Nuno Markl disse aqui há uns tempos que o grupo Divinus (um grupo português de canto gregoriano) não deveria cantar a Paixão de Rui Veloso porque: “monges não ouvem aquela música maluca sempre a subir”. Inspirado por este pensamento pus-me a pensar qual a música que conhecia menos adaptada para ser cantada por monges.
Após aturada reflexão (+- 15 segundos) cheguei à conclusão que ela deveria ser “Morte aos ciquelistas” dos Comme restus. E pensei sobre como deve ser aterrorizador ser-se ciclista e deparar-se com um grupo de monges a cantar esta música. Ora imaginem:
É meia-noite de uma noite de lua cheia. Vão a pedalar para casa no meio de uma floresta (vocês moram convinientemente numa cabana na floresta) quando se apercebem que numa clareira está um conjunto de vultos cujas vestes lhes ocultam totalmente as feições. Conforme vocês se aproximam este conjunto de seres começa a entoar “Mooorteee aaaoos ciiiiqueeeliistaaas, mooortee aaaoos maaaluuuquinhooos queee andaaam deeee bicicleeetaaa”. Se conseguirem sobreviver ao ataque cardíaco vocês irão bater o recorde da distância até vossa casa.
Já agora porque não utilizar este método para treinarmos sprinters? De certeza que se se lembrassem do pânico induzido por este momento na altura do sprint ganhavam ao Cavendish. Assim até passaríamos a ter um vencedor da camisola verde da Volta à França. É só uma ideia...
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
domingo, 30 de agosto de 2009
Posta bónus: jornalismo sobre ciência
Espero não ser chacinado pelos colegas postistas, mas tinha de mencionar isto. Parece exagerado, mas a verdade é que há muitos poucos cientistas que não fiquem irritados quando algum augusto representante da imprensa decide afirmar que "os cientistas" reinterpretam os factos para vender jornais - é que somos nós que depois temos de ouvir os comentários imbecis: "vocês cientistas nem conseguem decidir se os ovos são saudáveis ou não!" (a sério, Yokozuna? é isso que justifica comeres 10 por dia?).
Extra, extra! Os cientistas descobriram que acreditar em tudo o que se lê encolhe o cérebro. Acreditem...
Extra, extra! Os cientistas descobriram que acreditar em tudo o que se lê encolhe o cérebro. Acreditem...
quinta-feira, 27 de agosto de 2009
Regra 34 da internet - O drama, o horror
Muitos conhecem a regra 34 da internet. Se existe, há pornografia com isso. Por um lado é positivo. Há muitas coisas que se encaixam perfeitamente. Mas há outras que não. Vou enumerar algumas que ninguém quer ver em pornografia (a não ser que sejam estranhamente pervertidos ou simplesmente deseperados. Em ambos os casos, tenho pena de vocês).
-Michael Jackson (vivo, não mesmo; morto, ainda menos)
-George W. Bush (esse não tem inteligência suficiente para o fazer sem ajuda)
-Tino de Rans (esse estaria demasiado ocupado em fazer de bronco do que na gaja)
-Tias do Jetset (nem quero imaginar como seriam os gritos, já estou arrepiado só de escrever isto)
-José Castelo Branco (aquilo – sim, não é ele nem ela, aquilo – teria uma categoria só para si, e tenho a certeza que seria pior que um filme de terror numa casa a cair de podre decorada com motivos góticos às 4 da manhã numa noite de trovoada)
-Zombies (não sei como funciona, mas de certeza que alguém já teve essa ideia e o filme das zombie strippers não conta)
-Homens das cavernas (esta ideia é simplesmente estúpida) (muitos gente actualmente faria ainda pior)
-O emplastro (no comment)
-Orcs ou trolls ou coisas dessas (encontro-me a a cabecear violentamente a parede para retirar esta imagem)
-Manuela Moura Guedes ou a Júlia Pinheiro (o barulho seria ensurdecedor, poria cães a uivar na vizinhança, para além de provocar actos de violência contra o objecto que estivesse a difundir tais blasfemas imagens)
-Qualquer coisa envolvendo a resposta para tudo no universo (seria tão complexo que não íamos perceber nada)
-Wally (teriamos de o procurar para podermos ver alguma acção)
Não vou escrever mais. O meu estômago não está a aguentar tal tratamento – isto é violento.
Não tenho a certeza de que algumas destas ideias possam sair da minha cabeça nos próximos tempos. Já bastou uma reportagem sobre senior sex. Nunca mais vou conseguir ver um sofá plastificado da mesma maneira.
E agora com licença, vou vomitar.
-Michael Jackson (vivo, não mesmo; morto, ainda menos)
-George W. Bush (esse não tem inteligência suficiente para o fazer sem ajuda)
-Tino de Rans (esse estaria demasiado ocupado em fazer de bronco do que na gaja)
-Tias do Jetset (nem quero imaginar como seriam os gritos, já estou arrepiado só de escrever isto)
-José Castelo Branco (aquilo – sim, não é ele nem ela, aquilo – teria uma categoria só para si, e tenho a certeza que seria pior que um filme de terror numa casa a cair de podre decorada com motivos góticos às 4 da manhã numa noite de trovoada)
-Zombies (não sei como funciona, mas de certeza que alguém já teve essa ideia e o filme das zombie strippers não conta)
-Homens das cavernas (esta ideia é simplesmente estúpida) (muitos gente actualmente faria ainda pior)
-O emplastro (no comment)
-Orcs ou trolls ou coisas dessas (encontro-me a a cabecear violentamente a parede para retirar esta imagem)
-Manuela Moura Guedes ou a Júlia Pinheiro (o barulho seria ensurdecedor, poria cães a uivar na vizinhança, para além de provocar actos de violência contra o objecto que estivesse a difundir tais blasfemas imagens)
-Qualquer coisa envolvendo a resposta para tudo no universo (seria tão complexo que não íamos perceber nada)
-Wally (teriamos de o procurar para podermos ver alguma acção)
Não vou escrever mais. O meu estômago não está a aguentar tal tratamento – isto é violento.
Não tenho a certeza de que algumas destas ideias possam sair da minha cabeça nos próximos tempos. Já bastou uma reportagem sobre senior sex. Nunca mais vou conseguir ver um sofá plastificado da mesma maneira.
E agora com licença, vou vomitar.
Etiquetas:
internet,
pornografia
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
O sobrenatural: notas, considerações e lamirés (isto existe?)
Se forem como eu (pobrezinhos), quando são confrontados com um "documentário" sobre, por exemplo, o fim do mundo em 2012, ou as "provas" da interferência de extraterrestres, a vossa primeira reacção é dar uma palmada na testa. A segunda é emitir um coerente "arghhhh!". Porquê? Vejamos:
- 2012: É o novo apocalipse! Yay! Porquê? Porque os antigos maias assim o previram, ou pelo menos é o que as pessoas que popularizaram a data querem que pensemos. Na verdade, uma rápida consulta à wikipedia mostra-nos que a mitologia maia diz que o mundo foi criado pela quarta vez, depois de 3 tentativas falhadas, a 13 de Agosto de 3113 A.C.. No mesmo mito de criação a data do fim do mundo *anterior* (o 3º) é dada como 12.19.19.17.19 (o que no calendário de contagem longa mesoamericano dá uns 5 milénios e picos da criação à destruição do mundo - nada mau para uma experiência falhada!). Como o calendário fica outra vez a 0.0.0.0.0 com a nova criação (seria mórbido aproveitar o calendário de um mundo destruído), o 12.19.19.17.19 desta época é 21 de Dezembro de 2012.
Assustador! Os deuses maias vão matar-nos a todos e substituir-nos por uma criação mais decente - que falta de originalidade. Claro que os teóricos do fim do mundo esquecem-se que para os maias esta era a criação que funcionou: não há profecias maias do fim do mundo para 2012...
- 2012: É o novo apocalipse! Yay! Porquê? Porque os antigos maias assim o previram, ou pelo menos é o que as pessoas que popularizaram a data querem que pensemos. Na verdade, uma rápida consulta à wikipedia mostra-nos que a mitologia maia diz que o mundo foi criado pela quarta vez, depois de 3 tentativas falhadas, a 13 de Agosto de 3113 A.C.. No mesmo mito de criação a data do fim do mundo *anterior* (o 3º) é dada como 12.19.19.17.19 (o que no calendário de contagem longa mesoamericano dá uns 5 milénios e picos da criação à destruição do mundo - nada mau para uma experiência falhada!). Como o calendário fica outra vez a 0.0.0.0.0 com a nova criação (seria mórbido aproveitar o calendário de um mundo destruído), o 12.19.19.17.19 desta época é 21 de Dezembro de 2012.
Assustador! Os deuses maias vão matar-nos a todos e substituir-nos por uma criação mais decente - que falta de originalidade. Claro que os teóricos do fim do mundo esquecem-se que para os maias esta era a criação que funcionou: não há profecias maias do fim do mundo para 2012...
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Pornografia solidária
O casal Jolie Pitt recebeu um valor astronómico (300 mil dólares se não estou em erro) para fornecer fotos exclusivas do seu filho. Eles doaram esse dinheiro para solidariedade. Podia ter-me dado para pensar sobre haver algo de errado com o facto de uma revista pagar 300 mil dólares pelas fotos de uma criança e ainda assim fazer dinheiro. Mas em vez disso pensei: "Se eles queriam mesmo fazer dinheiro para solidariedade deviam era vender um vídeo deles a fazer a criança."
Pensem bem, temos a Angelina Jolie para agradar a eles, o Brad Pitt para agradar a elas, e eles são celebridades o que agardaria às coscuvilheiras. Então se eles fizessem edições especiais em que convidassem alguns colegas de Hollywood para satisfazer gostos especiais aí é que eles fariam dinheiro à séria.
Mesmo cá em Portugal acho que este conceito podia pegar e até seria mais fácil e barato para arrnjar dinheiro para soilidariedade.
Assim, em vez de termos aquelas galas de 5 e 6 horas com não-sei-quantas câmaras e músicos e discursos e coisas assim bastava uma câmara (pagava-se o alomoço ao cameraman), a apresentadora (que geralmente é uma gaja boa) e o namorado (ou outra pessoa que ela quisesse) e numa hora (estou a ser generoso) estava a coisa feita. Além de que havia outra vantagem para os homens: quando as miúdas vissem que eles tinham pornografia em casa eles podiam sempre alegar que tinham-na comprado para dar 10 euros à casa do Gil ou a qualquer outra instituição.
Este conceito de pornografia solidária só tem, a meu ver, duas coisas negativas. A primeira era que, em vez de ser abordado na rua por senhoras idosas que querem que eu compre um Pirilampo mágico, passaria a ser abordado na rua pelas mesmas senhoras que queriam que eu comprasse um vídeo de duas celebridades a terem sexo. O que seria muito estranho. A segunda era que se calhar as instituicões de solidariedade não querreriam o dinheiro que se obtivesse assim.
Mas tirando isso...
Pensem bem, temos a Angelina Jolie para agradar a eles, o Brad Pitt para agradar a elas, e eles são celebridades o que agardaria às coscuvilheiras. Então se eles fizessem edições especiais em que convidassem alguns colegas de Hollywood para satisfazer gostos especiais aí é que eles fariam dinheiro à séria.
Mesmo cá em Portugal acho que este conceito podia pegar e até seria mais fácil e barato para arrnjar dinheiro para soilidariedade.
Assim, em vez de termos aquelas galas de 5 e 6 horas com não-sei-quantas câmaras e músicos e discursos e coisas assim bastava uma câmara (pagava-se o alomoço ao cameraman), a apresentadora (que geralmente é uma gaja boa) e o namorado (ou outra pessoa que ela quisesse) e numa hora (estou a ser generoso) estava a coisa feita. Além de que havia outra vantagem para os homens: quando as miúdas vissem que eles tinham pornografia em casa eles podiam sempre alegar que tinham-na comprado para dar 10 euros à casa do Gil ou a qualquer outra instituição.
Este conceito de pornografia solidária só tem, a meu ver, duas coisas negativas. A primeira era que, em vez de ser abordado na rua por senhoras idosas que querem que eu compre um Pirilampo mágico, passaria a ser abordado na rua pelas mesmas senhoras que queriam que eu comprasse um vídeo de duas celebridades a terem sexo. O que seria muito estranho. A segunda era que se calhar as instituicões de solidariedade não querreriam o dinheiro que se obtivesse assim.
Mas tirando isso...
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