quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
Destino... Ou não... Quem sabe?
Portanto se eu não aceitar que o meu telemóvel tem bateria fraca ele amua ou assim? E a única maneira de ele ficar contente será carregá-lo? (É interessante ele ficar contente com isto, porque é UM telemóvel, não UMA telemóvel - apesar de alguma tiáááááááááá provavelmente já ter dado a gafe - para ser carregado tipicamente enfia-se uma coisa na parte de baixo...). Isto poderá dar origem a telemóveis emo (será por terem sido contrariados quando dizem que têm bateria fraca ou por andarmos a enfiar coisas nos seus traseiros?). E vocês não querem telemóveis que andam a cair de propósito para estragarem os circuitos porque o "mundo é muito cruel", ou "nunca consigo rede".
O que quer dizer não tenho oura escolha se não aceitar ou calar e consentir (porque ao fim de uns momentos o ecrã desaparce). Será isto o destino a que não podemos escapar? As baterias estão eternamente condenadas a ficar sem energia? (Tinha ideia que isto estava provado por leis da física, mas é deveras mais interessante pensar que é o destino, para aqueles que não acreditam em física (provavelmente nunca levaram com uma maça na cabeça - deviam era levar com uma bigorna)). Eventualmente todas as bananas deixarão de montar bois almiscarados? (Isto deve aparecer algures nas previsões de Nostradamus - vá lá, o homem "previu" que alguém iria ser enrabado por um cavalo! Não acreditam? Esmiucem meus amigos, esmiucem...).
Mas será que conseguimos reverter este tipo de coisas para conseguirmos mudar o nosso destino e finalmente tornarmo-nos guerreiros do espaço? A partir de agora, sempre que virmos algo do género "isto aconteceu, diz que sim para seguirmos a nossa vida" ou "You fucked up, now accept the consequences!", só temos que dizer que não, mesmo que isso implique um ou dois monitores atirados ao chão, e umas quantas quedas "acidentais" do nosso telemóvel do telhado do nosso prédio. Quer dizer, querem ter aquela cena amarela bué fixe do Songoku ou não? Há que fazer sacrifícios...
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
Os mus, as mus e o mu amarelo em: em busca do estradiol perdido
Era uma vez dois Mus e duas Mus que estavam pastando. Até que lhes aparece um mu amarelo. O mu amarelo estava com uma cara triste. Os outros mus perguntaram-lhe:
- Porque estás tão triste? É porque és amarelo? Estás grávido? Dói-te o fígado? Estás disfarçado de gema de ovo?
- Não! Antes isso! Perdi o meu estradiol! - diz-lhes num tom desconsolado.
- Perdeste o teu quê? Já não bebes mais leite fermentado hoje!
- Estradiol!
- Espanhol? O que é que tu tens de espanhol? Laranjas? Sardinhas? Caramelos?
- Estradiol! É uma espécie de pasto especial que nos deixa muita leves...
- Pasto light?
- Não! Faz-nos ver cores e ouvir sons que não estão lá... E até ouvir cores e ver sons...
- Ahhhhh! Erva...
- Sim mas 30x mais forte...
- Podias ter dito logo... E aonde é que isso se arranja?
- Epá sei que o dealer estava no pasto de Atrás do Sol posto. Mas a moca era tão grande que não me lembro do caminho.
- Então vamos para aqulele lado e vamos perguntando a quem encontrarmos no caminho...
E assim os dois mus, as duas mus e o mu amarelo seguiram para lado nenhum à procura do dealer daquela erva maluca.
Passado algum tempo encontram uma galinha que se encontrava a comer uma generosa dose de chocolate. Vendo isto, o grupo de mus pergunta à galinha:
- Então que fazes? Não sabia que as galinhas comiam chocolate.
- É um complemento especial. Vou fazer muito exercício hoje e dá-me energia.
- E porque é que estás aqui entre nenhures e sítio algum?
- Tou à espera do coelho.
- Ahhh, ok. Já sei que sabes onde fica atrás do sol posto (estás-lhe a dar forte mana!!!). Podes dizer-nos o caminho?
-Sigam pós lados de ali.
Pensando que esta galinha estaria a experimentar os produtos do dealer, o nosso grupo segue caminho. Mais à frente encontam um coelho bastante desorientado. Este, quando vê o nosso grupo dirige-se aos mus.
- Por acaso não viram por aí uma galinha a comer chocolate, não?
- Por acaso até vimos, para aquele lado. Porquê?
- Vamos fazer os ovos da Páscoa. E vocês que procuram?
- Procuramos atrás do sol posto. Sabes onde é?
- Sigam por este caminho.
- Obrigado (enquanto contêm vómito projéctil).
- Seguindo o seu caminho, aproximam-se de um bosque com uma placa à entrada que diz "Cuidado. Árvores". Seguindo pelo bosque observam um horda de ninjas (porque só os mus em busca de erva é que são capazes de encontrar ninjas). Os ninjas bastante surpreendidos por terem sido encontrados tentam entrar em conversação com os mus.
- Então como nos encontraram?
- Sabem como é, nós somos ruminantes. E vocês claramente cheiram a hortelã (porque os ninjas cheiram a hortelã, todos os ninjas sabem isso).
- Nós estamos à espera dos ovos, para fazer uma omolete de camelo.
- E como é que sabem que vão passar aqui ovos?
- Hoje é o dia de eles irem ao cabelereiro, todos os ninjas sabem isso.
E é no meio desta alegre conversa que se começa a ouvir alguma agitação no bosque. Os ninjas escondem-se e aparece um grupo de ovos.
Os mus, surpreendidos por verem um grupo de ovos a deslocar-se na sua direcção (e não estão ganzados) estacam para meter conversa com os ovos. Mas não têm oportunidade porque os ninjas atacam. Contudo. os ovos vinham preparados com sabres laser, e inicia-se uma batalha épica sobre a supremacia do chouriço. Os mus entreteram-se a ver esta batalha enquanto se deliciavam com milho aquecido coberto de regurgitado de abelha. No fim, descobriram o caminho através do último suspiro do único sobrevivente (um ninja, claro).
Seguindo o seu caminho, deparam-se com um boi almiscarado a puxar um carrinho onde se encontrava repousado um balde cheio de água com um atum lá dentro. A única coisa que o boi diz é "isto são só negócios". Por isso tiveram de perguntar por direcções ao atum. O atum disse que não era de cá, que estava à procura de neve para se tornar o primeiro atum na neve, podia ser que assim ele tivesse oportunidade no "Tuna's got talent", mas que procurassem o barbudo de túnica branca que tava paquele lado.
Seguindo ao caminho indicado, depois de umas quantas paragens para cagar, eventualmente encontraram o tal barbudo. Este estava a resmungar.
- Porque resmungas meu velho barbudo que te puseste através de uma pomba dentro de uma gaja (kiiiiinkyyyyy), que disseste imensas cenas sobre paz e tal e carregaste uma cruz onde morreste para nos salvar do pecado com que nos criaste?
- Fiquei sem bateria no portátil e não encontro uma ficha para o pôr a carregar. Só há erva nesta maldita pastagem!!! Estava a ver gajas na net e esta m**da vai-se abaixo!!!
- Mas tu és um ser superior omnipotente omnipresente omnisciente que reside noutro plano de existência para onde levas as almas dos putos fixes, tens onze dimensões ou mais e criaste o people todo. Porque é que não fazes um milagre?
- Pois é. Duh!!!
- Olha, já que estás em todo o lado não nos podes levar até ao dealer de estradiol?
- Claro.
O barbudo estalou os dedos e os mus aparaceram perto do dealer.
Eles chegam-se ao pé do dealer, e quando estão prestes a fazer a compra, são todos mortos por um ninja, que queria o estradiol para dar à sua muuuuuuuuuuuuuuito avó de 76521 anos (como é que acham que ela sobreviveu tanto tempo?).
Moral da história: todas as saladas ficam bem com cebola.
Agora menos a sério.
Moral da história: se fores atrás de um dealer e encontrares deus, não lhe peças direcções, pede-lhe logo as drogas. E cuidado com Bob e os seus testículos azuis.
FIM
quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Com que então maus resultados, né?
Isto parece extremamente mal...
Então dizem este tipo de coisas desta maneira...
Uma pessoa fica a pensar...
Nas noites em que dormem todos juntos antes dos jogos deve ser uma ganda ramboiada...
A mulher do Sá Pinto deve ter ficado piúrsa quando viu esta notícia. “Então ele vai para fora em 'trabalho', deixa-me sozinha, e na verdade ele está numa gigantesca orgia masculina! É uma vergonha! E não me leva para estar no meio deles...!”.
Agora menos a sério, dorme com os jogadores? Deve ser algum meio de descobrir informação que os jogadores normalmente não revelam. Como quem é a mais maluca e tal... E quem é que faz de Branca de Neve naquelas orgias loucas... Deve ser por isto que o Sporting está se a dar mal no campeonato. Fazem regabófe até às tantas, depois chegam ao jogo ainda cansados do dia anterior (e alguns até com um andar novo – depois não correm não é? É no que dá serem umas rebarbadas gulosas...), em campo têm que estar todos vestidos como mandam as regras – nada de lantejoulas, nada de coisas cor-de-rosa ou saias, e depois eles não estão habituados a correr de chuteiras! Não há nada como um bom salto alto para rematar e dar umas caneladas...
E o que é que vocês pensam que estas malucas fazem nos treinos à porta fechada? Uma pouca vergonha, até deixam o relvado num estado deplorável, depois nos jogos queixam-se que há bocados de relva a soltarem-se. A relva é que se quer ir embora com a utilização que ela leva... E depois quando perguntam por que é que a relva está em mau estado? Pois é, o estádio é sombrio e tal, a cupa é do estádio...
Então e as finanças do clube? Vão de mal a pior. E sabem porquê? São caixas de embalagens de Halibut, Vaselina, preservativos (para as mais tímidas), e muitos brinquedos são caros...
Mas isto já vem de antes. Não se lembram de o Pedro Barbosa nunca se mexer muito? Depois lá raramente marcava uns golitos... A Vaselina era nova...
E o Jardel? Esses dizem que não corria muito por estar gordo. Eu digo que não. Eu digo que eram jantares românticos a mais com o plantel...
segunda-feira, 21 de dezembro de 2009
Boleias e geometrias
Após algumas tentativas falhadas de encontrar o carro o senhor sai do carro e vai a pé para a entrada do Jumbo (o que devido às 54987457 caixas, uma farmácia, uma box (que dá para ver os 234 canais), um pilhão, um depositrão (que é onde se põem os depósitos para serem reciclados a ver se teêm mais dinheiro quando vem o fim do mês), duas avestruzes (ou aves raras) e um atum, torna-se uma indicação tão boa como dizer "vem ter comigo à entrada do deserto do Saara") pelo que nos devemos juntar a ele nesse ponto. E as coisas começam a ficar estranhas pois após percorrermos todos os 2,534 Km das 54987457 caixas não vemos o senhor.Eu pergunto se o senhor é extremamente baixinho tipo um duende ou uma coisa assim. Não, o senhor tem uma dimensão normal para um ser humano... (Venham ter à entrada da FNAC...)Mas nós estamos na entrada da FNAC e não o estamos a ver. "O teu pai não se terá tornado invisível?". E começo a dar pontapés no ar na eventualidade de ouvir um "Ai! que essa acertou na canela. AHHHHHHHH e que tal se parasses de dar pontapés que já me acertaste outra vez... ah, dirige-te para o membro que te fecunde, que me acertaste no órgão reprodutor". Não aconteceu mas as pessoas ficaram extremamante entretidas a olhar para o espectáculo que lhes proporcionei. E até recebi uma proposta para trabalhar lá a entreter gente na altura das vindimas. (Vão ter à loja da Vodafone). Mas nós estamos na entrada daVodafone e tu não estás... "Se calhar o teu pai tornou-se etéreo..." (Vão ter à loja da ZON) Mas mas... "O teu pai passou para o estado gasoso e foi sugado pela ventilação do ar condicionado", "Nós estamos nos Apanhados", "O teu pai tem poderes de camuflagem", "O teu pai é ninja","O teu pai tem um problema de repulsão magnética em relação a mim", "O teu pai é extremamente fininho e de lado não se vê", "O teu pai só se vê se acreditarmos muito que ele existe e eu estou a impedir que ele se materialize com a minha falta de fé", "O teu pai está preso num loop temporal", (Onde eu estou vejo a loja do gato preto e uma CGD). Calma lá nós estamos a ver a loja do gato preto e não há aqui nenhuma CGD. E a senhora que trabalha aqui há 2 anos diz que tal não é possível. "O teu pai está num plano material alternativo. Não, isso não chega porque a distribuição espacial seria a mesma. A não ser... Oh meu Deus!!! O teu pai está numa dimensão com geometria não-Euclideana... O que implica que... OH NÃO ELE VAI SER COMIDO POR CHTULU... Calma, pensa, tem de haver uma maneira de reverter o efeito que o levou para lá... Bolas deixei o manual de como reverter teletransportes para o plano de Chtulu no outro casaco. OK tenho de recorrer a um feitiço de teletransporte. Chatice pá, os feitiços de teletranporte nunca trazem a pessoa para o sítio certo (sim porque não tou para gastar 85€ num feitiço de marca). Bem tem de ser. Agora só tenho de dizer a palavra mágica. Alfragide". E foi nesse momento que se gerou o wormhole (as pessoas não lhe ligaram nenhuma, só ligam aos sismos hoje em dia). A parte chata foi que o senhor foi parar ao Dolce Vita Tejo. E lá tivemos de esperar mais um bocado...
O pai dela depois contou-nos que tinha ido parar ao plano de Chtulu porque tinha ido em frente na rotunda em vez de cortar à esquerda, o que é perfeitamente compreensível. Também contou que quando viu o Chtulu tinha pensado em matá-lo e abrir uma loja de arroz de polvo porque a quantidade dava para a pessoa ficar garantida para a vida toda. Mas depois viu que o Chtulu estava a jogar à sueca com ele próprio (geometria não-Euclideana) e não se mata um gajo a jogar à sueca. Antes de ser teletransportado a única coisa que ele ouviu Chtulu dizer foi "olha é mês da menage na casa de banho do El Corte Ingles". É que, parecendo que não, uma dimensão com geometria não-Euclideana não é desculpa para uma casa desarrumada...
quinta-feira, 17 de dezembro de 2009
Apostas
Um dia encontrava-me taciturnamente no comboio quando me deparo com a seguinte notícia: aparentemente a Céline Dion teve um filho, e por baixo de uma imagem da senhora dizia "novo filho é aposta a repetir".
Como assim aposta a repetir? "Bem, deixa lá ver o que é que tenho para fazer, vou pôr a máquina a lavar, vou cuscar a minha vizinha do lado enquanto faz sexo, ou vou comprar uma raspadinha? Bem, a roupa ainda é pouca, a minha vizinha hoje tem o leiteiro lá e o gajo é um bocado estranho, gosta de ter garrafas (censurado por não querer pensar nisso), por isso vou ali à loja da esquina comprar uma raspadinha.
- Bem, que coisas interessantes é que tem aí senhor Rodofrásio Gervásio das Couves Clementino Alberto Franquelim Hermenegildo Ildefonso Bertino Elmano Juvenal Silvestre?
- Tenho aqui estas raspadinhas novas. Se ganhar, tem um filho.
- Levo uma dessas, porque não?"
Ou então também pode ser uma jogada desesperada numa mesa de póquer. Ele já está quase sem fichas. Sai-lhe um dois e um sete de naipes diferentes. E ele pensa "epá, cum catano, na casa de banho do El Corte Inglês é o mês da menage!". Depois um gajo faz raise e ele é obrigado a fazer all-in. Mas como ele está a jogar com mafiosos (claro, qual é a piada de não jogar com gajos que se não pagarmos nos partem as pernas e matam-nos um filho ou dois?) é obrigado a pôr mais qualquer coisa na mesa. Então ele põe o filho em cima da mesa. Devido ao cheiro nauseabundo que o petiz emana devido a estar há várias horas sem ter a fralda mudada (o gajo já está ali há que tempos, já perdeu o rolex, a renault 5L e o set completo de tapetes islandeses com motivos badalhocos bordados por duas senhoras de 93 anos, 5 meses e não mais que 20 dias, uma cega e a outra sem uma mão devido a um acidente com aquele vibrador maluco), os mafiosos pensam que não vale a pena e largam a mão. É claro que depois o gajo vai acabar com o Pete, o amigo larilas de que os mafiosos se envergonham mas utilizam para aqules castigos mesmo maldosos - o Pete é uma doida.
Não, a sério, como é que um novo filho pode ser uma aposta a repetir? "Á e tal, experimentei durante uns dias e gostei muito". Um filho não é tipo carro que se conduz uns dias e gosta-se. O filho conduz-se uns minutos e o cabrão vai-se abaixo! Quer dizer, não há condições...
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
Politiquices
As imagens exibiam um senador a falar (atenção vem aí uma brutal surpresa) no Senado (háhá aposto que não estavam nada à espera disto) a propósito de um julgamento que ia acontecer em Nova Iorque. Pendiam sobre o réu acusações de terrorismo, penso eu. O dito senador fazia um discurso a roçar o apocalíptico sobre as maldades que os terroristas fariam em Nova Iorque por causa do julgamento ser público e de se saber onde iria decorrer.
A ironia foi que ao longo do processo ia dando algumas ideias interessantes aos terroristas, tais como ameaçar ou raptar familiares de pessoas envolvidas no julgamento, tais como o carcereiro, o juíz, os polícias, o escrivão, etc.. A sério, só faltou o homem acrescentar quais os pontos que não eram cobertos pelas câmaras de vigilância e quais as horas de render da guarda. Deve ser porque ele não é o senador de Nova Iorque. Ele deve pensar que os terroristas não veêm televisão. Algo como, "Ah e tal, lá nas cavernas do Afeganistão onde estes gajos estão escondidos eles não devem ter TV Cabo, porque se tivessem já tinham rebentado à bomba com o centro de apoio ao cliente". Ou então deve pensar que eles não têem pachorra para ver o canal que transmite o Senado. Isso até poderia ser verdade se fosse o nosso canal parlamento. Esse sim é secante. O deles até se assemelha a um canal de comédia.
Contudo a razão porque a intervenção deste senhor foi digna de posta não foi esta, porque senadores a largar baboseiras é, infelizmente, o pão nosso de cada dia. A parte digna de aqui figurar (e isso é quase quase quase tão honroso como receber um prémio Darwin) foi que a páginas tantas o senhor diz "peço agora a atenção da audiência para o seguinte" num tom de professora primária que ralha com os seus alunos por estarem distraídos. O que já é muito deprimente. Quando se é político não se faz nenhum, mas convém disfarçar. Não se deve estar de tal forma distraído que o nosso colega de profissão nos chame a atenção com algo do género "opá eu sei que se pode não fazer nada aqui mas vê lá que até eu acho que estás a abusar e eu também sou político". Mas o pior é que a seguir a câmara faz zoom out e apercebemo-nos que na sala SÓ ESTÁ MAIS UM SENADOR. Ou seja, o único gajo que achou que valia a pena estar lá durante o discurso fartou-se. Uau isto é ser-se oficialmente chato. Ou ter o intestino grosso ligado ao cérebro. Ou ambos.
A única parte que me consegue deixar um pouco satisfeito é que de facto existe um sítio com uma maior taxa de absentismo que a da Assembleia da República. Ok não muito, só um bocadinho. Um conselho que deixo aos senadores norte-americanos é aprenderem com os nossos deputados. Façam discursos em que dizem, e passo a citar de um discurso de um deputado português, "você é um grande palhaço, e é o filho de mil pais, todos cabr**s cornudos como você". (Acho que o que está a seguir ao palhaço pode não ter acontecido, mas encaixa bem). Se não tiverem mais gente a assistir ao menos chamam a atenção do único gajo que vos está a ouvir...
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Classificados
Agora passo a citar um exemplo destes brilhantes classficados - "Beija-me toda, loira, sexy, meiga, peluda, orgasmo mútuo.". Para o eventual leitor interessado em alugar o amor de uma destas senhoras, de certeza que a vontade acabou quando viu a parte do peluda. Quer dizer, até estava a ir bem, e depois mete peluda?! Está bem, está a ser honesta, mas peluda???!!!! Que raio??? Este tipo de senhoras que alugam o seu amor não deveriam ser tipo, sei lá, boazonas e interessantes? Peluda? A sério? Bem, também há muito gajo estranho a andar por aí...
O que me deixa algo assustado é que apesar de bizarro, este anúncio incluíndo a parte do (até tenho medo de dizer...) peluda é apenas a ponta do iceberg. Alugar o amor da fêmea do yeti não é nada comparado com alugar o amor de velhas anãs com mais experiência em cima que quilómetros no vaivém espacial que fez mais viagens. E alugar o amor de velhas anãs com mais experiência em cima que quilómetros no vaivém espacial que fez mais viagens não é nada comparando com certas coisas que envolvem vegetais, barrotes de madeira e um tapete (sim, é um acto sexual - não, não sei como se faz e se algum dia souber acho que me atiro de uma ponte ou para baixo de um comboio). E isto não é nada comparado com...
segunda-feira, 7 de dezembro de 2009
Dois simples pães
Ali estava claramente um homem numa demanda épica. Todos sabem que muitos velhos só se levantam a tempo de ver a Praça da Alegria (e programas similares), que só começa lá para as 10 da manhã. Mas mesmo que este senhor fosse daqueles que se levanta "com as galinhas" isso não implicava que saisse de casa àquela hora, pegasse na sua bicicleta, se deslocasse a uma padaria (que por definição não estava a uma distância exequível de ser feita a pé) só por estar sem mais nada para fazer ou gostar muito de pão acabadinho de sair do forno.
Não, este senhor estava decerto envolvido em algo muito mais épico. Decerto que este senhor tinha de ter os 2 primeiros pães do dia feitos num forno a lenha, alimentado por lenha de carvalho-francês, feitos com uma mistura de 60% de farinha de trigo, 30% de farinha de centeio e 10% de farinha de milho, 2,3754875 g de sal por quilo de massa e um rácio de 2,25 quilos de farinha por litro de água. Além de que seriam cobertos com sementes de sésamo colhidas por virgens de 14 anos ao sol do meio-dia num dia de S. João que calhasse a um domingo. (Sim eu sei que isto não parece uma receita de uma baguete).
Este pão especial seria utilizado pelo idoso e extremoso senhor não apenas para a mera satisfação de um desejo tão básico como a fome. Não, ele utilizaria este maná dos céus para salvar a vida da sua netinha de 5 anos que foi amaldiçoada por 35278 bruxas (o número oficial de bruxas existente em todas as histórias infantis e registadas no cadastro do sindicato) que tinham tomado conta à socapa do livro mágico da moça. O livro mágico que ela iria utilizar para trazer a esta dimensão a divindade dos unicórnios, das fadas, dos arco-íris, dos cachorrinhos e de tudo quanto é fofinho e /ou cor-de-rosa (excepto a hello kitty, todos sabem que ela é demoníaca).
E por isto ele tinha de lhe fornecer este pão antes da alvorada. E ele não deixaria que a distância, os tubos de escape, os condutores enfurecidos, as buzinadelas, a falta de luz, o frio, a chuva, a neve, o granizo, o calor de 45ºC à sombra (OK até estava bom tempo nesse dia), os obstáculos, os passeios em paralelo, os carros estacionados em 2ª e 3ª fila, as manadas de bisontes em fúria, os tigres, os atuns, o sono, a fadiga, a fome, a sede, os ninjas, as balas de canhão, a hello kitty (ela é demoníaca, lembram-se?), meia banana, os dinossauros, os canibais, os vampiros, os lobisomens, os zombies, os yetis e os meteoritos em chamas a cair do céu o impedissem. Seria mais eficaz que os correios norte-americanos num mundo pós-apocalíptico. Por causa da netinha.
Não sei como é que esta demanda acabou. Entretanto cheguei à faculdade e fui obrigado a voltar à realidade... Ou voltar a um sonho mau em que me tinha de levantar às 6 da manhã, já não sei bem...
quinta-feira, 3 de dezembro de 2009
Arqueologia
Vai haver uma expedição arqueologica à antárctida. Vocês dizem "à procura de valiosos artefactos esquimós", eu digo que não, vocês dizem "à procura de ossadas humanas", eu digo bem apostado, mas não, vocês já em desespero dizem "à procura de ossadas do yeti", e aí um arqueólogo diz-vos que são umas gandas bestas, e enquanto o arqueólogo está a ser espezinhado por um boi-almiscarado em fúria (trago sempre um no bolso, dão jeito), eu digo-vos que a expedição é em busca de um navio que levava a bordo duas garrafas de whisky vintage de 1909. E aí vocês ficam "epá, que bela pinga, não importava nada de ir nessa expedição. O whisky nem precisa de gelo, já está bem fresquinho".
Já estou a ver os gajos que decidiram fazer esta expedição a conversarem sobre o que haviam de fazer a seguir. Vamos para o Egipto onde há sol? Vamos procurar coisas na Europa, que há a coisas históricas a pontapés? Vamos para a América Central onde houve uma carrada de civilizações misteriosas? Vamos para a zona do mé dio oriente, onde existiram imensos povos? Não, vamos para o gelo, onde há PINGA DA BOA!!! Temos de passar um tempo provavelmente grande e incerto em terras geladas com pouco conforto? Vamos estar longe de tudo, incluíndo uma casa de banho quentinha? Vamos ter de ter cuidado quando mijamos porque o mijo congela? Não interessa, pinga de 1909!!! Quando a alcançarmos já podemos aquecer-nos com ela, para depois morrermos no meio do gelo porque estávamos tão bebâdos que não encontrámos o caminho de volta...
