terça-feira, 1 de junho de 2010

Notícias à meia-noite

Ontem assisti a durante um bocado às notícias da meia-noite (o nome do programa poderia não ser exactamente este). E vi duas coisas que partilharei convosco. A primeira que partilho (porque não foi a primeira que vi) foi a brilhante pergunta que um jornalista dirigiu a uns jovens que tinham ido assistir a um concerto de BB King. O concerto decorreu em Sabrosa (sim pasme-se, BB King a actuar nesse tão conhecido sítio como é Sabrosa). Os jovens tinham informado o jornalista que se tinham deslocado de Coimbra para ver o vulto dos blues. Ao que o jornalista/entrevistador/periodista/atum (riscar o que pareça estimular o vosso intelecto) decidiu colaborar connosco e perguntou: "De propósito?". Deixa cá ver, jovens fãs de BB King num concerto de BB King, quais são as probabilidades de isso acontecer?! Hum... Já estou a imaginar a resposta dos jovens: "Não, nós até queríamos ir para o Porto mas parámos para comer uma bucha em Aveiro enquanto pensávamos que já não é mês da ménage no El Corte Inglés e depois quando voltámos ao carro já íamos um pouco enfrascados e enganámo-nos no caminho. A nossa sorte foi que viémos aqui parar. Senão, quem sabe, talvez tivéssemos ido parar aos Pirinéus ou à Papua-Nova Guiné ou a uma dimensão com geometria não-euclideana ou assim..."
A outra coisa foi uma reportagem sobre mais um esforço para inscrever o nome da nossa pátria no livro dos records do Guiness (já agora, quem é o Guiness e porque é que ele tem um livro de records? E porque é que toda a gente quer aparecer no livro de records dele e não do de outra pessoa? E, se é que não há outro livro de records, porque ainda dizemos o livro de records do Guiness? Isto bem espremido dá uma posta). Nomeadamente na categoria de maior consumo de um produto vindo do mar. Mais especificamente (e à boa maneira tuga) fez-se a maior sardinhada do mundo (incluída na celebração de um clube de Setúbal que curiosamente não tem Setúbal no nome). Nomeadamente consumir 6 toneladas de sardinha (que eram à borla, claro) em 8 horas. Tem a palavra um dos membros da organização. "Nós estivemos a fazer umas contas e achámos que o melhor era sermos cautelosos e assim decidimos que o evento teria 8 horas para termos a certeza que se consumiam todas as sardinhas". Aquilo que ele provavelmente não contava era que aparecessem numa hora e meia mais de 1300 pessoas no recinto do evento e que, nessa altura, já tivessem sido consumidas 3 toneladas e meia de sardinha (o que dá uma média superior a 2,5 kilos de sardinha por pessoa e quase 40 kilos por minuto!!!). E devo ainda acrescentar o momento em que uma pacata idosa dizia para o jornalista/entrevistador/periodista/atum (riscar o que pareça estimular o vosso intelecto) que com calma tudo se fazia e que era pena que algumas pessoas se pusessem à frente na fila enquanto as outras permaneciam atrás; e ela dizia tudo isto com um tom calmíssimo enquanto um idoso estava constantemente a puxar-lhe pelo braço e a dizer "Vamos embora!". A páginas tantas, o idoso diz:" Vamos que já aqui estamos à mais de duas horas e ainda estamos aqui. Vamos embora! " e arranca com a idosa a toda a brida. Pergunto-me que outros caricatos momentos não terão sido exibidos na reportagem...

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