómico da Humanidade (se este galardão não existe deveria existir. Temos de pressionar o Guterres para pressionar a ONU a criá-lo). Isto abrirá caminho a que a nossa comida quase toda receba este mesmo estatuto.
Outra coisa interessante foi quando disseram que os ovos moles tinham sido criados pelas freiras para curar os enfermos. Isto mostra como funciona a mentalidade tuga, pelo menos no que a comida diz respeito. Ora pensem: que outro povo se lembraria de tentar curar doentes alimentando-os com um doce feito de gemas, açúcar e água? Assim, ao menos, se não se curassem morriam um pouco mais felizes. A sério, que doenças é que os ovos moles podem curar? Depressão? Má nutrição? Deve ser por isso que há tantos doces conventuais... "Ali o senhor Asdrúbal não melhorou nem com os papos-de-anjo nem com os ovos moles", "Dá-lhe barrigas-de-freira que o senhor Virgolino arrebitou um bocadinho com elas. Pelo menos antes da tuberculose o levar...".
Eu proponho que façamos mais confrarias. Se é para termos reconhecimento e trazer camónes podíamos fazer as confrarias: da farinheira, do chouriço de sangue, do queijo da ilha, do queijo da serra, do fiambre da perna extra, da sopa de peixe, do camarão de Espinho, do choco frito, do bacalhau à lagareiro (o bacalhau é da Noruega mas a receita é nossa), da maçã bravo de Esmolfe, da pêra rocha, do vinho verde (pera essa já deve existir), do tremoço, da mini, do presunto de pata negra, das tortas de Azeitão, dos bolinhos de maçapão, da caldeirada, etc. O que me deixa verdadeiramente o orgulho patriótico em cima é o facto de que podia enunciar sem grande esforço 50 ou mais produtos que a mereceriam.
E uma última coisa: imaginem as cores dos fatos destas confrarias. Sobretudo a da caldeirada...
Sim eu também fiquei surpreendido com a noção de que se podia fazer confrarias de doces (só conhecia as de vinhos e a da sopa). Mas mais do que assinalar este (des)interesante facto, vou acrescentar mais algumas informações que estes senhores divulgaram.
Antes de mais, apesar desta confraria ainda não ter completado um ano, já conseguiram que Portugal possa dizer à boca cheia que possui mais um "primeiro...". Neste caso o primeiro doce a nível europeu com uma denominação de origem protegida. Isso mesmo os ovos moles vêm da região de Aveiro e quem disser o contrário pode ser julgado (OK vender não dizer). Ora se estes senhores conseguiram isto em menos de um ano, e ainda dizem que pretendem fazer mais iniciativas de divulgação, ficarei muito surpreendido se este senhores não elevarem os ovos moles a Património Gastronómico da Humanidade (se este galardão não existe deveria existir. Temos de pressionar o Guterres para pressionar a ONU a criá-lo). Isto abrirá caminho a que a nossa comida quase toda receba este mesmo estatuto.
Outra coisa interessante foi quando disseram que os ovos moles tinham sido criados pelas freiras para curar os enfermos. Isto mostra como funciona a mentalidade tuga, pelo menos no que a comida diz respeito. Ora pensem: que outro povo se lembraria de tentar curar doentes alimentando-os com um doce feito de gemas, açúcar e água? Assim, ao menos, se não se curassem morriam um pouco mais felizes. A sério, que doenças é que os ovos moles podem curar? Depressão? Má nutrição? Deve ser por isso que há tantos doces conventuais... "Ali o senhor Asdrúbal não melhorou nem com os papos-de-anjo nem com os ovos moles", "Dá-lhe barrigas-de-freira que o senhor Virgolino arrebitou um bocadinho com elas. Pelo menos antes da tuberculose o levar...".
Eu proponho que façamos mais confrarias. Se é para termos reconhecimento e trazer camónes podíamos fazer as confrarias: da farinheira, do chouriço de sangue, do queijo da ilha, do queijo da serra, do fiambre da perna extra, da sopa de peixe, do camarão de Espinho, do choco frito, do bacalhau à lagareiro (o bacalhau é da Noruega mas a receita é nossa), da maçã bravo de Esmolfe, da pêra rocha, do vinho verde (pera essa já deve existir), do tremoço, da mini, do presunto de pata negra, das tortas de Azeitão, dos bolinhos de maçapão, da caldeirada, etc. O que me deixa verdadeiramente o orgulho patriótico em cima é o facto de que podia enunciar sem grande esforço 50 ou mais produtos que a mereceriam.
E uma última coisa: imaginem as cores dos fatos destas confrarias. Sobretudo a da caldeirada...
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Concursos
Não sei onde é que isto apareceu porque foi o meu irmão que me disse isto, mas um concurso em Guimarães tinha como 1º prémio, e passo a citar, "um funeral de luxo".
O concurso devia estar às moscas. Não, nem isso, porque até as moscas tinham medo de participar, porque "e se ganho e obrigam-me a ter o funeral? Eu não sofro de nenhuma doença terminal!!!". Tirando claro as moscas, que sofrem da doença de gostar de merda, que em certos casos pode ser terminal (não vamos imaginar pessoas - e tou a ser simpático ao chamar-lhes pessoas - a mergulharem para uma piscina cheia de bosta), mas de certeza que acaba com todas as possíveis relações amorosas no futuro (a não ser talvez com ovelhas ou bonecas insufláveis - mas ficam com cara de espanto perante tal cheiro). E já agora, todas as relações com pessoas.
A sério, um funeral de luxo? Não imagino muitos eventos a qurerem ser patrocinados por uma funerária, mas ter como prémio um funeral de luxo tem nível! "Participe no nosso concurso de xadrez! Se ganhar oferecemos-lhe um funeral!!" "mas e se eu não morrer tipo depois? Guardam-no?" (guardar um funeral é muito estranho - nem deve caber na mala) "Não, ali o Jeremias trata disso - até andou a construir o 'Shredder Destroyer Obliterator 5000 e uns trocos' de propósito para esta ocasião! Não vamos fazer a desfeita ao rapaz (olhar maligno enquanto esfrega as mãos), poooois nãããããão?" (um relampâmpago cai por trás).
E se o promotor do concurso não está a par do prémio? "Parabéns! Acabou de ganhar (olha para o cartão) ah! Um momento! Parece que houve um problema com as minhas notas! (olha para o lado onde está o organizador, este diz-lhe que está tudo ok e que ele está a empatar. Depois de uns quantos 'ahhhhh' e de uns olhares do género 'WTF à brava!!!!', ele continua). "Bem, (não sei como hei de dizer isto) mas ganhou um funeral". E de lá do fundo ouve-se um FOOOOOOOSHHHHH quando um rocket launcher é disparado. Era uma promoção 'pague um, leve quantos conseguir matar com RPG BFG!' E eles não podiam guardar os funerais, não é?
Também não imagino quem concorreria ao concurso. Concorrer porque nos oferecem uma pipa de massa? Porque nos oferecem viagens? Porque nos oferecem bens caros, tipo carros e casas? Porque nos oferecem uma noite com 50 strippers numa coisa do género buffet? Aí está bem, que é que não tira um golo da fonte da sorte? (há quem diga que sabe a vodka). Só faria sentido concorrer a tal coisa se fossemos assassínos profissionais e utlizassemos este funeral à borla para encobrir o crime. Hum, acho que já estou a dar ideias a mais...
O concurso devia estar às moscas. Não, nem isso, porque até as moscas tinham medo de participar, porque "e se ganho e obrigam-me a ter o funeral? Eu não sofro de nenhuma doença terminal!!!". Tirando claro as moscas, que sofrem da doença de gostar de merda, que em certos casos pode ser terminal (não vamos imaginar pessoas - e tou a ser simpático ao chamar-lhes pessoas - a mergulharem para uma piscina cheia de bosta), mas de certeza que acaba com todas as possíveis relações amorosas no futuro (a não ser talvez com ovelhas ou bonecas insufláveis - mas ficam com cara de espanto perante tal cheiro). E já agora, todas as relações com pessoas.
A sério, um funeral de luxo? Não imagino muitos eventos a qurerem ser patrocinados por uma funerária, mas ter como prémio um funeral de luxo tem nível! "Participe no nosso concurso de xadrez! Se ganhar oferecemos-lhe um funeral!!" "mas e se eu não morrer tipo depois? Guardam-no?" (guardar um funeral é muito estranho - nem deve caber na mala) "Não, ali o Jeremias trata disso - até andou a construir o 'Shredder Destroyer Obliterator 5000 e uns trocos' de propósito para esta ocasião! Não vamos fazer a desfeita ao rapaz (olhar maligno enquanto esfrega as mãos), poooois nãããããão?" (um relampâmpago cai por trás).
E se o promotor do concurso não está a par do prémio? "Parabéns! Acabou de ganhar (olha para o cartão) ah! Um momento! Parece que houve um problema com as minhas notas! (olha para o lado onde está o organizador, este diz-lhe que está tudo ok e que ele está a empatar. Depois de uns quantos 'ahhhhh' e de uns olhares do género 'WTF à brava!!!!', ele continua). "Bem, (não sei como hei de dizer isto) mas ganhou um funeral". E de lá do fundo ouve-se um FOOOOOOOSHHHHH quando um rocket launcher é disparado. Era uma promoção 'pague um, leve quantos conseguir matar com RPG BFG!' E eles não podiam guardar os funerais, não é?
Também não imagino quem concorreria ao concurso. Concorrer porque nos oferecem uma pipa de massa? Porque nos oferecem viagens? Porque nos oferecem bens caros, tipo carros e casas? Porque nos oferecem uma noite com 50 strippers numa coisa do género buffet? Aí está bem, que é que não tira um golo da fonte da sorte? (há quem diga que sabe a vodka). Só faria sentido concorrer a tal coisa se fossemos assassínos profissionais e utlizassemos este funeral à borla para encobrir o crime. Hum, acho que já estou a dar ideias a mais...
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Coisas muito estranhas
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Comida nojenta
Mais vale tarde que nunca...
Ontem à noite descobri que um zoo algures nos EUA fez bastante dinheiro vendendo artesanato feito de caca de rena. Não, não me esqueci de nenhuma cedilha ou qualquer outra coisa que pudesse amenizar a coisa.
Eu sei que o leitor assíduo deste blogue poderá estar à espera que eu insulte directamente a inteligência das pessoas que compraram (não das pessoas que se lembraram de o fazer) este artesanato (algo tão simpático como comprar quadros feitos por um cão, isto também existe) ou que me pergunte como é que houve pessoas que de facto se lembraram disto. Mas não farei isso hoje. Não. Estranhamente (ou nem tanto visto que a minha mente funciona de forma estranha) este facto pôs-me a pensar sobre algumas coisas que nós consumimos ou utilizamos que são, se pensarmos bem nisso, tão nojentas como esta.
E não, não vou falar de coisas que nos parecem estranhas apenas por razões culturais. Embora haja coisas culturais que são mesmo estranhas como os ninhos de andorinha que os chineses usam em sopa. Esses ninhos não são feitos de galhos e folhas mas sim de saliva e regurgitado da andorinha. E vocês pensam: "Só mesmo esses malucos para comer regurgitado de um animal. E logo andorinhas que se alimentam de insectos". E eu respondo assim. Mel, gostam? Pois e sabem o que é o mel? Regurgitado de abelha. Isso mesmo, as abelhas têm o vómito mais doce do Reino Animal. Mas não deixa de ser vómito. Ah e feito a partir dos gâmetas masculinos das plantas. Ou seja sémen...
As moscas a todos nós fazem nojo. Pousam em fezes e alimentam-se de carne putrefacta. Mas camarão e lagosta são tão apreciados que são caríssimos. E no entanto eles alimentam-se de (adivinharam) animais em decomposição (também se pode dizer isto de cogumelos).
Outra coisa muito sui generis é o vinagre. O vinagre é, mais comumente, feito de vinho que deixa azedar. Ou seja estragar. Vinho esse que resulta da fermentação de uvas. Ou seja de um processo de decomposição. Coisa que nós deixámos que acontecesse para obter etanol. Produto tóxico para as nossas células. Pois, todo este processo é extremamente lógico.
Recentemente descobriu-se um método para isolar aroma de baunilha a partir de estrume de vaca. E testes cegos de consumidores não detectaram diferenças entre iogurtes (leite fermentado) com aroma natural ou isolado do estrume. Pensem nisso da próxima vez que comerem um iogurte...
E já para não falar das entranhas de animais em enchidos e patés e outros pratos. Ou do sangue para os apreciadores de arroz de cabidela. Ou do almíscar muito utilizado em perfumaria proviniente da urina de ruminantes. Ou do âmbar-cinzento usado em cosmética que é composto por substâncias expelidas por baleias que estão doentees (um pouco como as pedras dos rins). Não se importam que acabe por aqui a lista pois não?
Ontem à noite descobri que um zoo algures nos EUA fez bastante dinheiro vendendo artesanato feito de caca de rena. Não, não me esqueci de nenhuma cedilha ou qualquer outra coisa que pudesse amenizar a coisa.
Eu sei que o leitor assíduo deste blogue poderá estar à espera que eu insulte directamente a inteligência das pessoas que compraram (não das pessoas que se lembraram de o fazer) este artesanato (algo tão simpático como comprar quadros feitos por um cão, isto também existe) ou que me pergunte como é que houve pessoas que de facto se lembraram disto. Mas não farei isso hoje. Não. Estranhamente (ou nem tanto visto que a minha mente funciona de forma estranha) este facto pôs-me a pensar sobre algumas coisas que nós consumimos ou utilizamos que são, se pensarmos bem nisso, tão nojentas como esta.
E não, não vou falar de coisas que nos parecem estranhas apenas por razões culturais. Embora haja coisas culturais que são mesmo estranhas como os ninhos de andorinha que os chineses usam em sopa. Esses ninhos não são feitos de galhos e folhas mas sim de saliva e regurgitado da andorinha. E vocês pensam: "Só mesmo esses malucos para comer regurgitado de um animal. E logo andorinhas que se alimentam de insectos". E eu respondo assim. Mel, gostam? Pois e sabem o que é o mel? Regurgitado de abelha. Isso mesmo, as abelhas têm o vómito mais doce do Reino Animal. Mas não deixa de ser vómito. Ah e feito a partir dos gâmetas masculinos das plantas. Ou seja sémen...
As moscas a todos nós fazem nojo. Pousam em fezes e alimentam-se de carne putrefacta. Mas camarão e lagosta são tão apreciados que são caríssimos. E no entanto eles alimentam-se de (adivinharam) animais em decomposição (também se pode dizer isto de cogumelos).
Outra coisa muito sui generis é o vinagre. O vinagre é, mais comumente, feito de vinho que deixa azedar. Ou seja estragar. Vinho esse que resulta da fermentação de uvas. Ou seja de um processo de decomposição. Coisa que nós deixámos que acontecesse para obter etanol. Produto tóxico para as nossas células. Pois, todo este processo é extremamente lógico.
Recentemente descobriu-se um método para isolar aroma de baunilha a partir de estrume de vaca. E testes cegos de consumidores não detectaram diferenças entre iogurtes (leite fermentado) com aroma natural ou isolado do estrume. Pensem nisso da próxima vez que comerem um iogurte...
E já para não falar das entranhas de animais em enchidos e patés e outros pratos. Ou do sangue para os apreciadores de arroz de cabidela. Ou do almíscar muito utilizado em perfumaria proviniente da urina de ruminantes. Ou do âmbar-cinzento usado em cosmética que é composto por substâncias expelidas por baleias que estão doentees (um pouco como as pedras dos rins). Não se importam que acabe por aqui a lista pois não?
domingo, 3 de janeiro de 2010
Danças com dragões
A posta do Avatar
Antes de tudo, spoiler alert! Pessoalmente não acho que a história do filme seja de todo surpreendente, mas não quero que depois venham dizer que vos estraguei o Avatar, seus choramingas.
Fui ontem ver o último filme do James Cameron e a minha reacção foi, digamos, mista. Por um lado, há a beleza espectacular do filme - efeitos visuais sem falha, provavelmente o melhor 3D feito até à data, etc., etc. Isto já foi analisado e louvado ad nauseam por todos os críticos; quanto a efeitos visuais e sonoros, o filme é mesmo muito bom. Até aqui tudo bem. No entanto há um problema com o filme. É menor, talvez até desprezável, e sinto-me um pouco picuínhas ao salientá-lo. O problema é a história!
O primeiro problema é, muito simplesmente, que depois de ter visto o trailer eu já sabia a história - há uns extraterrestres parecidos connosco ao ponto do implausível mas perdoável, só que são grandes, azuis e têm uma cultura que deliciaria todos os adeptos do conceito do nobre selvagem: respeitam a natureza, são xamânicos, pedem desculpa aos espíritos dos animais e desconfiam dos estranhos mas mesmo assim deixam-nos habitar entre eles para tentar curar a sua "cegueira". Chamam-se Na'vi. Há os humanos que são mauzinhos, muito americanos (make no mistake) dependem da tecnologia e dão tiros aos pobres dos estrumpfes. Desculpem, Na'vi. E há um humano que de alguma maneira se torna um Na'vi, vai viver entre eles, aprende a sua cultura, apaixona-se por uma estrumpfe (desculpem, Na'vi) e ajuda os azulões a lutar contra os maus dos humanos. Parece-vos familiar? A mim também parecia, e passei o filme todo a ter flashbacks do Dances with wolves, do The Last Samurai e de todos os outros filmes que têm este tipo de história. E claro, como nos outros dois filmes, o protagonista (um fuzileiro branco americano) torna-se, essencialmente, um Na'vi melhor que os Na'vi. Basta substituir "Na'vi" por "índio" ou "japonês da classe samurai" e percebem porque é que me lembrei dos outros filmes.
O segundo problema da história é a ingenuidade da caracterização dos Na'vi: são tal como nós, mas grandes, azuis e bonzinhos. Ah, e honrados, muito honrados. Mas são psicologicamente como nós. Serei o único a ver aqui um paradoxo!? Se calhar é de serem tão inocentes e unos com a Natureza. Claaaro. Por outro lado, são caçadores recolectores que usam arcos e atacam as presas sem aviso. Como é que decidem atacar os maus da fita? Ataque frontal, claro! Contra mechs e helicópteros. Com arco e flecha. Nem lhes ocorre usar tácticas de guerrilha. Nem ao raio do fuzileiro que os está a comandar! The stupid, it burns.
O terceiro problema é a completa estupidez dos humanos envolvidos, excepto os bons da fita. O tipo que manda nas operações de minagem no planeta é estúpido e completamente inepto, e parece completamente alheado do facto de estarem num planeta diferente. O chefe militar é um sociopata, mas parece quase indestrutível. Quase que aplaudi quando finalmente o mataram. Claramente foi contratado não tanto para chefiar operações militares mas mais para ir à frente dos tanques como protecção extra. Seria de pensar que ao gastar milhões numa missão a outro planeta, a Big Evil Corporation que os enviou conseguisse arranjar melhor que um gestor saído do Dilbert e um híbrido entre o Terminator e o sargento do Full Metal Jacket. E claro, quando a pura estupidez dos chefes os põe em confronto com o planeta inteiro, os outros humanos seguem-nos cegamente. Ninguém pensa em amotinar-se e voltar a casa com notícias da morte infeliz do par por asfixia autoerótica...
Talvez esta estupidez terminal tenha a ver com outra coisa que me parece claramente surreal quanto aos invasores humanos: são todos muuuuito claramente americanos. Tão americanos que dói. Péssima representação da espécie humana.
Se ainda não viram o filme, recomendo que vejam. em digital, com óculos 3D e tudo. Prestem atenção à imagem espectacular, a arte envolvida em representar o céu visto de uma lua de um gigante gasoso, a imaginação no desenho dos animais esquisitos. Ignorem a história.
Antes de tudo, spoiler alert! Pessoalmente não acho que a história do filme seja de todo surpreendente, mas não quero que depois venham dizer que vos estraguei o Avatar, seus choramingas.
Fui ontem ver o último filme do James Cameron e a minha reacção foi, digamos, mista. Por um lado, há a beleza espectacular do filme - efeitos visuais sem falha, provavelmente o melhor 3D feito até à data, etc., etc. Isto já foi analisado e louvado ad nauseam por todos os críticos; quanto a efeitos visuais e sonoros, o filme é mesmo muito bom. Até aqui tudo bem. No entanto há um problema com o filme. É menor, talvez até desprezável, e sinto-me um pouco picuínhas ao salientá-lo. O problema é a história!
O primeiro problema é, muito simplesmente, que depois de ter visto o trailer eu já sabia a história - há uns extraterrestres parecidos connosco ao ponto do implausível mas perdoável, só que são grandes, azuis e têm uma cultura que deliciaria todos os adeptos do conceito do nobre selvagem: respeitam a natureza, são xamânicos, pedem desculpa aos espíritos dos animais e desconfiam dos estranhos mas mesmo assim deixam-nos habitar entre eles para tentar curar a sua "cegueira". Chamam-se Na'vi. Há os humanos que são mauzinhos, muito americanos (make no mistake) dependem da tecnologia e dão tiros aos pobres dos estrumpfes. Desculpem, Na'vi. E há um humano que de alguma maneira se torna um Na'vi, vai viver entre eles, aprende a sua cultura, apaixona-se por uma estrumpfe (desculpem, Na'vi) e ajuda os azulões a lutar contra os maus dos humanos. Parece-vos familiar? A mim também parecia, e passei o filme todo a ter flashbacks do Dances with wolves, do The Last Samurai e de todos os outros filmes que têm este tipo de história. E claro, como nos outros dois filmes, o protagonista (um fuzileiro branco americano) torna-se, essencialmente, um Na'vi melhor que os Na'vi. Basta substituir "Na'vi" por "índio" ou "japonês da classe samurai" e percebem porque é que me lembrei dos outros filmes.
O segundo problema da história é a ingenuidade da caracterização dos Na'vi: são tal como nós, mas grandes, azuis e bonzinhos. Ah, e honrados, muito honrados. Mas são psicologicamente como nós. Serei o único a ver aqui um paradoxo!? Se calhar é de serem tão inocentes e unos com a Natureza. Claaaro. Por outro lado, são caçadores recolectores que usam arcos e atacam as presas sem aviso. Como é que decidem atacar os maus da fita? Ataque frontal, claro! Contra mechs e helicópteros. Com arco e flecha. Nem lhes ocorre usar tácticas de guerrilha. Nem ao raio do fuzileiro que os está a comandar! The stupid, it burns.
O terceiro problema é a completa estupidez dos humanos envolvidos, excepto os bons da fita. O tipo que manda nas operações de minagem no planeta é estúpido e completamente inepto, e parece completamente alheado do facto de estarem num planeta diferente. O chefe militar é um sociopata, mas parece quase indestrutível. Quase que aplaudi quando finalmente o mataram. Claramente foi contratado não tanto para chefiar operações militares mas mais para ir à frente dos tanques como protecção extra. Seria de pensar que ao gastar milhões numa missão a outro planeta, a Big Evil Corporation que os enviou conseguisse arranjar melhor que um gestor saído do Dilbert e um híbrido entre o Terminator e o sargento do Full Metal Jacket. E claro, quando a pura estupidez dos chefes os põe em confronto com o planeta inteiro, os outros humanos seguem-nos cegamente. Ninguém pensa em amotinar-se e voltar a casa com notícias da morte infeliz do par por asfixia autoerótica...
Talvez esta estupidez terminal tenha a ver com outra coisa que me parece claramente surreal quanto aos invasores humanos: são todos muuuuito claramente americanos. Tão americanos que dói. Péssima representação da espécie humana.
Se ainda não viram o filme, recomendo que vejam. em digital, com óculos 3D e tudo. Prestem atenção à imagem espectacular, a arte envolvida em representar o céu visto de uma lua de um gigante gasoso, a imaginação no desenho dos animais esquisitos. Ignorem a história.
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