segunda-feira, 22 de março de 2010

Conversas de barbeiro

Dirigi-me hoje de manhã para subtrair meio quilo de capilaridade do topo do meu crânio ao meu barbeiro. Ou cabeleireiro de homens se preferirem. E houve motivo para posta.
Já não me refiro ao facto de ser um barbeiro onde vão homens para ler a bola e o record. Ou estar unica e exclusivamente na palheta com os barbeiros. E debaterem assuntos importantes como quem vai ser o novo chefe dos bombeiros voluntários (OK, não ouvi esta hoje) ou sobre como o presunto de Chaves não tem a qualidade que toda a gente diz que tem. Hoje o tema da conversa era futebol, mais nomeadamente sobre grandes jogadores.
Foi nesse contexto que ouvi a seguinte frase: "O Simão Sabrosa é um gajo com H grande!".
Como é óbvio isto levantou na minha cabeça uma dúvida ortografico-filosófica: Teremos nós H grande mesmo quando se referem a nós com outra palavra que não homem? Já não digo numa situação como esta em claramente nos baralham ser-se homem com ser-se gajo ou senhor. Por exemplo será que podemos ser a nossa profissão com H grande. Assim tipo "Aquele gajo é um funcionário público com H grande" ou "Aquele gajo é um talhante com H grande" ou ainda "Aquele gajo é um larápio com H grande" ou até mesmo "Aquele gajo é um animal com H grande (um hipopótamo talvez)"?
Outra questão é: se H grande é o nosso patamar máximo, o que está abaixo de H grande? Será h pequeno? Será A grande (de adolescente)? Será R (de rapaz) grande?
E para as senhoras como será a graduação? Porque, assumindo que começa no M grande, será que também desce para A grande (lançando a dúvida sobre se um A grande é masculino ou feminino)? Vai para m pequeno? Será que m pequeno não será sinónimo de miúda? E aonde é que miúda se encaixa na escala feminina?
E em relação às letras ostracizadas? O que é que é necessário para se ser um X grande, um Z grande ou um Q grande? Ou até um ? grande, um # grande ou um @ grande?
E como se traduz isto para outras línguas? Sim porque os certificados de qualidade tem de ser internacionais hoje em dia. Deveríamos se calhar adoptar um esquema internacional de classificação de pessoas em termos de letras.
E o pior é que não posso ter este tipo de conversas com os cabeleireiros... Daí o apreço que tenho por vós, leitores deste blog, que até acham que ponho posts com CTRL-ALT-DEL grande...

domingo, 21 de março de 2010

Alívio para além de divino.

As igrejas têm casa de banho?
Eu confesso que não sou um dos melhores membros do rebanho divino, e foi uma coisa que sempre me perguntei.
Partindo do princípio que os padres e os restantes auxiliares de fé têm necessidades fisiológicas, deverão existir instalações nas casas de Deus, sem contar é claro com aqueles lavatórios em pedra que existem à entrada. Ou será que os padres têm de ir ao café ao lado consumir um pão de deus e um garoto e pedir para usar a casa de banho?
Será que por causa do seu estatuto religioso as igrejas não necessitam de ter casa de banho com acesso público, e se encontram apenas reservadas para a ocasional dor de barriga que o padre tem após provar a feijoada que uns fiéis trouxeram especialmente para ele, mas apanhou demasiado calor no caminho?
E já agora quando é que a ASAE vai fazer análise às pias baptismais? Porque, quer dizer , todos sabemos que há algo naquelas pias e não é só o poder divino...

"Que tipo de feijão é este? Tem um sabor diferente..."
Padre

quinta-feira, 18 de março de 2010

O leve movimento Horizontal.

Como muitos de vós devem saber, aparentemente, é má educação coçar o rabo à frente de outras pessoas. Agora que já têm isto em mente permitam-me partilhar convosco uma situação.
Imaginem que estão em casa de uns amigos num daqueles momentos de conversa amigável numa sala com confortáveis sofás , daqueles em que em adorariam estar sentados se tivessem decidido sentar-se quando ainda havia espaço, ou não tivessem cedido o lugar à pessoam que acham gira.
Então decidem encostar-se à parede mais a jeito, para servir de apoio, e com o decorrer da conversa acabam por ter um copo de bebida numa mão, e um gesticular intenso na outra, enquanto tentam fazer passar as vossas ideias através de uma linguagem gestual auxiliar que acham que toda a gente entende. Nessa altura surge a comichão, intensa, duradora e irresistível, e vocês sem uma carteira no bolso de trás para tirarem e usarem como desculpa para coçarem. É então que tentando evitar a má educação, achamos que um leve movimento horizontal de fricção do rabo na parede pode terminá-la... enquanto que o único efeito que o "não tão imperceptível quanto isso" movimento tem, é pôr pessoas a olharem para vocês, com ar de discrença... Ao que podem perguntar:
"O que raio estás a fazer à nossa parede?..."
E numa tentativa de humor que na vossa cabeça soa bastante bem, respondem:
"Algo que de certeza ela se vai lembrar amanhã!"

E subitamente nunca mais são convidados para aquele tipo de encontros... rude da parte deles.


"Querida, achas que devíamos pintar aquela parte da parede?"
Pessoas rudes

quarta-feira, 17 de março de 2010

Conversas de comboio

Partilho muitas vezes a viagem de comboio para casa com o nosso (muito ir)regular colaborador tamboril de listas fuchsia. Já partilhei com ele a opinião de que ele teria muitos temas de posta apenas gravando as nossas conversas no comboio. Decidi que iria demonstrar esse ponto reproduzindo a conversa que tive com ele ontem no caminho para casa. Vou assim pegar no metafórico peixe da nossa conversa; retirar-lhe as espinhas, a cabeça e as entranhas; e apresentar-vos apenas as postas mais suculentas. material deste nunca encontrarão em nenhuma embalagem da Pescanova.
"Eu acredito que existam wererats (homens que se transformam em ratazanas na lua cheia) em Mafra"
"Se é para ser comido vivo ao menos que seja por um bicho grande porque ao menos morre-se em menos trincas"
"- Estás a ver as formigas-legionário, aquelas que só migram de 2 em 2 anos, mas que quando migram abrem clareiras? Há até relatos de vacas que estavam presas que foram comidas pelas formigas!
- Eu acho mais normal que elas comam as vacas que as árvores.
- Não!
- O que é que tu achas que é mais indigesto, a vaca ou a árvore?
- Mas as vacas mexem-se!
- Tu acabaste de dizer que elas estavam presas!
- Mas elas pisam e sacodem-se e fazem múúú.
- Pois sim, já estou a imaginar as formigas: "Epá esta carne é muita saborosa", "Múúú", "Epá se faz múúú já não a vou comer"
- "Como é que adivinhaste a minha única fraqueza?!! Damn you!!!" E depois as formigas pegavam fogo...
-O que era capaz de ser ainda pior para a vaca...
- Sim isso suckava bué. Mas a vaca era capaz de apagar o fogo com o próprio leite!
- Sim porque as vacas são conhecidas pela sua capacidade de se auto-mugir!!
- Sim com os joelhos...
- Para além do problema adicional de terem as tetas todas viradas para baixo. Graças a isso elas eram capazes de esguichar leite para o chão... E para o chão... E para o chão... E para o chão..."
"Eu tenho uma tartaruga demoníaca porque ela, em vez de se encolher quando lhe tocam, ela vira a caveça e faz (barulho cuja onomatopeia ainda há de ser inventada). Quando se der o holocausto nuclear ela vai ficar cá a dar luta às baratas. E hei-de a usar para lutar contra os aliens quando eles chegarem à Terra"
"Ser biólogo é uma das profissões que mais ódio gera. Nos filmes são sempre os biólogos que lixam as coisas e criam as pragas e os vírus e as mutações. E como é que surgem sempre os zombies? Pois estás a ver..."
"(Após as luzes todas do comboio se terem apagado devido a um problema de electricidade) Se nos quiséssemos tornar extremamente impopulares neste comboio, esta era a altura para fazermos uma gargalhada maléfica.
- Já vi filmes de terror a começar assim..."
"Uma barata gigante perdia tanta energia eléctrica a tentar conduzir os impulsos nervosos que daria choques. e eu não quereria isso.
- Além de que teria de comer sal às pazadas. Mas a parte das baratas gigantes já me chega!"
"Eu gosto do sabor do sangue e, no entanto, sou incapaz de comer carne mal passada."
Sim, nós às 8 e tal da noite temos os neurónios muuuuito queimados...

terça-feira, 9 de março de 2010

Combate épico

Estava eu no outro dia dirigindo-me para a estação de comboio quando me deparei com um anúncio duma seita pseudo-cristã (não sei precisar qual pois faço um esforço voluntário e consciente para as evitar e esquecer) que anunciava a vinda de um padre muito famoso e alardeava que esta era uma oportunidade que nós, comuns mortais que não temos a sorte de ser padres dessa iluminada seita, não deveríamos perder por nenhuma razão abaixo de uma bíblica chuva de canivetes.
O sono que permeava pela minha consciência é provavelmente o responsável por mais um momento daqueles em que a minha mente deu uma volta ao texto inesperada e curiosa (daquelas que os fãs deste blog tanto gostam). A minha mente imaginou que o texto estava a ser pronunciado em viva voz por um MC dum desporto de combate cuja voz, ao ser projectada por potentes altifalantes (ou alto-falantes como já me foi dito como também estando correcto) se fazia ecoar numa sala apinhada de gente.
Ainda tentei domar a minha mente. Ainda tentei fazer uma reflexão com um nível mais ou menos elevado questionando-me sobre o que faria com que a presença deste senhor entre os fiéis fosse um maná dos céus. A sério, o que é que um senhor destes poderá fazer para subir nos rankings duma destas organizações? Visto que a qualidade das divagações metafísicas que ela gera na mente dos fiéis que o escutam é uma coisa dificilmente mensurável (além de que, pelo que me dizem, não é a coisa mais frequentemente gerada nas congregações destas seitas), este senhor deve ter executado um maior número de qualquer coisa (exorcismos, enriquecimento de famílias, casais desavindos que juntou, maus-olhados que tratou, cegos que pôs a ver) (riscar o que não interessa) para ter um tratamento especial. Ou talvez, mas so talvez, tenha reunido mais dízimos que os seus companheiros de indrominanço, ups, fé, eu queria dizer fé.
Depois a minha vertente de parvoíce assumiu o controlo e pôs-me a pensar, inspirado pela voz do MC, num combate entre milagreiros. Era capaz de ser giro. Ora imaginem: "Apresentando no canto vermelho; ele é um milagreiro cinturão negro em magia branca, candomblé e leitura de búzios; com um registo de 43 casos de cancro curados, 364 fiéis convertidos e 54 bêbados que deixaram de o ser; vindo de São Paulo; Brasil; o vosso aplauso para JACIREU "O JACARÉÉÉ" ITAPINGANATUBA!!!!! E no canto azul, ele é o actual detentor do cinturão na categoria de cura de toxicodependentes sem uso de metadona; com um registo de 63 magias para tirar tusa, 256 para dar tusa e 2 casos de SIDA derrotada por KO técnico; vindo de Peidonga do bué, Namíbia; o vosso aplauso para KARAMBA MATUUMBO KAAAPAAADOOONGA!!!!"
Haverá alguns de entre vós que dirão que se calhar que um combate de artes marciais não se adequa a pessoas que "só querem ajudar os outros". Ok podemos fazer disto um desporto um pouco diferente. Tipo saltos para a água com várias rondas, nota artística e técnica, e milagres com crescente grau de dificuldade para ir animando as coisas.
Um dia destes hei-de desafiar Deua, Alá e Yaowé (se é qe se escreve assim) para além de Buda, os 1001 deuses hindus, Pelor, Thor, Zeus, Amón-Rá, Endovélicus, Júpiter, Quetzalcoatl, Enki, e todos os outros de que me estou a esquecer; para virem para a Terra e executarem um concurso de milagres para eu poder escolher em qual deles é que hei de depositar a minha fé. Tenho de ver é se apanho um dia em que eles possam todos. É que eles estão sempre a desculpar-se com o facto de terem muitos fiéis e tal. É que eles têm toda uma eternidade para o desafio mas eu não e, antes de ir ter com eles, queria escolher o vencedor de entre eles todos. Se é para ficar numa equipa, que seja a equipa vencedora...

sábado, 6 de março de 2010

Precisamente O nada

Sem nenhum assunto merecedor de destaque e que possa ter alguma, mesmo que ténua relevância para as vidas dos IMENSOS leitores deste blogue, proponho-me hoje a divagar aqui um pouco sobre O nada.

Não falo de nada, mas mais precisamente sobre o nada que todos conhecemos, mas que muitas vezes confundimos com outras coisas que nãopodem de forma alguma ser apelidadas de nada. O nada de que falo aqui não é o contrário de tudo, mas sim, a negação de tudo, atentar na diferença colossal+ que existe entre entre as duas definições. A primeira definição remete-nos para uma oposição a uma entidade, a algo, alguém, uma realidade, etc., enquanto que a segunda definição nega à partida a existência da entidade, de algo, alguém, etc.

Ainda não perceberam? Muito simples vamos traduzir para uma situação real: dois búfalos com o esmo tamanho, peso, envergadura, testosterona e teimosia enfrentam-se. O búfalo 1 diz “Eu sou o maior” ao que o segundo búfalo responde “Não, não és!”. Este diálogo corresponde à primeira definição, ao passo que um diálogo correspondente à segunda definição seria: “Eu sou o maior”, diria o búfalo 1, no entanto, desta vez o búfalo 2 responderia “O maior sou eu”.

Se se pretender aprofundar, o nada pode ser definido em última análise como a derradeira nulidade, que em si mesma é apenas e exclusivamente

Este post já cumpriu a sua finalidade, a de haver post, espero, no entanto que tenha iniciado toda uma cadeia de pensamentos acerca de nada na vossa cabeça.

quinta-feira, 4 de março de 2010

Olhem para a minha cauda!!! (e eu não fumo)

Ontem, em vez de me encontrar na faculdade a vegetar como de costume, encontrava-me em casa por volta do meio dia. Ora, como estava a passar tempo decido ligar a televisão. Ligo-a arbitrariamente na rtp1 e deparo-me com com um segemento da praça da alegria, em que se encontrava um senhor que concerteza se acha iluminado, pois mostrava uma placa com uns desenhos um bocado estranhos e estava a falar da psíque humana. Não apanhei a conversa do início, daí que não possa comentar o que foi proferido, mas estava a falar das diferenças entre cada um, como uns num desenho muito famoso veem uma senhora velha e outros uma nova (será que depende dos gostos sexuais? – Isto deixa-me preocupado, porque facilmente vejo ambas). Até aqui relativamente normal. O problema surge e em força quando ele passa para a próxima página do placar. Na página seguinte observa-se um desenho rudimentar de uma cadeia de ADN com umas setas a apontar para certos pontos com palavras associadas, uma linha que diz evolução, e uns outros rabiscos. Não me lembro de muitos pormenores, pois encontrava-me entorpecido pelo sono, apesar deste senhor me estar a chamar a atenção. De seguida ele põe-se a dizer que tal “gráfico” mostrava a evolução humana, e como nos encontravamos a perder qualidades. Sim, é verdade que, por exemplo, o tamanho de nosso cérerbro está a diminuir. Mas depois reparo com mais atenção no que está rabiscado. E vejo palavras como telepatia, membros extra, pêlo, regeneração, e outros. E este senhor “iluminado” diz que os seres humanos conforme evoluiram foram perdendo estas e outras qualidades, daquelas que há pouco enumerei.
Não sei que significado a palavra evolução tem para esta senhor, mas se os meus antepassados conseguissem regenerar membros cortados, e eu não, eu não diria que evoluí, teria regredido, porque apesar de que o meio onde vivemos seja menos propenso a que de repente olhemos para a esquerda e o nosso braço não esteja lá, isso ainda acontece, e a telepatia seria magnífica para copiar em testes, por isso nenhuma destas qualidades entraria em desuso. E que raio, eu quero ter quatro braços e duas caudas ou assim! Agora aquele senhor vem a público dizer que com o passar dos anos (ou milénios, não interessa) estamos a perder capacidades à super herói da Marvel (sim, incluíndo o pêlo). Eu diria que hoje ainda teríamos vestígios destes “extras”, mas tirando a parte de pêlo mais ou menos abundante, contínuo sem conseguir mandar um piropo telepaticamente e ainda não cresci nenhum par de asas.
Tenho pena de não me lembrar de mais qualidades que estamos a “perder”, mas fica registado que os apresentadores passaram o tempo todo a trocar olhares de quem diz “ganda pacóvio, controla-te para não te rires”.
Contudo, aparentemente este “iluminado” irá estar presente na próxima quarta para continuar a eleborar isto de que vos acabei de falar (pois ele foi interrompido por falta de tempo – ou não, hehe). Em príncipio na próxima quarta ao meio dia vou estar numa aula como devia ter estado ontem, mas peço que vejam por volta do meio dia a rtp1 para ver se este senhor volta a aparecer e comentem aqui o sucedido.
Bem hajam! (apesar de só poder acenar com as mãos e não com uma cauda

segunda-feira, 1 de março de 2010

Terramotos divinos

Eis mais uma demonstração de como a minha mente funciona de forma algo estranha. Soube ontem que houve um terramoto no Chile. Claro que os meus primeiros pensamentos foram sobre como era triste esta situação. E, pouco depois, fui assaltado por esta questão: Qual será a reacção da igreja Baptista?
Antes que pensem que endoideci definitivamente, passo a explicar o porquê desta questão me ter ocorrido. Como saberão houve há pouco tempo um terramoto no Haiti. Os EUA foram um dos primeiros países a prometer ajuda e solidariedade com o povo haitiano. Houve, contudo, um representante da Igreja Baptista que disse em público (juro que isto é verdade, eu nunca seria de inventar esta barbaridade) que o povo haitiano estava a ser castigado por Deus porque ele tinha feito um pacto com o Diabo para se verem livres dos franceses. Calma... Calma... OK escangalhem-se a rir. Sim eu espero............
Antes demais queria expressar uma dúvida: Como é que este senhor saberia dum suposto pacto com o Diabo por parte do povo haitiano? Com os haitianos? Duvido que se isso fosse verdade os haitianos andassem por aí a dizer: "O quê? Aqueles circulos de sangue e cinzas no chão? Ah! Isso são vestígios do pacto que fizemos com o Diabo. Sabe lá, os franceses eram mesmo chatos. É de facto preferível matar galinhas e cabras e oferece-las ao senhor das trevas do que ter de aturar os franceses. Além de que a alma não me faz falta e eu sempre gostei de climas quentes." Isso seria bom para atrair turistas. Falando com Deus? Isso também não faz sentido porque, se Deus é omnipotente e queria que nós soubéssemos que ele estava a castigar os haitianos, então ele utilizaria outro método para que soubésemos dessa sua intenção. Tal como enviar uma chuva de fogo enquanto se ouvia uma voz que dizia "Estão a ser castigados pelo pacto que fizeram com o Diabo na terça-feira dia 22 de Novembro do ano tal, conforme reconhecido pelo notário de Port-au-Prince e preenchido em triplicado...". Ou isso ou a Cavalgada das Valquírias. Ou ainda, o senhor sabe disto porque falou com o próprio Diabo. Interessante....
Por isso pergunto-me se este senhor irá largar mais alguma consideração destas devido ao terramoto no Chile. Será que eles precisavam de ajuda externa para se verem livres dos espanhóis? Ou será que as antigas civilizações eram tão pagãs que os chilenos precisavam de ser castigados muitos anos depois?
E as cheias na Madeira? Será que este senhor também vai descobrir algum pacto na Madeira? Será que o Alberto João é na verdade o Diabo (como alguns afirmam desde que ele passeou com pouca roupa num Carnaval madeirense aqui há uns anos) e nós não sabíamos? É que eu nunca questionarei a sabedoria de uma fé que, porque foi banida da Suécia, foi fazer manifestações de ódio e dizer que os suecos eram todos gays (OK se calhar a tradução correcta da palavra que eles usaram deveria começar por P) e que, como tal, vão todos parar ao Inferno; à porta não da embaixada sueca mas sim do IKEA (que é quase a mesma coisa, convenhamos).
Um último comentário. Se a teoria dos 6 graus for verdade (aquela que diz que todas as pessoas do planeta estão ligadas por 6 ou menos ligações), então quero ver se faço os possíveis para não usar as minhas 6 ou menos ligações para conhecer este iluminado senhor. Pode ser que ele descubra que há 900 e tal anos um tal de Afonso Henriques fez um pacto com o Diabo para expulsar os Árabes da Península e decida que devo ser castigado com um terramoto na tromba.