sábado, 6 de março de 2010

Precisamente O nada

Sem nenhum assunto merecedor de destaque e que possa ter alguma, mesmo que ténua relevância para as vidas dos IMENSOS leitores deste blogue, proponho-me hoje a divagar aqui um pouco sobre O nada.

Não falo de nada, mas mais precisamente sobre o nada que todos conhecemos, mas que muitas vezes confundimos com outras coisas que nãopodem de forma alguma ser apelidadas de nada. O nada de que falo aqui não é o contrário de tudo, mas sim, a negação de tudo, atentar na diferença colossal+ que existe entre entre as duas definições. A primeira definição remete-nos para uma oposição a uma entidade, a algo, alguém, uma realidade, etc., enquanto que a segunda definição nega à partida a existência da entidade, de algo, alguém, etc.

Ainda não perceberam? Muito simples vamos traduzir para uma situação real: dois búfalos com o esmo tamanho, peso, envergadura, testosterona e teimosia enfrentam-se. O búfalo 1 diz “Eu sou o maior” ao que o segundo búfalo responde “Não, não és!”. Este diálogo corresponde à primeira definição, ao passo que um diálogo correspondente à segunda definição seria: “Eu sou o maior”, diria o búfalo 1, no entanto, desta vez o búfalo 2 responderia “O maior sou eu”.

Se se pretender aprofundar, o nada pode ser definido em última análise como a derradeira nulidade, que em si mesma é apenas e exclusivamente

Este post já cumpriu a sua finalidade, a de haver post, espero, no entanto que tenha iniciado toda uma cadeia de pensamentos acerca de nada na vossa cabeça.

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