segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Islândia, esse curioso país

Tenho uma colega que fez uma viagem à Islândia aqui há umas semanas (sim eu também tenho inveja). Uma das coisas que ela me contou e que me deixou a matutar (e como os leitores deste blog já perceberam, quando eu matuto não sai coisa muito boa) é que existem estradas que não passam por certos sítios e fazem desvios porque eles acreditam que lá habitam elfos. Mais ainda, pasme-se, um estudo mostrou que 20% da população islandesa (e a população islandesa não tem 20% de crianças) acredita na existência de seres como trolls e elfos (quando digo elfos refiro-me aos diabretes da mitologia germânica e nórdica e não os belos-quase-imortais-que-veêm-longe-como-tudo-e-que-disparam-40-flechas-por-minuto-enquanto-fazem-surf-por-uma-muralha-abaixo do Tolkien).
Povo curioso este. Têem um nível de literacia de quase 101%, uma educação enorme, indicadores de qualidade de vida do melhor que se pode pedir (se exceptuarmos a parte do sol e de quase terem ido à falência) e no entanto acreditam em seres mitológicos ao ponto de não se fazerem lá estradas para não lhes destruirem as casas (e ninguém quer ver um elfo em fúria, podem depois processar-nos por destruição de propriedade privada). Imaginem se isso fosse cá. Não se fazia uma estrada porque moravam lá as moiras encantadas. Depois lá encontrávamos mais uma razão para gozar conosco mesmos. E depois ainda dizem que certos povos são atrasados porque têem xamãs e rezam aos espíritos e coisas dessas.
Tenho pena de não ter lá estado nessa altura. Pode ser que ainda lá vá. Só para tentar ter a seguinte conversa:
- Então vocês acreditam em elfos e trolls?
- Sim, mas não convém falar muito neles, para não os atraírmos...
- Então mas e vocês acreditam em vampiros e lobisomens e assim?
- Não! Toda a gente sabe que os vampiros e os lobisomens não existem!! Isso é estúpido!
- Pois... Se calhar...

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