segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Pornografia solidária

O casal Jolie Pitt recebeu um valor astronómico (300 mil dólares se não estou em erro) para fornecer fotos exclusivas do seu filho. Eles doaram esse dinheiro para solidariedade. Podia ter-me dado para pensar sobre haver algo de errado com o facto de uma revista pagar 300 mil dólares pelas fotos de uma criança e ainda assim fazer dinheiro. Mas em vez disso pensei: "Se eles queriam mesmo fazer dinheiro para solidariedade deviam era vender um vídeo deles a fazer a criança."
Pensem bem, temos a Angelina Jolie para agradar a eles, o Brad Pitt para agradar a elas, e eles são celebridades o que agardaria às coscuvilheiras. Então se eles fizessem edições especiais em que convidassem alguns colegas de Hollywood para satisfazer gostos especiais aí é que eles fariam dinheiro à séria.
Mesmo cá em Portugal acho que este conceito podia pegar e até seria mais fácil e barato para arrnjar dinheiro para soilidariedade.
Assim, em vez de termos aquelas galas de 5 e 6 horas com não-sei-quantas câmaras e músicos e discursos e coisas assim bastava uma câmara (pagava-se o alomoço ao cameraman), a apresentadora (que geralmente é uma gaja boa) e o namorado (ou outra pessoa que ela quisesse) e numa hora (estou a ser generoso) estava a coisa feita. Além de que havia outra vantagem para os homens: quando as miúdas vissem que eles tinham pornografia em casa eles podiam sempre alegar que tinham-na comprado para dar 10 euros à casa do Gil ou a qualquer outra instituição.
Este conceito de pornografia solidária só tem, a meu ver, duas coisas negativas. A primeira era que, em vez de ser abordado na rua por senhoras idosas que querem que eu compre um Pirilampo mágico, passaria a ser abordado na rua pelas mesmas senhoras que queriam que eu comprasse um vídeo de duas celebridades a terem sexo. O que seria muito estranho. A segunda era que se calhar as instituicões de solidariedade não querreriam o dinheiro que se obtivesse assim.
Mas tirando isso...

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