Eis que me encontro privado de disparates para postar (perceberam, postar? hah!) - ou sou provavelmente eu que já não os reconheço. Mas, a jeito de compensação inadequada, decidi escrever *algo*. Acerca de Boa Música.
Sabem, há uma grande diferença entre a mera "boa" música e a Boa Música (notem a capitalização e ofendam-se à vontade por eu achar que tenho de chamar a atenção...). Ao contrário do que muita gente julga, a Boa Música não é necessariamente obscura - mas por alguma razão isso ajuda. A verdade é que muita da música a que os hipsters (se há alguma palavra portuguesa para aquele pessoal que SÓ ouve aquela banda bué da fixe de Helsínquia que mais ninguém conhece, não sei qual é) se referem desdenhosamente como "mainstream", comercial, etc, é, de facto, no máximo "boa" música. Claro que há muitas excepções, músicas que atingiram os tops, foram passadas em todo o lado ad nauseam e se tornaram imortais - Boas Músicas - mas meus amigos, por muito que goste de ancas de cantoras hispânicas, nunca me convencerão que a obra-prima de Shakira sobre a veracidade dessa parte do corpo será lembrada como mais de "boa" música. Já agora, também não concordo que a Boa Música tenha de ser velha vintage - mas é verdade que há muito boas músicas que foram practicamente esquecidas (pelo povão, digamos) e não falo apenas do Cânone de Pachelbel. Experimentem ouvir "London Calling" dos Clash (o youtube é vosso amigo) e digam-me se não é bom. Aliás, Bom. E já que estou nessa veia, passem para um bocadinho de Marquee Moon. E que tal algo mais moderno, como White Stripes ? Claro que às vezes é uma questão de opinião: duvido que os Modest Mouse ou Coheed & Cambria alguma vez gerem grande consenso, mas aí, meus amigos, lembrem-se desta regra: se não gostam da mesma música/arte/comida/marca de pasta de dentes que eu, o problema é claramente vosso - e lembrem-se do velho provérbio: gostos não se discutem, desde que sejam os meus.
Sem comentários:
Enviar um comentário