quarta-feira, 9 de junho de 2010

Postas de cabine telefónica

Numa cabine telefónica perto da estação de comboios de entrecampos pode ler-se (aproximadamente) "o futuro de Portugal está em encontrar uma especiaria nova em casa". Não sei quanto a vocês, mas a minha casa não é um armazém de especiarias nem de super-mercado para que de repente vá encontrar do nada uma especiaria nova enquanto procuro meias lavadas ou até uma lata de atum. A minha casa é armazém de várias coisas, mas não me parece que comida temperada com livros ou cotão seja particularmente apetitosa. Contudo, se os chineses comem um pouco de tudo, e há um que até come lâmpadas, sabe-se lá se não achariam uma iguaria cozido à portuguesa coberto de cotão, ou para ser um pouco mais aos gostos regionais, chao min de galinha com pó.
Contudo, se referirmos "em casa" a ser dentro do país, encontrarmos uma especiaria nova seria algo inovador. Poderia ser a catapulta para o mundo perceber que a nossa comidinha é a melhor. Começariamos a fazer dinheiro à parva vendendo comida para fora, e depois acabariamos por correr com os espanhóis da peninsula ibérica, e de seguida separando-a da França, colocando a peninsula ibérica à deriva e completamente sob o nosso controlo. Navegaríamos pelo mundo a vender comida pelos continentes, a servir de posto de abastecimento de barcos (toda a gente sabe que o pessoal dos petroleiros é bom garfo). Apenas entraria quem nós quisessemos, sobretudo chefes gourmet e gajas boas (claaaaaaaaaro). Tudo o que não fizesse falta andaria na prancha quando estivessemos a passar em zonas de tubarões e daqules bichinhos giros que comem de tudo (até ladrões rançosos). O pessoal só tinha de se habituar a que quando estivessemos a navegar abaixo do equador a àgua escoasse ao contrário... E depois até poderiamos anexar outras ilhótas a nosso gosto. Por exemplo a Ilha da Páscoa para usarmos as estátuas como cabeçudos, a Islândia para termos vulcões a servir de cortina de fumo para quem nos quisesse perseguir ou até conquistar, e até talvez a Austrália (não, não estou a ser megalómano) (têm canguros e coalas... E cerveja...).
Agora reparem como consegui pegar numa frase parva e desenvolver para algo que não tem nada a ver. Acho que a verdadeira arte de quem escreve no posta por dia é a capacidade de pegar naqueles passatempos de ligar os pontos para se obter uma imagem e ligá-los para (em vez de um patinho rechonchudo e fofinho) algo mutante, horrível, feio, comilão, algo saído das histórias de chtulu (Yah yah ph'nglui mglw'nafh Cthulhu R'lyeh wgah'nagl fhtagn!) mas modificado pela Hello Kitty (ela é demoníaca) para parecer à primeira vista agradável, mas conforme se aproxima e se lida com o ser percebe-se que se não nos levar à locura, será ainda pior...

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