Num destes dias encontrava-me no comboio, quando ouço esta brilhante frase, proferida num muito acentuado sotaque brasileiro (chamo a atenção do leitor para que também leia esta frase com sotaque brasileiro) "Ais droga qui distrói mais o ser humano, é a fofoca".
De facto é verdade. Quantos de nós já não vimos velhinhas completamente agarradas, quase a tremer de falta de fofocas, à espera que o "dealer" (também conhecido por Correio da Manhá, 24 Horas, Tal e Qual, as revistas cor-de-rosa, e tantos outros nomes...) entregue a sua generosa dose diária. Tem a vantagem de durar cerca de um dia se bem doseada com outras amigas fofoqueiras e só custa uns euritos, mas tem a enorme desvantagem de que não há centros de reabilitação.
Isto dá um novo sentido às zangas entre velhos. As velhas já não se zangam por causa de um bom dia que não foi dito à vinte anos atrás, agora também andam às turras porque "aquela pêga conseguiu a última TV 7 Dias". Fora as loucas correrias a 20m por minuto a ver quem é que chega à banca primeiro. E não se esqueçam que os velhos só não se comem uns aos outros porque muitos estam sem dentes e a carne rija é de má digestão.
Contudo, também vejo porque é que há velhos e velhas que aguentam até aos cento e tal anos rijos que nem uns pêros. As fofocas destroem os seres humanos, por isso, na verdade, ao fim de muitos e muitos anos de fofocas, as pessoas começam, lentamente, a transformarem-se em ZOMBIES!!!
Ah pois é! Também dá um novo sentido àquilo de os velhos só não se comerem uns aos outros porque porque... Qual é o zombie que não gosta de um bom naco de carne humana? E também explica porque é que as velhas estão sempre a olhar para os jovens bonitos e os velhos para as jovens boazonas. Não se trata de qualquer outro tipo de desejo se não FOME!!! Carne fresquinha, suculenta e imensa!!! Só que artrite não permite dar umas boas dentadas...
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