terça-feira, 13 de abril de 2010

Super quê?

Via eu televisão no outro dia e apanhei o novo (para mim) concurso Super-miúdos. Estes miúdos não eram apenas bons o suficiente para poderem ser considerados um obstáculo para um conjunto de adultos ganhar uns trocos. Não, estes pequenos (alguns nem tanto) prodígios são tão prodigiosos que têm direito a alcunhas. E algumas são tão assustadoras como a bailarina ou o ás de espadas.
Antes de mais devo aqui insurgir-me contra a discriminação existente no que aos baralhos de cartas diz respeito. Só porque não são tão valiosos em boa parte dos jogos não quer dizer que o 3 de paus, o 6 de ouros ou o 4 de copas sejam menos nobres ou desempenhem menos bem o seu papel. E no entanto ninguém se identifica com eles. Eles que são os carregadores de piano do baralho de cartas. Afinal de contas ninguém consegue jogar uma boa suecada se eles não estiverem presentes. Mas é sempre assim, só se dá o devido valor às coisas na sua ausência...
E depois a minha estranha mente fez kick-in (sim eu sei que ela já estava a fazer-se sentir neste último parágrafo mas ele não me ocorreu imediatamente quando vi o genérico do concurso). E pensou "sim, eles até estão ali com aquela pose e atitude de durões mas isto era mais giro e fazia mais jus ao nome se eles tivessem fatos de super-heróis". E pus-me a pensar como seria o fato do ás de espadas...
E depois fui assaltado por uma ideia ainda mais estranha. Super-miúdos poderia ser um conjunto de miúdos de galinha e de outros animais que se juntavam para combater o mal. A super-moela, o super-coração, os super-bofes, as super-iscas e a líder do grupo: a super-mioleira! E depois juntavam-se e andavam pelo mundo a combater o mal, quer fosse a combater as doenças, curando as pessoas que tivessem doenças que afectassem a sua área de jurisdição (tipo as super-iscas curavam as hepatites e as cirroses). Ou então poderiam andar pelo mundo a castigar os criadores de animais que faziam maldades aos animais apenas para obterem as suas entranhas. Ou ainda poderiam andar pelo mundo a fechar os establecimentos que não vendessem entranhas de superior qualidade, qual ASAE das vísceras.
E depois perguntei-me porque é que eu, que até nem gosto de entranhas, fui assaltado por visões de embalagens de paté com capas e fatos de spandex. E depois comecei a pensar no lixo radioactivo que seria necessário para criar estes super-heróis. E em qual seria o aspecto do megazord ou entranhazord ou qualquer que fosse o nome do robot gigante que eles tivessem. Ou quais os seus super poderes. E perdi precisamente 365732 neurónios neste processo. E o meu jantar foi conhecer o meu trono de porcelana após uma evacuação de emergência.

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