Imaginem que estão em casa de uns amigos num daqueles momentos de conversa amigável numa sala com confortáveis sofás , daqueles em que em adorariam estar sentados se tivessem decidido sentar-se quando ainda havia espaço, ou não tivessem cedido o lugar à pessoam que acham gira.
Então decidem encostar-se à parede mais a jeito, para servir de apoio, e com o decorrer da conversa acabam por ter um copo de bebida numa mão, e um gesticular intenso na outra, enquanto tentam fazer passar as vossas ideias através de uma linguagem gestual auxiliar que acham que toda a gente entende. Nessa altura surge a comichão, intensa, duradora e irresistível, e vocês sem uma carteira no bolso de trás para tirarem e usarem como desculpa para coçarem. É então que tentando evitar a má educação, achamos que um leve movimento horizontal de fricção do rabo na parede pode terminá-la... enquanto que o único efeito que o "não tão imperceptível quanto isso" movimento tem, é pôr pessoas a olharem para vocês, com ar de discrença... Ao que podem perguntar:
"O que raio estás a fazer à nossa parede?..."
E numa tentativa de humor que na vossa cabeça soa bastante bem, respondem:
"Algo que de certeza ela se vai lembrar amanhã!"
E subitamente nunca mais são convidados para aquele tipo de encontros... rude da parte deles.
"Querida, achas que devíamos pintar aquela parte da parede?"
Pessoas rudes
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